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 A Força Do Destino

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Bia'
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MensagemAssunto: A Força Do Destino   Seg 7 Mar - 20:54

Oi Galera!

Meu nome é Beatriz e vou postar a seguir minha primeira Fanfiction.Espero que todos gostem e gostaria que todos postassem suas opiniões sobre a história,elogios,criticas,sugestões etc.É muito importante para uma escritora iniciante,como eu,ter respostas ao seu trabalho.
Muita obrigada à todos!

Informações:

Título: A força do destino
Autor(a): Beatriz Joseph Jackson
Data de criação: 27/06/10
Gênero: Romance (Fictício)
Classificação: 18 anos

Introdução:

A história tem inicio em 1990,quando Katherine,uma maquiadora profissional,depois de ingressar no mundo dos “talentosos” começa a se ver como protagonista de” experiencias”,que qualquer pessoa gostaria de protagonizar e a própria tira bom proveito de tudo que lhe é possível.
Ela começou a carreira aos vinte anos,e o talento começou a ser descoberto logo aos vinte e três.
Nascida em Denver - Colorado,no quinto dia de maio de 1963 ,ela cresceu e viveu no mesmo estado até os vinte e cinco anos,quando o amor pela certa “arte” começou a florescer por entre todas as suas atividades e ela teria que se mudar para ter mais oportunidades profissionais.Ela então se mudou para Los Angeles - Califórnia,mudando também de vida e etc.
Uma coisa que diferencia Katherine das outras maquiadoras,é que ela tem,algo que as outras apenas desejaram.
Se a curiosidade já está com você,por que não acompanha-lá nesta jornada?
Espero que não se arrependa.

Continue Lendo …

A autora.

CAPITULO 1 - SEGUNDA - FEIRA - 16 /07/1990.

O despertador tocou.Acordei frustrada.Vesti meu roupão,desci as escadas e fui até a cozinha.Percebi que a Jess já tinha preparado o café da manhã.
— Bom dia Srta.Katherine! — Ela me recebeu sorrindo,em pé,ao lado da mesa.
— Bom dia,Jess!Ahh...Me chama de Katie.Você sabe que eu não gosto de “Katherine” e muito menos de Srta! — Falei rindo . — Obrigada pelo café,você é um amor! — Agradeci a ela
— É só o meu trabalho,Srta…Quero dizer KATIE! — Ela se corrigiu.Olhamos uma pra outra e rimos.
— Jess...Faz um favor? — Perguntei
— Claro,Katie!O que você quer? — Ela ainda continuara em pé ao meu lado.
— Quero que você alimente a Lisa!
— Tá…— Ela concordou , mas, depois fez cara de quem se lembrou de algo. — Hiii,mas, a ração acabou!
— Humm! — Disse pensando. — Leva ela pra passear e compra no Pet Shop que tem no caminho.
— Ok!— Ela concordou.
— Jess,você tem horas? — Perguntei enquanto colocava suco em um copo
— Tenho sim!São 6:10.— Ela disse olhando no relógio.
— Hii…Vou tomar banho!— Deixei o copo na mesa e me levantei.
— Mas…E o café?Você não comeu e nem bebeu nada!
— Deixa o café pra depois!
— Não,nem pensar!Vai logo tomar seu banho enquanto eu preparo algo pra você.
— Ok.Obrigada,vou subir! — Me aproximei dela e beijei seu rosto.
— De nada,querida!Agora vai… — Ela deu um leve tapinha no meu traseiro.Eu ri.
Subi correndo e tomei meu banho o mais rápido que pude.Quando sai do banho,me sequei,me troquei, penteei o cabelo e peguei a minha bolsa.
Desci as escadas voando,quase caí.Ela estava me esperando no fim da escadaria.Me entregou uma pequena bolsa.
— Obrigada,Jess!Bom trabalho! — Agradeci mais uma vez.
— De nada,querida!Bom trabalho pra você também.
Sai de casa,entrei no carro,abri o portão(usando o controle),manobrei o carro e fechei o portão.Olhei a hora 6:25.
— Nossa!Cinco minutos pra chegar lá?!Nunquinha! — Falei comigo mesma.
Cheguei no "Studio Modern".Olhei a hora 6:43.Respirei fundo.Peguei a minha bolsa,meu café(a pequena bolsa)e desci do carro.
— Bom trabalho,Katherine! — O chefe do estacionamento me cumprimentou.
— Obrigada Benny!Pra você também! — Disse enquanto caminhava em direção à saída.
Sai do estacionamento e enquanto andava em direção a entrada do Studio,vi o meu chefe de longe.
— O que ele ainda tá fazendo aqui fora? — Pensei.
Me aproximei e percebi a "secada monstruosa" que ele me deu.Fiz cara feia.
— Atrasada,meu bem! — Ele falou(ele ainda continuava olhando pra mim).
— Eu sei!Por que você ainda tá aqui fora,Jack? — Perguntei tentando esconder que estava injuriada.
— Tava te esperando!
— Mais…Você é o chefe,tem a chave daqui…Ahh…Esquece!
Abri as portas do Studio e fui direto para a minha sala.
Entrei,guardei minha bolsa e tranquei a porta.Peguei minha bolsinha do café e me sentei.Na bolsinha tinha um sanduíche e um suco de laranja.A Jess fez o meu sanduíche favorito,de queixo "Minas",que é um queijo brasileiro.
Terminei de comer e guardei a bolsinha.Abri a bolsa,peguei minha escova de dentes,a pasta e sai da minha sala.Fui ao banheiro,escovei os dentes e dei uma arruada no meu cabelo o cabelo.Voltei pra sala.
— Precisamos conversar! — Perecia a voz do Jack,mas,eu não o vi(ele estava atrás da porta).
— Aiii!Que susto,Jack! — Fui caminhando até a minha cadeira
— Me desculpa!
— Ahh…Ok!O que você quer falar comigo? — Me sentei
— Ok! — Ele respirou fundo antes de começar a falar. — Por que você chegou atrasada?
— Ai,Jack!Me desculpa por isso! — Eu disse levando as mãos à cabeça.
— É,tem que se desculpar mesmo.Aposto que você dormiu demais!
Naquele momento me segurei pra não esgana-lo.— Logo quando eu preciso de você cedo aqui…
— JACKSON!ME DESCULPA!NÃO VAI SE REPETIR! — Ele se surpreendeu,pois,nunca tinha me visto "alterada". E muito menos me visto dizer seu nome…Todos o chamam pelo apelido.
— Ok!Vamos resolver o problema agora.— Ele ainda estava assustado comigo(eu quase ri da expressão dele de pavor) — Você leu o histórico daquela agência que eu te falei? — Ele não estava mais tão nervoso.
— Sim! — Respondi mantendo o meu tom calmo.
— Ótimo!
Depois de um tempo os funcionários começaram a chegar.Antes que eu notasse já era hora de fechar o Stúdio.
Fui pra casa.Cheguei,estacionei o carro e fui caminhando em direção à porta.Antes que eu entrasse em casa ouvi alguns latidos.A Lisa veio em minha direção e a Jess veio logo atrás.
— O você tava fazendo? — Perguntei a Jess
— Eu ia dar um banho nela.— Ela respondeu sorrindo pra Lisa.
— Pode deixar comigo!Eu vou levá-la ao Pet Shop.Você já comprou a ração?— Eu acariciava a Lisa enquanto falava com a Jess.
— Ainda não.É que eu acabei de fazer o almoço e ai pensei em dar um banho antes de ir comprar a ração!
— Ok!Eu aproveito e compro!
— Então eu vou buscar a coleira dela!
— Ok!Vou tomar um banho antes.A outra empregada já chegou?Como é mesmo o nome dela?
— É Deborah,mas,ela é chamada de Debbie.Ela chega às 16:00.
— Ahh...Tá ok! Obrigada!
Entrei em casa e subi para o quarto.Tomei meu banho,me sequei e coloquei uma roupa bem confortável.A minha blusa favorita.Uma regata branca,com a mensagem:"SALVE O MUNDO!"escrita em preto,uma calça de moleton cinza e as minhas sapatinhas.
Sai do quarto,passei pela sala e fui para fora de casa.A Lisa estava com a Jess.
—Katie,eu tava pensando...Se você for levar a Lisa pra passear,você não vai se atrasar pra aula de natação?
—Não,querida.Hoje vai começar mais tarde.O Jeff tinha um problema lá!
—Ahh…Bom passeio então! — Ela falou enquanto me passava a coleira de Lisa.
—Obrigada por se preocupar,Jess!
—Você fala como se eu não me preocupasse com você,mocinha!—Ela disse rindo
—Sei que você se preocupa!Tchau,até daqui a pouco.—Disse rindo pra ela.
—Até!—A Jess falou enquanto sorria pra mim
—Ahh...Fecha o portão pra mim?Por favor?
—Fecho,sim!
Fomos andando até o Pet Shop.Foi muito legal,ver gente,andar.Há muito não fazia isso.Há muito tempo não saía.
Chegamos no Pet Shop.Enquanto a Lisa tomava banho e era tosada,eu comprei a ração e fiquei um tempo a aguardar.Finalmente saímos do Pet Shop.
—Não quero ir embora agora!—Pensei.
—Que tal irmos ao Parque,Lisa?—Perguntei a ela.Ela abanou o rabo,então eu entendi aquilo como um "SIM".
Continuamos andando.Depois de algum tempo caminhando,ficamos cansadas.Paramos em um Quiosque,comprei um sorvete pra mim,mas,a Lisa não parava de olhar,então comprei uma agua pra ela e até agora,não sei como ela conseguiu beber sozinha.Depois que terminamos de nos refrescar,continuamos a caminhada.
Chegamos no Parque.Sem pensar eu soltei a coleira da Lisa.Ela correu pelo Parque
como eu nunca tinha visto antes.Fiquei parada,olhando ela correr(ela parecia tão livre e feliz),mas,acabei me dando conta:
—Com a Lisa solta nesse Parque,eu só vou sair daqui amanhã!—Pensei.
Prendi meu cabelo e comecei a correr atrás dela.
—Lisa,cadê você?Lisa!—Eu gritava.
Cansei de correr e olhei em volta.Ela estava parada olhando para um homem.Me aproximei...
—Lisa!Vem cá!—Ele me passou a coleira dela e continuei a tagarelar...
—Desculpa!Não sei o que deu em mim.Eu apenas soltei a coleira dela e quando percebi...
—Ela já tava longe,né?—Ele perguntou sorrindo pra mim.
—É.
Ele se aproximou,estendeu a mão e disse:
—Prazer em conhece-lá.Me chamo Steven.
—Igualmente.Meu nome é Katherine.—Apertamos as mãos.—Sou maquiadora profissional!
—Você não é Katherine Truman,é?
—É,sou eu sim!
—Nossa!Que coincidência!Eu sou um dos assistentes da Elizabeth Taylor e ela está a procura de uma maquiadora e pelo o que eu sei você é a melhor!
—Ahh...Não!Aposto que existem melhores!—Fiquei super vermelha.
—Mas,você está interessada?—Ele perguntou.
—Claro!
Ele mexeu no bolso.
—Aqui está o meu cartão!—Ele estendeu a mão e me entregou um pequenino cartãozinho.
—Aqui está o meu!—Dei o meu cartão pra ele(que bom que sempre carrego um cartão comigo)
—Eu posso te ligar?—Ele perguntou
—Acho melhor eu te ligar.Ok?
—Ok!Boa tarde,Katherine!
—Boa tarde,tchau!
—Tchau!
Sai logo dali.Ele era lindc.Moreno,alto,dos olhos bem negros.Mas eu tenho que me focar no trabalho.Também não tenho tempo pra namorar.Resolvi voltar pra casa.
Cheguei em casa,deixei a Lisa com a Jess.Almocei e subi para o quarto.Tomei mais um banho,me sequei,coloquei meu maiô,uma legging por cima e peguei minha mochila.Peguei meu casaco e desci.
—Nossa,Katie!Como a Lisa ta mais calma!
—Acho que foi o passeio!—A Jess sorriu e saiu da sala.
Me sentei no sofá e peguei o telefone.Liguei pra minha melhor amiga,a Annie.Ela é brasileira e uma estilista muito respeitada no mundo da moda.
—Alô!
—Annie?
—Sim,quem é?
—É a Katie,amiga!
—Oi,querida!Tudo bem?
—Tudo ótimo e você?
—Se você ta bem eu também to amiga!
—Amiga,preciso te contar as novidades!
—O que?
—Talvez...
—Talvez o que?—Ela disse tentando me apressar
—Talvez eu vou ser a maquiadora da...
—De quem?—Me apressando de novo.
—Da...Elizabeth Taylor.
—Ahh...Não acredito amiga!—Ela gritou—Que ótimo!Como foi que tudo aconteceu?
—Ahh...Hoje eu levei a Lisa no Parque...
—Desde quando você faz isso?—Ela perguntou rindo.
—É que o horário do Studio mudou.Então,conheci um cara lá no Parque...
—Bonito?—Ela perguntou animada.
—Muito!Ele se chama Steven.
—E rolou um clima?
—Sei lá!Ele sorria quando olhava pra mim,mas,eu não quero nada!
—O que?Como assim?Você é tão bonita,Katie.Você se garante!Morena,alta.dos cabelos longos e negros...E outra coisa,você tem um corpo de dar inveja.
—Ahh...Você que é a brasileira aqui,amiga!
—É verdade,mas,você puxou vários traços brasileiros da sua mãe.
—Pode ser mais,me sinto 100% americana!
—Amiga!Vamos falar a verdade,né?Quantas americanas iguais a você,você conhece?
—Como assim?
—Americanas legítimas que são:Simpáticas,engraçadas,bonitas por dentro e por fora e do bumbum durinho?Já viu?
—Acho que não e as que são assim são bem raras!—Respondi rindo.
—São como você amiga...RARAS!
—AAAW!Obrigada pelos elogios,Annie.Tenho que desligar!Vem aqui quando puder,tá?
—Vou sim e me liga contando sobre a Elizabeth!
—Tá bom!Tchau,amiga.Boa semana!
—Tchau,amiga!Pra você também!Beijos!
—Beijos!
Desliguei o telefone.Fui em direção a porta.
—Tchau,Katie!Boa aula!—A Jess se despediu de mim.
—Tchau,obrigada!
Saí de casa e fui até o carro.Parei,olhei em volta e percebi que alguma coisa faltava.Estava sentindo um vazio imenso.
Cheguei na academia,tomei um suco e esperei dar a hora.Meu professor chegou logo após.
—Oi,Katie!—O professor me cumprimentou.
—Oi,Jeffrey!—Ele olhou pra mim com cara de (¬¬')"tem alguma coisa errada"— Opps!Oi,Jeff!—Me corrigi.
—Bem melhor!Pronta pra começar?
—Nasci pronta!—Respondi rindo.
Fomos para a piscina.Fui para o vestiário antes.Tirei a legging,o casaco e guardei na mochila.Coloquei a touca e o óculos.O celular tocou.
—Alô.Quem é?—Perguntei curiosa.
—É o Jack,linda!
—O que aconteceu,Jack?—Perguntei enquanto me sentava num banco (do lado de fora do vestiário)e fazia careta por ele estar me ligando.
—Nada,estou ligando pra avisar,coração!
Amanhã é o horário normal,das 7:00 às 13:00.Ok?
—Ok!—Respondi rápido,agindo como quem já ia desligar.
—Então,tchau meu amor!
—Tchau Jack!—Continuei falando rápido.
—Beijos!
Desliguei na cara dele.Eu não sou mal educada é que...Nossa!O Jack não presta atenção nos sinais.Eu não quero nada com ele,mas,ele continua com essas gracinhas.Eu nem respondi aos "Beijos" dele.Eca!
A aula terminou.Fui pro vestiário.Me sequei,me troquei e saído vestiário.
—Nossa,Katie!Você foi muito bem hoje,tava com um pique ótimo!—O Jeff me elogiou.Eu pensei:"Talvez foi a raiva do Jack que me deu esse pique todo!"
—Obrigada,Jeff!Eu já to indo,tá?
—Tá.Até quarta-feira!
—Tchau,até!
Enquanto eu pegava a minha mochila(que estava em cima do banco),vi uma moça muito bonita(loira,pequenina,de olhos claros e alegre)entrar na academia.Ela se aproximou do Jeff e o beijou.
—Katie,essa é a Jane minha namorada!—Enquanto ele falava fazia um gesto com a mão indicando que queria que eu me aproximasse deles e como boa aluna,eu fui.
—Prazer em conhecer,Katie!—Ela falou enquanto sorria e estendia a mão para me cumprimentar.
—Igualmente!—Cumprimentei-a do mesmo modo.
—O Jeff fala muito de você: "A minha aluna mais dedicada!"
—Ahh...Tenho um professor muito modesto.—Falei enquanto admirava a relação deles.—A quanto tempo vocês estão juntos?—Perguntei
—Vai fazer 5 anos.Acho que mês que vem,né?—O Jeff perguntou olhando pra Jane.
—É.—O Jeff apertou a Jane contra sue corpo fazendo-a esquivar-se para baixo.
—Nossa!Onde eu estava?Em coma?—Perguntei assustada.
—Katie,não me leve a mal,mas,à tempos você só pensa em trabalhar.—O Jeff falou.
Calei-me,olhei pra baixo e percebi a Jane cutucá-lo.
—Desculpa,Katie!Não foi...—
—Não,tudo bem!Você ta certo!Tchau gente e parabéns!—Interrompi as desculpas dele pois eu sabia que ele estava correto.
—Obrigada,Katie!—A Jane agradeceu.Eu pude ouvir a dó no tom dela.
—Tchau,Katie!—O mesmo tom de dó estava na voz do Jeff também.
Saí da academia,caminhei até o estacionamento.Enquanto eu caminhava vi que havia casais por toda parte.Comecei a andar mais rápido,entrei no carro e desabei a chorar.
—Nossa,Katie!Você vai morrer sozinha.Até o Jeff já percebeu e ele tem razão.Você só pensa em trabalhar.
Respirei fundo e liguei o rádio para tentar me acalmar.77.5(eu não sei por que estava nessa rádio,eu nunca tinha visto nem ouvido antes).Uma música da década de 80 começou a tocar.Depois de um tempo eu reconheci a música:Human Nature,do Michael Jackson.Comecei a cantar junto,enquanto eu dirigia.Quando percebi eu já estava em casa e a música já tinha acabado.Desliguei o rádio e enxuguei as lágrimas.Fique um tempo parada.
—Ai,Lisa!Nossa!Você me assustou!
Ela estava me olhando com aquela cara de cachorro sem dono.Peguei a minha bolsa e decidi sair do carro.Levei a Lisa para a casinha dela.
Entrei em casa.A Debbie levantou do sofá rápido.
—O jantar já ta pronto!—Ela disse arrumando o seu vestido.
—Não to com fome,Debbie!Se você quiser ir embora pode,viu?
—Ok.To indo,tá?
—Tá,boa noite.
—Pra você também.
Ela ficou na cozinha enquanto eu fui para o quarto.Tirei a roupa e fiquei um tempo refletindo.Senti um vento,que veio da sacada(que estava com as portas abertas),então vesti uma camisola.
Depois de me vestir fiquei na sacada,olhando tudo.A Debbie estava saindo naquele momento.Decidi tentar dormir.Fechei
as portas da sacada.
Desci,ativei o alarme,tranquei tudo e desliguei as luzes.Voltei para o quarto,tranquei a porta,deitei - me e fiquei olhando para o teto.
De repente o meu celular tocou.Eram 21:57.Atendi.
—Alô!
—Alô!É o Steven,é a Katie?
—Sim.
—Desculpe - me estar ligando agora,mas, tenho uma ótima noticia.
—Qual?—Perguntei aflita.
—É...A Elizabeth...
—O que?Ela...
—Ela concordou em trabalhar com você
—O que?Não acredito!—Disse dando pulos na cama!
—Eu nem precisei disser mais de duas palavras.Quando eu disse:Katherine Truman ela sorriu.
—E daí?
—E daí que isso quer dizer "sim",mas,eu já sabia que ela ia querer você.
—Como assim?—Perguntei
—Eu conheço o seu trabalho.Você é incrível.
—Obrigada pelo apoio Steven.
—Você merece muito mais,Katherine.
Calei - me por um tempo até que percebi que eu tinha algumas duvidas.
—E...Quando vai ser?
—Amanhã!
—Qual horário?
—Não sei!Quando você pode?
—A partir das 13:30.—Respondi.
—Pode ser às 15:00?—Ele perguntou.
—Sim,esse horário tá bom.
—Então,até amanhã Katherine.
—Até!
—Boa Noite!
—Pra você também!
Desliguei o celular e coloquei no criado mudo.Me ajeitei na cama e puxei o cobertor.Fechei os olhos a procura do sono e ele veio ao meu encontro.


Última edição por Beatriz Joseph Jackson em Sex 6 Maio - 13:59, editado 4 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Seg 7 Mar - 20:59

CAPITULO 2 - TERÇA - FEIRA - 17 /07/1990.

Acordei bem cedo,às 5:30.Fiquei um tempo sentada na cama e depoius fui até o closet olhar algumas roupas.Pequei um monte de roupas e joquei em cima da cama.Eu estava muito aflita,nervosa e anciosa que deixei tudo lá e fui tomar meu banho.Saídobanho,me sequei e fuiaté o closet.Escolhi uma roupa social e pensei:
—Quando eu chegar do trabalho eu escolho a roupa de hoje à tarde.Ai...E também arrumo tudo... —Resmunguei olhando pra minha cama,que estava um mingal.
Desci.A Jess não estava em casa ainda.Deixei um bilhete na geladeira.
Oi Jess,
Não precisa fazer o café,estou no jardim e já volto.Hoje vai ser especial.Quando você chegar eu te conto.
Até,
Katie.
Abri a geladeira e peguei um suco de laranja que estava lá.Bebi um pouco e guardei novamente.
Subi para o quarto e coloquei um vestidinho florido.Precisava andar um pouco.Fui direto para o jardim.Passei pela sala,mas,ainda não havia ninguem.
Caminhei bem devagar até chegar aos lirios,adoro lirios.Fiquei admirando as flores enquanto escorriam as lagrimas.Ouvi um barulho no portão.Enxuguei as lagrimas rapido.

—Bom dia,Katie! —Reconheci a voz mais me virei para ter certeza de que era a Jess.E eraela mesmo.Ela olhou fundo nos meus olhos.Ela estava sorrindo,mas,quando olhou pra mim sua expressão ficou ilegivel.
—Bom dia,Jess! —Respondi com a voz meio embargada,enquanto caminhava com ela em direção a casa.Ela parou de caminhar esegurou a minha mão firme.
—Katie,Você tá bem?
Responder asua pergunta.Ela apertou a minha mão e eu comecei a chorar.Lembrei de tudo que eu já passei e de como a Jess me acolheu.Elaé comouma segunda mãe pra mim.
—Ohh,Katie! —Ela disse me puxando pra ela.Ela me abraçou.
—Vai ficar tudo bem!Tudo vai correr bem!Não se preocupe. —Ela dizia o tempo todo tentando me acalmar.
Me lembrei do trabalho,mas,estar com ela era tão bom.Ela sempre me faz sentir bem.Olhei nos grandes e bem desenhados olhos dela.Ela enxugou minhas lagrimas.
—Eu tenho que ir trabalhar! —Eu disse triste.
—Tá bem,mas,você vai ficar bem?
—Vou tentar!
Ela sorriu e pegou minha mão novamente.Continuamos caminhando pra casa.Estava tudo silencioso.Ela me deu um beijo no rosto e disse suavemente:
—Vou dar um jeito nessa casa! —Nós sorrimos uma para a outra.Fui até a cozinha,tirei o bilhete da geladeira e o joguei no lixo.
Passei pela sala de cabeça baixa.Fui para o quarto.Deu tempo de tomar outro banho.Saí do banho,fui olhar em cima da cama e a roupa social estava lá.Me vesti,peguei minha melhor bolsa e desci.
—Nossa,Katie!Como você tá MAIS BONITA! —Ela disse enquanto secavasuas delicadas e pequenas mãos no seu avental.
—Obrigada,Jess!Adorei a enfaze nas palavras MAIS BONITA!
—Se me permite perguntar...Você vai sair hoje?Depois do trabalho?
—Sim,Jess!Não sei se você vai acreditar mas...Hoje eu vou conhecer a Elizabeth Taylor.
—Uauu!E como você tá?
—Muito anciosa!Não sei nem como to viva ainda.
—Fica calma,Katie!
—Vou fazer o possivel pra isso.Horas?
—Ahh...São 6:07.
—Obrigada,Jess!
—Você já tomou café?
—Tomei um suco,mas,to começando a ficar com fome.
—Eu vou preparar algo pra você.O que quer?
—Pode ser vitamina de morango?
—Sim.Vou pra cozinha.
—Tudo bem,vou ver a Lisa.
Saí de casa e fui até a varanda.A Lisa estava deitada,mas,quando me viu levantou e veio correndo em minha direção.
—Acho que não foi uma boa idéia!—Disse um pouco assustada,vendo uma cadela de labrador,bege,gigantesca vindo até mim.
Ela parou e virou a cabeça pra direita e ficou com aquela carinha fofa.
—Tá.Vem!—Eu disse à ela.
Começamos a brincar,depois de alguns minutos estávamos cansadas.Coloquei a Lisa na casinha dela e voltei pra casa.
—Sua vitamina tá pronta.
—Obrigada.Horas?
—São 6:18.
—Tudo bem,obrigada.
Lavei as mãos,tomei minha vitamina e subi.Escovei meus dentes ,desci e peguei a minha bolsa que estava em cima do sofá.
—Eu já to indo Jess!—Eu disse a ela.
—Ok,querida!—Ela disse enquanto caminhava em minha direção.
—Obrigada,Jess! —Não especifiquei oque eu estava agradecendo porque era por varios motivos que eu lhe agradeci.
—De nada,filha!Sabe que você pode contar comigo pra tudo.
Sorri gentilmente pra ela e ela o devolveu.Me aproximei dela e nos abraçamos forte.
—Bom trabalho,querida!—Ela disse enquanto me apertava.
—Obrigada,pra você também!
Saí de casa um pouquinho mais cedo.Liguei o carro,o rádio,Cindy Lauper tocava na rádio,aumentei o volume e fui embora.
Cheguei no Studio,era cedo,não havia ninguem.Abri as portas e entrei.Organisei a minha sala,liguei o computador e comecei a procurar alguns contatos de moda.
—Tok,Tok! —Pensei ser a voz do Jack.
—Jack? —Perguntei pra ter certeza.
—É.Posso entrar? —Ele já tinha entrado mais mesmo assim eu respondi.
—Pode.
—Bom dia,Katie! —Ele disse se aproximando do minha mesa.
—Humm...Era só isso? —Falei com uma gotinha de desprezo.
—Nossa! —Ele disse surprezo. —Eu vim aqui pra te dar uma noticia...
—Qual? —Perguntei desconfiada,enquanto nom tirava os olhos da tela do computador.
—Tava pensando em...
—Em? —Eu disse tentando apresá-lo.
—Te fazer minha sub-chefe.
Olhei pra ele,comos olhos arregalados.
—A...A...Uauu!Nossa...—Disse gaguejando.
—Boa idéia,né?Você aceita? —Ele perguntou animada.
—Nossa!É...Não sei...
—Essa oportunidade não é facil de conquistar,Katie! —Ele disse tentando me convercer.
—Eu sei,mas,esse não é o meu sonho! —Disse tentando explicar.
—Podemos realizá-lo! —Ele usou um tom de excitação e se aproximou de mim para tocar na minha mao,mais,eu me levantei bruscamente,mostrando que fiquei assustada e com raiva dessa tentativa de “contato corporal”.
—Vou pensar na sua proposta! —Usei um tom horrivel,que nem sei descrever.Abri a porta e fiz um jesto com a mão em direção à saída.Ele se levantou(estava sentado na minha mesa—eca).
—Pensa com carinnho! —Ele disse apertando o meu queixo com os dedos.Virei o rosto pro outro lado,fazesndo cara feia.Ele saiu da sala com cara de coitado.Fechei a porta e voltei para a minha cadeira.Lembrei da carinha dele e senti um arrependimento.
—Ai,Katie!Não precisava ser tão grossa com ele.Coitado! —Eu disse a mim mesma.
O dia passou muito devagar.Eu não parava de olhar a hora,até que finalmente era uma hora.Fui embora.
Cheguei no estacionamento,entrei no carro e meu celular tocou.
—Alô!
—Katie?É o Steven.
—Oi,Steven.Tudo bem?
—Tudo e você?
—Tudo bem.O que aconteceu?
—Nada...É que...Esqueci de falar o local.
—Ahh...É!
—Bom,vai ser na empresa da Elizabeth.
—Elizabeth T. Studios?
—Sim.Quando chegar no prédio,diga a recepcionista:Jasmine,que você quer falar com Steven Riley,ok?
—Ok.Onde fica o Studio?
—No centro.
—Ahh...Ok!
—Ok,tchau!
—Tchau!Até daqui à pouco! —Eu disse.
—Vai ter uma surpreza!
—Como assim? —Perguntei curiosa.
—Uma surpreza!
Ele desligou.Na hora eu soube que era grande,uma surpreza muito grande,então,dirigi rápido.
Cheguei em casa a tempo
—Boa tarde,Katie! —A Jess merecebeu com um sorriso largo.
—Boa tarde,Jess! —Retribui o sorriso.—Oalmoço já tá pronto? —Perguntei.
—Tá sim!
—Então vou almoçar. —A Jess sorriu novamente pra mim.
Almocei muito bem.Depois fui pra cozinha,lavei a louça que eu sujei do almoço e decidi atacar de “MESTRE CUCA”(não sei por que,mas,senti uma vontade enorme de cozinhar).Peguei uma receita muito dificil de fazer.
RECEITA DE SALADA DE FRUTAS:
INGREDIENTES:
*5 Kiwis (picados e sem casca)
*25 Morangos(picados e bem lavados)
*3 à 4 Bananas(Picadas)
*1 lata/caixinha de Leite Condensado
*1 lata/caixinha de Creme de Leite
MODO DE PREPARO:
...
—O que você tá fazendo? —Quase morri de susto ao perceber que a Jess estava quase se debrusando sobre mim,para ver o que eu estava lendo.
—Lendo uma receita de Salada de Futas. —Falei como se cozinhar e ler receitas fosse algo que eu sempre fiz,como se fosse muito normal pra mim. —Por quê? —Perguntei intrigada.
—Salada de Frutas? —Ela perguntou rindo e zombando de mim.
Fiz cara de desentendida e ela econtinuou:
—Deixa eu te ajudar!Ela pegou a receita da minha mão e guardou na gaveta,onde eu encontrara antes.
—Está bem.Podemos começar?—Perguntei animada.
—Sim,claro!—Ela olhou pra mim,desconfiada. —Katie,você tem certeza que quer fazer isso?
—Sim! —Falei com tal firmeza,que até eu acreditei no que acabara de dizer.Nesse momento vi a Jess dar um sorriso diferente.Então me lembrei.Este sorriso fora o mesmo sorriso que ela dara quando nos conhecemos,então,relevei as suas risadas e entendi o porque de seu desdenho anterior.”Eu”,Katie Truman,na cozinha?Apesar da Jess me conhecer bem,eu ainda a impresionava.Eu não sou como uma criança,que não conhece nem um “amassador de batatas”.
Foi até engraçado(eu pensava que sabia algo sobre,cozinhar ou sobre,utensílios domesticos,mas,descobrira que não sabia nada).Eu fui tão desastrada,deixava tudo cair,enquanto a Jess ria do meu ótimo desempenho.Conseguimos terminar de fazer a Salada,sem explodir a casa,ou melhor,sem “eu” explodir a casa.Guardamos a Salada na geladeira e lavamos as louças.Olhei a hora e subi apressada para o meu quarto.
Quando eu cheguei no quarto,vi que as roupas que eu tinha deixado em cima da cama não estavam mais lá.
—O que seria de mim,sem a Jess? —Pensei enquanto um sorriso invadiu minha expressão.Aproximei-me da cama e vi um monte de looks.
—Humm? —Pensei.
—Surpreza! —Quase dei um pulo de susto,me vireipara ver quem era.Era a Annie.
—Amiga! —Falei enquanto corria em sua direção.Nos abraçamos.
—Que saudade,Katie!
—Eu também tava morrendo de saudades de você,amiga!
—Eaí,tudo bem? —Ela perguntou enquanto se sentava na cadeira.Me sentei aolado das roupas em cima da cama.
—Ahh...AnnieTudo bem,né? —Meu tom de voz nunca fora tão desanimado.Ela fez cara de desconfiada.
—Humm!Me conta!
—Ahh...Eu não quero te encher com os meus problemas. —Falei olhando pra baixo.Ela se levantou da cadeira e se sentou no chão,ao meu lado e segurou minha mão firme.
—Katie!Sou sua amiga!Me conta! —Ela olhou fundo nos meus olhos e eu senti que podia confiar nela,afinal,por que não contar?
—Tá bem! —Eu disse com um enorme alivio. —Eu tô um pouco deprimida.
—Por quê? —Ela ainda olhava em meus olhos.Respirei fundo.
—Porque eu tenho estado infeliz,amiga.Apenas nos últimos dias eu consegui ser eu mesema,mais...Mesmo assim... —Minha voz falhou e eu nãoconsegui terminar de falar,mais,na minha amizade com com a Annie nunca foram necessarias palavras,principalmente em horas dificeis.Ela se sentou ao meu lado e eu encostei minha cabeça em seu ombro.
—Annie,eu preciso viver.Viver de verdade!
—Claro,amiga! —Elam acariciou meu rosto.
—Tô chegando nos trinta e ...
—Ei!Trinta ainda é nova,viu? —Ela falou indignada pois ela tinha 32anos de idade nessa epoca.
—Eu sei,mas...Eu tenho que aproveitar o agora...Quando eu fizer 57,vou poder fazer o que eu poderia ter feito hoje,com 27?Claro que não!
—É verdade!Então vamos começar logo! —Ela se levantou e me puxou pela mão.
—O que vai fazer? —Perguntei intrigada.
—Vamos deixar a Elizabeth Taylor de boca de queixo caído.
—Humm?
—Fica quieta que eu faço a mágica.
—Ok. —Respondi mesmo sabendo que ela não perguntou,ela ordenou.
—Vai tomar um banho.Quando você sair estará tudo pronto.
—Sim,senhor!
—Senhora,sua soldada insolente! —Ela disse quase rindo.
—Desculpe senhora!
—Agora vai logo soldado.
Saí de lá rapidinho e fui tomar o meu banho.Demorei mais do que o normal.Foi um banho de “lavar a alma”.Quando saí do banheiro,vi até calcinhas em cima da cama.
—Fui tomar um refrigerante! —Quase morri de susto.A Annie segurava um copo.
—Nossa,Annie!Você escolheu até a minha calcinha!
—Amiga,vamos combinar né?De que adianta uma roupa “MARA” e uma calcinha horrivel? —Rimos.
Escolhemos tudo,quero dizer a Annie escolheu tudo.De repente ela desceu e quando voltou estava com os oculos verdes nas mãos.Eu achei estranho mais não falei nada.Quando me olhei no espelho...
—Eu não vou assim! —Eu disse a Annie.
—Por que não?
—Porque não.
—Fala o por que! —Ela ordenou com um tom autoritário.
—Ahh...Não gostei...Pronto...Falei!
—Termina de falar...Sei que tem mais coisa!
—É que...Sei lá...Não tô confortável com essa roupa.E...Tô parecendo uma mosca de padaria com esse oculos.
—Não.Você tá na moda! —Ela disse tentando explicar a minha “linda” semelhança com uma mosca.Olhei pra ela com cara de “CREDO!ISSO É MODA??”.Começamos a rir
—Tá bom,mas... —A Annie falou tentando impor alguma condição.
—Mas nada! —Acabei com a felicidade dela na hora.
—Usa o oculos,Katie.Por favor!
—Ahh...Não vale Annie! —Falei pra ela,pois,ela estava fazendo uma carinha de bebê(ela sabia que eu não conseguiria recusar).
—Vale sim! —Quando eu disse,ela me abraçou.
—Qual estilo você quer?
—Como assim?
—De roupa.
—Ahh...Não sei.
—Vamos fazer assim.Eu falo o estilo e você diz sim ou não.
—Não sei bem de onde você tirou isso,mas tudo bem! —eu disse rindo.
—Vamos começar.
—Ok.
—Comportada?
—Humm!
—Não! —Além de responder por mim ela ainda interrompeu o meu raciocinio.
—Ei.Sou eu ou é você quem responde?
—Ops!Pode crêr! —Ela disse rindo.
—Comportada?Não! —Eu disse esclarecendo amim mesma a minha resposta.
— Eu sabia!
— Haha! — Fui sarcastica.
— Continuando...Very Sexy?
— Não! — Respondi com firmeza.
— Ahhhhh... — Ela resmungou.
— Annie!Dá uma segurada!
— Tááá!Social?
—Não!
— Glamour Sexy?
— Glamour Sexy? — Perguntei curiosa.
— É.Quer esse?
— Deixa eu ver! — Disse me virando.
— Não pode ver! — Ela me virou rápido.
— Tem mais algum?
— Não.
— Então é esse!
Ela me virou.Era mesmo como o nome descrevia:Glamurosa e Sexy.
— Uauu!Lindo!Amei Annie!
— Eu sou demais! — Ela disse auto elogiando-se
Era uma blusa decotada preta,um casaco de paites ,uma calça jeans clara,colada,uma bota cano médio e algumas pulseiras.
— Annie,não vai ficar muito “Dark”?
— Ahh,não...Você coloca o óculos.
— Aff! — Murmurei.
— Mas amiga,ainda tem a maquiagem e o cabelo pra suavizar o look.
— É... — Disse apertando a toalha contra meu corpo molhado. — Vou me trocar e já volto amiga! — Disse enquanto pegava as roupas.Ela fez aquela cara de tédio e disse:
— Pode se trocar aqui mesmo!Você fala como se eu nunca tivesse visto a sua...
— Ai doida! — Corei feito um porquinho assado e continuei. — Tá bom,me troco aqui! — Eu disse rápido para interrompe-lá.
Acabei me trocando alí mesmo.Quando terminei de me vestir e estava secando os cabelos vi a Annie sorrindo ao olhar pra mim...
— O que? — Eu perguntei ajeitando o cabelo.
— Aquele carinha vai? — Ela sorria ao perguntar.
— Vai! — Não falei muito animada ,eu não queria falar sobre ele.
— Ele vai babar!
— Para Annie!
— Katie,tô falando sério.Dá uma olhada... — Ela disse enquanto apontou para a penteadeira.Caminhei lentamente ,quando e olhei no espelho percebi que ela estava certa...Eu estava bonita.
— Nossa! — Falei paralisada,olhando para mim mesma e com cara de boba!
— Eu disse.Você tá linda.
— Não exagera amiga!
— Tá bom ,mas, tá linda mesmo! — Ela disse sorrindo feito criança e eu sorri em forma de agradecimento.
Peguei minha maleta de maquiagem e me sentei frente à penteadeira…Eu estava quase pronta.
— Tô te espertando lá em baixo tá?
— Tá bom! — Respondi sem tirar os olhos da maleta.
Depois de terminar fiquei um tempão me olhando no espelho.”Acordei”,peguei a maleta,a minha bolsa e desci.
— Nossa!Você tá linda Katie! — A Jess falou quando me viu descendo as escadas.
— Ahh...Obrigada!Jess,você sabia que a Annie tava perdida aqui?
— Sabia querida.— Ela falou rindo. — Ela queria fazer uma surpresa!
Olhei a hora,eram 14:07.Fiquei imprecionada (como o tempo passou rápido).
— Gente,tenho que ir! — Avisei a elas
— Eu te levo! — A Annie falou pegando sua bolsa do sofá e se aproximando da Jess.
— Boa sorte querida! — Jess me encorajou.
— Obrigada Jess!Tchau!Boa tarde! — Agradeci e me despedi.
— Foi bom te ver Jess! — A Annie abraçou a forte.
— Foi bom te ver também Annie! — A Jess acariciou o rosto dela.
Saimos de casa.Fui em direção ao meu carro.
— Ei!Pra onde você tá indo? — Ela pergunta com cara de desentendida.
— Ué!Tô indo pro Studio no meu carro.
— Mas,você vai comigo amiga! — Ela afirmou com cara de “coitada”.
— Ah,é…Mas como eu vou voltar?
— De ônibus! — Ela disse zombando de mim.
— Haha! — Fui sarcastica de novo. — Na proxima encarnação né meu bem?!
— Tá bom! — Aceitei o pedido dela.Ela abriu um sorriso largo pra mim…
Fomos no carro cantando Back Street Boys.Pareciamos duas doidas,felizes,livres e … DOIDAS!
Chegamos no Studio.Eu comecei a tremer.Ela olhou pra mim…
— Katie,calma! — Ela segurou minha mão que provavelmente estava muito fria.
— Vou tentar! — Eu concordei com ela…De repente me lembrei dos oculos e tentei sair sem ela perceber que eu estava sem eles.
— Você tá esquecendo dos óculos! — Ela perecia cantar,zombando do meu pessimo desempenho ao tentar “engana-lá”.
— Droga! — Falei rindo. — Pensei que você tinha esquecido…— Peguei os óculos e ela sorriu.
— Boa sorte amiga!— Ela disse enquanto nos abraçavamos.
— Obrigada Annie!
Sai do carro.Sabia que aquele momento mudaria a minha vida.Respirei fundo e entrei no Studio.Guardei os óculos e fui até a recepção.
— Conlicença! — Falei pra uma moça que estava olhando pra um papel.
— Sim. — Ela respondeu desviando a atenção do papel e olhando para mim.
— Jasmine? — Perguntei.
— Sim. — Ela respondeu rindo.
— Estou a procura de Steven Riley.
— Qual seu nome? Por favor
— Katherine Truman.
— Só um segundo por favor.
—Ok!
Ela pegou o telefone ,apertou o nº8 e começou a falar.
—Steven…Katherine Truman está aqui…Ok…Ok. —Ela desligou o telefone.
—Ele já está descendo,se asenhorita preferir aguarde-o aqui. —Ela olhou discretamente para uma silenciosa sala de espera.
—Obrigada! —Agradeci e fui andando até a sala.
—Katherine! —Me virei e vi Steven.Ele sorriu.
—Nossa!Você tá linda!
—Obrigada pela gentileza Steven—Aposto que nesse momento eu corei.
—Vamos ela está a nossa espera. —Ele disse caminhando a minha frente.
Caminhamos até um elevador,esperamos um pouco e ele logo chegou.Estavamos sozinhos.Ele apertou o nº 7…
—Ótimo!Sétimo Andar! —Fui sarcastica até em pensamento.
Eu estava anciosa,por estar prestes a conhecer a ELIZABETH TAYLOR,acanhada , por estar sozinha com Steven,nervosa,por ter medo de altura e pra melhorar o elevador era panoramico e curiosa,quem ,o que ou qual seria a surpresa?
As portas do elevador se abriram.Olhei para a minha frente.Minhas bochexas coraram de novo.Steven saiu antes de mim
—Vem! —Ele me chamou.
Respirei fundo e comecei a caminhar em direçao a ele.Segurei minha maleta firme.Muito firme.
Começamosanos aproximar.Então eu a vi.Linda,magnifica e glamurosa.Ela sorriu ao me ver entrando na sala.
—Olá Katherine! —Ela disse olhando (com aquele par de lindos e grandes olhos azuis) pra mim.
—Olá Elizabeth! —Nos cumprimentamos. —Posso lhe pedir um favor? —Perguntei
sem jeito e morrendo de vergonha.
—Peça! —Ela continuara sorrindo.
—Pode me chamar de Katie?
—Claro,mas, com uma condição…—Ela sorriu mais largo.
—Qual? —Perguntei.
—Eu te chamo de Katie se você me chamar de Liz,ok?
—Tudo bem! —Respondi sorrindo.
Ela sorriu mais uma vez.Não me aguentei de tanta curiosidade e acabei perguntando:
—Então Steven.Onde está a minha surpresa?
Liz olhou para Steven ,mas ele nem notou.
—Ahh...Ele já vai chegar! —Steven respondeu sorrindo.Liz olhou pra ele novamente.
—Ele? —Perguntei intrigada.
—Então…—Liz interrompeu – o que estava quase respondendo a minha pergunta. —Vamos conhecer o Studio,Katie? —Ela perguntou.
—Claro! —Respondi tentando disfarçar o meu nervosismo que fazia minhas pernas tremerem feito bambu verde.
Conheci o “Elizabeth T. Studios” inteiro,mas,não parava de pensar na surpresa.Quem seria “Ele”?
Liz pareceu ter gostado de mim,se ela não gostou,fingiu muito bem.
Voltamos para a sala.Liz entrou nos conduzindo ao fundo da mesma.
—Katie,aqui estão as modelos. —Ela olhou para mais ou menos 7 moças,todas diferentes cores,traços,idades e etc.
—Ok.
—Me surpreenda!
—Vou sim,Liz! —Ela sorriu.
Comecei pela primeira garota da direita.Fiz maquiagens incriveis,que eu nem sabia que existiam.Quando eu terminei a terceira modelo,um homem alto entrou na sala e cochixou para Steven.
—Ele chegou! —Steven comunicou à nós.
—Ótimo! —Liz comentou animada.
Fiquei calada não sabia o queou quem esperar…
Quando ele entrou na sala,minhas pernas volteram a tremer,minhas mãos ficaram frias e tremulas também e eu me segurei pra não desmaiar.Era MICHAEL JACKSON.Isso mesmo.O Rei Do Pop estrou na mesma sala em que eu estava.Ele sorria para todos presentes nao local.
—Como é bom te ver Mike! —Liz correu em direção a ele e o abraçou forte.Ele riu.Sua risada era tão doce,suave e encantadora.
—Estava com saudades Liz! —Ele respndeu apertando a contra o teu corpo.Eu estava hipnotizada…As modelos sorriam feito bobas,mas,acho que eu estava mais boba que elas…Em um momento cheguei a pensar se elas riam do meu estado.Steven se aproximou dele.
—É um prazer te conhecer Michael! —Steven disse ao cumprimenta-lo…Todos no local estavam escxtasiados.
Depois de cumprimentar as modelos ele veio em minha direção,mas,não tinha olhado pra mim ainda.Ele estava meio virado falando algo com Elizabeth. Até que ele se virou.Seu sorriso mudou,ele ficou invergonhado.ele se aproximou,mas, não muito.Percebi que ele estava inseguro,assim como eu.
—Você é a Katherine! —Ele afirmou com tanta certeza que parecia já me conhecer,notei que ele não tinha perguntando mais mesmo assim eu respondi.
—Sim. —Eu tentava esconder minha respiração que estava alterada e ficar calma.
—Katherine…—Ele sorriu e corou ao dizer meu nome. —É o nome da minha mãe! —Ele disse sem jeito.
—Que legal!Tenho o nome da mãe do “Rei”.
Senti que todos na sala estavam olhando para nós,ou para ele.Pra nossa sorte Liz interrompeu o silêncio curioso que pairava entre nós dois.
—Mike!Venha ver o trabalho dessa moça. —Liz o chamou.Eles caminharam juntos até as modelos.Eu estava morrendo de vergonha.
—Nossa! —Michael disse olhando para “meu trtabalho” —Você é maravilhosa! —Ele não olhou para mim ao me elogiar.
— Obrigada Michael! — Agredeci temntando chamar a atenção dele para mim,mas,ele continuara a olhar as modelos que sorriam ao ve-lo alí,frente a elas,analisando-as. —Felizmente eu posso dizer o mesmo de você! —Eu disse elogiando o.Ele finalmente olhou pra mim e sorriu timidamente como em um gesto de agradecimento.
Nós não desgrudamos o olhar do outro.Senti Liz nos observar.
— Não prescisa maquiar as outras.Eu quero que você faça a minha maquiagem. — Ela disse me deixando acanhada.
— Fico honrada Elizabeth…Liz! — Eu disse olhando pra baixo.
— Você merece,seu talento é magnifico! — Michael disse.Nós olhamos um para o outro e ficamos nos conhecendo pelo olhar…Foi mágico…Nunca tinha me sentido daquele jeito antes…Desviei meu olhar dele que por sinal foi direto para Steven,que fez um gesto de tchau pra mim,retribui o gesto e ele saiu da sala.
— Katie,Mike estava à procura de uma maquiadora também,por isso eu o convidei,praverseele aprovaria o seu talento e pelo que eu vejo…Está mais que aprovada! — Michael corou e deu um sorriso envergonhado.
— Ahh … Gente! — Disse desacreditando do momento que passara alí,com ele,quero dizer,com eles.
— Você é única! — Michael me elogiou enquanto se aproximou(meu cerebro dizia ”afaste-se” mas, meus pés não obedeceram) e segurou minha mão. — Você gostaria de trabalhar comigo? — Ele olhava fundo em meus olhos.Acabei soltando um suspiro de surpresa e alivio.Ele olhou para minha boca se perdendo nela e eu olhei em seus olhos me perdendo neles…Após algum tempo me recompus e consegui dizer:
—Você pode me dar um tempo para pensar? — Resisti a tentação de dizer : SIM,SIM,SIM…
—Claro…— Ele respondeu após dar um sorriso largo e soltou a minha mão devagar e levemente para que eu não percebe,mas,percebi…Foi como tivessem me acordado de um sonho muito bom…Estava implorando para voltar à sonhar.— Mas…Quero que saiba que você é a primeira que faz isso. — Ele diz,fazendo piada.Todos nós rimos.Olhei no relógio - que estava pendurado ao lado de uma foto linda da Liz – Eram 18:57.
—Bom gente.Espero que não se incomodem mas,tá ficando tarde e eu tenho que ir.
—Tudo bem…— Liz disse sorrindo pra mim. — Então,temos que marcar o dia para você vir aqui para assinar os papéis do contrato comigo.Pode ser?
— Claro Liz. — Ela sorriu ao ouvir que eu chamei a de Liz.
— Katie,você tá de carro?
— Hoje não… Uma amiga vez questão de me trazer aqui…—Eu respondi sorrindo pra ela e tentando esconder a vergonha que se estampou em meu rosto ao perceber os olhares de Michael sobre mim.
—O Mike te leva! — Ela disse surpreendendo a mim e ao Michael.Nós coramos de novo.
—Não precisa…— Disse me levantando para fugir dessa situação constrangedora que eu estava passando. — Sério mesmo…Não precisa…— Liz arregalou aqueles lindos e grandes olhos azuis para Michael que se levantou rápido.
—Eu faço questão! — Ele disse olhando em meus olhos e estendendo a mão para mim.Fiquei parada,sem ação enquanto a voz harmoniosa e autoritaria dele ecoava em minha mente.
—Michael não precisa…—Não sei de onde tirei forçaspara falar isso…Eu disse olhando para baixo e me afastando cada vez mais dele,quero dizer,deles.
—Vamos! —Ele disse se inclinando para olhar meus olhos.Levantei meu rosto que estava baixo,pois eu estava sem jeito de olhar para ele.Ele olhou fundo em meus olhos enquanto sua voz doce me encantara.Percebi que elenão estava pedindo para que eu fosse,já estava decidido…Eu ía com ele,de um jeito ou de outro.Senti um arrepio por todo meu corpo.Meu coração batia forte.
—Ok …— Respondi como um suspiro.Liz sorriu e se levantou(ela estava sentada em uma poltrona vermelha,vendo nossa “cena” , atenta).
—Então,gente…Eu preciso ir também! — Liz comunicou à nós.Ela se aproximou de mim e me cumprimentou.Logo em seguida elas e aproximou dele,enquanto eu guardava as minhas “ferramentas de trabalho” ,ela sussurrou algo para ele que deu um sorriso largo para ela que retribuiu o sorriso e logo após olhou para mim.Ela sorriu e eu também(meu sorriso era tímido,mas o de Michael chegara a ser mais do que o meu).Terminei de guardar as minhas coisas.Olhei em volta e percebi que as modelos não estavam mais lá conosco.
Liz saiu da sala nos deixando sozinhos.Ficamos calados e parados (trocando olhares curiosos)por um tempo.
— Vamos! — Ele disse me surpreendendo.Ele estava sorrindo e estendeu a mão em direção à porta.Fui em sua frente.Havia uma escadaria em seguida.então ele desceu rápido,ants de mim e fez algo inesperado.Ele estendeu a mão em minha direção,para me ajudar a descer.Fiquei paralisada em vermelha mais com a minha reação notei que ele também ficou envergonhada.
— Venha!Eu não vou te morder! — Ele disse sorrindo,e provocando minha imaginação…Pensei:
— E se eu te pedir pra que o faça?
Fomos andando(de longe eu vi um monte de seguranças vindo para nos proteger)de mãos dadas(ele não soltou minha mão desde a escadaria),ele olhou para minha direção,de “rabo de olho” e notou que eu tinha percebido nossas mãos grudadas feito dois imãs.Dei uma olhadela em volta e não tenho certeza,mas,naquele exato momento vi um dos seguranças sorrir enquanto olhava para nossas mãos.
Chegamos no estacionamento.Quando eu olhei em volta …
— Meu pesadelo se realizou! —Pensei.O lugar estava cheio de fãns e fotografos.Segurei a mão dele firme.Ele olhou para meu rosto,rindo da minha reação.
— O que foi? — Perguntei fazendo biquinho.Ele riu de novo e me olhou,como se estivesse respondendo a minha pergunta.Percebi que ele ria de mim. — Eu tô assustada! —Justifiquei.
— Eu te protejo! — Ele apertou minha mão.O tom de voz que ele usou foi tão firme que eu quase acreditei em suas palavras.
Enquanto caminhavamos,vi um monte de fãns(GAROTAS)olhando feio pra mim,algumas me xingavam,faziam gestos…Eu estava super desconfortavel alí,mas,Michael me ajudava a esquece-las…
Enquanto elas perguntavam (enlouquecidas) a ele … Quem é ela? O que ela é sua? … Ele não respondia com palavras,ele respondia com seus sorrisos,os mais inocentes.
Finalmente,depois de toda essa TORTURA,pareciamos ter chegado.Os seguranças foram abrindo o caminho até que pude ver .Havia uma Lumusine,preta,enorme,à nossa frente.Fiquei de boca aberta.
Um dos seguranças ia abrir a porta pra mim,mas Michael foi mais rápido.
Ele apertou um botão no “corrimão” ao lado do banco do carro.
— Freddy! — Ele chamou o motorista.
— Sim,senhor!
— O nome da rua é Mary Anne.
— Ok senhor!
Michael foi extremamente educado com Freddy.Ele apertou o mesmo botão.
— Então Katherine…—Ele se aproximou lentamente. — Fale um pouco de você.
— Bom,pode me chamar de Katie?
— Claro.Ninguém sabe,mas minha mãe tambem não gosta de ser chamada de Katherine.—Começamos a rir.Quando olhei pra ele,percebi que estavamos muito proximos umm do outro.Me afastei um pouco e decidi atender o pedido dele.
— É…Sou uma mulher de 27 anos,nasci em Colorado,aos 20 anos comecei minha carreira como maquiadora,vim morar aqui aos 23 anos e aqui estou!
— Posso lhe fazer uma pergunta pessoal? — Percebi que ele estava acanhado em fazer a pergunta pois ele olhava para o chão
— Claro que pode! — Tentei parecer o mais normal possivel.
— Você tem alguém? — Ele olhou para meu rosto,(que provavelmente estava corado)para ver minha reação.Eu sorri levemente,sem esforços e respondi.
— Não…Não tenho namorado! — Ainda estava sorrindo pra ele.
— Que bom! — Ele disse,soou com um tom de alivio.Ele arregalou os olhos mostrando arrependido pelo o que falou e continuou. — Não que eu queria que você fique sozinha,você é demais e não merece isso…Mas…Mas…Ahh…Desisto. — Eu sorri gentilmente do modo que ele falou:rápido e um tanto descontrolado.
— Michael,tudo bem,eu entendi o que você quis dizer. — Disse tentando acalmá-lo.
— Ahh…Maravilha! — Ele disse desanimado e meio cabisbaixo.
— Michael,tudo bem,de verdade! — Disse olhando fundo em seus olhos para que ele pudesse ver que eu não via problema nenhum,afinal é só uma curiosidade,não é mesmo?! — E você?Tem alguém? — Perguntei confiante mais quando os olhos dele procuraram os meus eu não consegui encara-los e meu olhar automaticamente fugiu do olhar dele.
— Não tenho namorada. — Ele diz olhando o tempo.Do nada abri um sorriso largo e continua a exibir sua voz tão envolvente: — Estava esperando a mulher certa. — Eu notei o termo “estava” e isso me preocupou de um certo modo.
— Nossa!Já chegamos?! — Falei olhando pela janela,tentando disfarçar.
— É. — O tom dele estava mudado.Percebi que a cada palavra ele ficava mais atraente,mais envolvido comigo e mais triste.
— Obrigada pela carona,Michael! — Disse abrindo a porta do carro.
— Meu dever,Katie.Não precisa agradecer. — Ele sorriu novamente pra mim. — Você tem uma caneta? — Ele perguntou enquanto segurava um pequeno cartão na outra mão.
— Tenho sim.— Abri a bolsa e peguei. — Aqui está. — Entreguei a ele.
Ele escreveu algo no pequeno cartão e me entregou.
— Acho que vou precisar dos seus contados,você pode me passar? — Ele pergunta me passando a caneta.
— Claro. — Escrevi o nº do meu celular e o da minha casa no meu cartão de trabalho.Entreguei-lhe,ele leu e sorriu.
— Eu te ligo. — Ele falou firme.Pelo o que percebi não era uma pergunta.
— Ok. —Eu disse como um suspiro de uma adolescente apaixonada,então disfarcei enquanto fingia limpar a garganta.
— Concerteza ele não vai ligar! — Pensei.
— Tchau.Até mais Katie! — Sua voz timida e ingenua me encantou,como em todas as vezes que ele falou.
— Até Michael! — Sorri e sai do carro.
Acenei pra elede longe e entrei em casa.Fiquei encostada na porta,suspirando e lembrando daquele olhar que me tirou de órbita.
Ouvi um barulho na cozinha e fui até lá.
— Óla Debbie! — Ela estava lavando a louça
— Boa Noite,Katherine! — Ela disse enquanto secava suas mãos no pano de prato.
— Já é noite?Que horas são? — Perguntei
— Já são 20:57.
— Nossa!Eu nem vi o tempo passar.Pode ir pra casa Debbie!
— Está bem!Então eu jávou.
— Tchau,tenha uma boa noite.
—Boa noite.
Ela sorriu e eu também (só não sei se sorrimos pelo mesmo motivo).
Subi pro meu quarto,guardei a maleta de maquiagem e preparei a banheira.Desci,a Debbie já tinha ido embora.Ativei o alarme da casa e desliguei a Tv(ela sempre esquece de desliga-la).Subi,tirei a roupa e procurei meu roupão e minha toalha.Eu não achei,então peguei outros no closet.
Fui pra banheira.Fiquei lá por muito tempo(até a água esfriar).Peguei meu roupão e sai.Envolvi o cabelona toalha e desci.Esquentei o que a Debbie tinha preparado para o jantar e comi.Fui assistir Tv.
Eram 21:57 e eu já estava caindo de sono.Ouvi um barulho no quarto.Coloquei a Tv no mudopra tentar identificar o som.Era meu celular.Subi correndo.Quando cheguei lá,já tinha parado de tocar.Olhei nas chamadas perdidas.A ultima era da Júlia(minha irmã de criação e de coração).
Ouvi o telefone da sala tocar,corri de novo,mas desta vez obtive sucesso.
— Alô! — A voz falou.
— Alô,Júlia?
— Sim,Katie?
— Sim mana,sou eu sim.Tudo bem? — Pensei em perguntar:”O que aconteceu?” ao invez de “tudo bem?”.A Júlia é impressaria,não tem tempo de ficar me ligando,só quando alguma emergencia acontece.
— Quase. — Ela falou triste.
— O que foi? — Perguntei aflita.
— É a Izabel,Katie.Ela não tá bem.
—O que minha mãe tem?Onde é que ela tá?O que aconteceu? — Minha voz falhou pela vontade de chorar.
— Ai maninha eu não sei explicar.Você vai ter que falar com o médico.
— Tá bem…Onde é que você tá?
— Acabei de chegar na casa dela.
— Chego ai em duas horas.
— Você vai dormir aqui?
— Provavelmente.Pode deixar que eu levo uma mala.
— Ok maninha.Vem com cuidado.
—Tá.Daqui a pouco eu tô ai.
— Tô te esperando.
— Tá,tchau!
— Beijo,Tchau!
Desliguei o telefone,subi correndo e me troquei.Estava desesperada.Joguei tudo lá na mala.
— Ai mãe…Vai ficar tudo bem…Estou indo…— Pensava isso a todo segundo.
Desci,desliguei todas as luzes,tranquei tudo,vi se aLisa estava bem.Coloquei a amala no carro e liguei pra Júlia.
— Júlia?
— Oi Katie!
— Estou ligando pra avisar que to saindo daui agora.
— Ok! — Ela usou um tom de desconfiança.
— O que foi?
— Você tá diferente! — Ela ainda usava o mesmo tom,mas percebi que não era de desconfiança,era de curiosidade.
— Como assim?
— Sua voz…Você ta mais alegre ou é impressão minha.
— Não posso dizer que é só impressão sua…Tenho vários motivos…— Falei vários,mas pensava só em um.
— Vai me contar tudo! — Ela ordenou.
— Claro mana.Você não vai acreditar!
— Nossa!O que é? — Aposto que ela estava roendo o pé da mesa de tanta curiosidade.
— Não.Só quando eu chegar.
— Ahh,deixa de ser má.Me conta! — Eu ri.
— Não mana,é sério.Se eu contar você pode ter um infarto e quem é que vai te acudir? — Eu disse fazendo piada.
— Nossa,então eu espero você chegar.
Nos despedimos.Entrei no carro e comecei a dirijir.
Cheguei na casa.Desci do carro.Vi a Júlia de longe.Nos abraçamos forte,começamos a chorar.Eu não a via a dois anos.
Ela levou a minha mala para o quarto da minha mãe e fomos para a sala pra conversar.
— Júlia,o que aconteceucom a minha mãe?Porque ela nã tá aqui?
— Katie,eu queria te contar mais a Izabel me proibiu.
— Por que?
— Porque ela foi internada.Ela ta no hospital.
— Nossa!Eu vou pra lá. — Me levantei depressa e peguei minha bolsa.
— Espera ai mana.O pior já passou. E além do mais,ela tem horario de visita.Prometo que amanhã eu te levo lá,Ok?
— Ok! — Respondi triste.Olhei pra ela,a mesma estava sorrindo pra mim.
— O que tem pra me dizer,Katie? — Ela perguntou animada.
— Eu sabia que você tava aprontando,tava quieta demais. —Disse reprovando-a e ela riu.
— Conta…Você disse que contava quando chegasse. — Só faltava ela se ajoelhar.
— Está bem!Vou contar…Eu…Eu…Conheci Elizabeth Taylor…
— Nossa Mana!Caraca,ela é mesmo como é na Tv?E como foi?Conta mais.
— Eu também…Também…Flertei com Michael Jackson!
— O que? — Ela perguntou rindo.
— Isso mesmo.Eu o conheci e flertei com ele.
— Boa piada Katie! — Ela ainda estava rindo.
— Não é piada,Júlia! — Falei bem séria com ela.Ela arregalou os olhos.
— Nossa!É verdade mesmo.E como foi?
— Foi magnifico mais antes do mais importante tenho que te contar tudo.
Contei tudo mesmo:Meu chefe,minha promoção,Steven,Elizabeth e só faltava o mais interessante … M-I-C-H-A-E-L.
— Ai Katie!Agora fala dele.Por favor.
— Ele é…É…Ahh,não sei descreve-lo. — Disse com um tanto de remorso.
— Huuum… Então diz como se sentiu… — Ela sugeriu enquanto erguia a cabeça com uma das mãos…Ela parecia analizar-me,olhava atentamente meus movimentos,media minhas palavras,acho que ela analizou até as “pausas” entre cada frase.
— Não sei bem como eu estava…Só sei que a muito tempo eu não me sentia desse jeito,como se eu pudesse ser eu mesma e não seria capaz de ter medo de mim e do que os outros vão pensar a meu respeito…Eu estava tão feliz mana,tão feliz e em alguns momentos eu pude sentir a minha alma sorrir…Isso é estranho mana,você sabe,a meu ver eu sempre fui eu mesma,sempre me expressei como quis,então uma coisa é certa,ou ele me faz ser eu mesma de verdade,a verdadeira Katie ou ele me tira da minha consiencia e me transforma em alguém desconhecida,ou conhecida? — Podia sentir o olhar dela me encarando enquanto eu procurava palavras para descrever o que eu senti com ele. — Ahh Júlia eu nem sei o que lhe dizer…Só sei que eu quero estar com ele mais vezes,ou pelo menos mais uma pois preciso sentir-me daquele jeito novamente,como se eu estivesse…Se eu estivesse…Sozinha com ele,apenas ele,eu e o mundo.
— Isso vai ser dificil Katie…Vai ser muito dificil…
— Talvez não seja,se nada sério ocorrer.
— Deveria ter pensado nisso antes Katie…Agora já está viciada…
— Viciada?
— Você ouviu o que disse a mim Katie?Ouviu?Eu acho que não né?!Eu posso repetir para você:”Só sei que eu quero estar com ele mais vezes,ou pelo menos mais uma pois preciso sentir-me daquele jeito novamente,como se eu estivesse…Se eu estivesse…Sozinha com ele,apenas ele,eu e o mundo. “Katie você não percebe?Já está presa a ele e agora para você nada mais importa,a menos que esteja ao seu lado…
— Júlia deveria me entender acima de tudo…
— Eu entendo perfeitamente e tenho que alertar-lhe…Não repita o mesmo erro duas vezes maninha,por favor.
— Aquilo foi no passado e além disso eu era imatura,uma criança sem juizo…
— E isso lhe impediu de sofrer?
— Vamos mudar de assunto?
— Katie abra os olhos e veja que eu digo para o seu bem…Se você errar dessa vez será muito muito pior…
— Eu sei disso Júlia,mas deve confiar em mim,por favor confie em mim…Fique do meu lado dessa vez e ponha-se no meu lugar e veja como agiria.
— É por isso mesmo que eu te alerto,porque estou no seu lugar…— Ela se ajoelha no chão e levanta meu rosto que se encontrava abaixado pois as lágrimas já percorriam meu rosto. — Katie,já passamos por isso antes,por favor me escute dessa vez.
— Não me peça pra fazer isso Júlia,eu realmente não posso… — Respirei fundo tentando me acalmar e continuei. — Me desculpe mas se não estiver do meu lado eu terei que seguir sozinha…
— Olha pra mim… — Olhei para seu rosto. — Olha no fundo dos meus olhos.Eu nunca vou te deixar sozinha,nunca,me magoa quando fala essas coisas sabia?Nós duas sentimos aqui…— Ela segurou a minha mão em seu corção. —…Que nunca estaremos separadas,NUNCA,então por favor não me faça repetir isso porque eu sei que você sente o mesmo que eu. — Abracei-a forte,como nunca havia abraçado antes e sussurrei em seu ouvido.
— Me desculpa e … Obrigada.
— Só se você se acalmar eu te desculpo. — Nesse momento eu vi a Júlia de sempre,alí,comigo e me senti a Katie de sempre,viva de novo,um tanto como me senti com o Michael,mais claro que com ele foi muito mais intenso e um bocado alucinante.
— Eu te amo Júlia!
— Eu também te amo Katie…Kaká. — A fala sério o momento tava tão legal e ela me chama de Kaká.
— Tá não exagera,graças a Deus esse apelido passou…Ufa! — Rimos.Ela se levantou e me puxou pra perto dela.
— Agora você segue as minhas ordens… Eu quero aqueledoce de chocolate que você faz muito bem.
— Brigadeiro?
— É,isso mesmo
— Ok…Enquanto eu faço o brigadeiro ,você arruma aqui.
— Arrumar o que?
— Coloca um colchão aqui no chão da sala eagente dormi juntas…Pode ser?
— Claro,vai ser massa! — Ela disse mostrando um lindo sorriso.
Fui pra cozinha.A minha conversa com a Júlia me deu uma inspiração…Eu fiz um monte de coisas:Suco,sanduiches e o Brigadeiro que aprendi a fazer com a minha mãe,carioca da gêma.Nem sei de onde veio tanta facilidade para cozinhar.
Enquanto eu estava na cozinha não parava de pensar na minha mãe e também não parava de pensar no Michael,se seria bom ou ruim tentar “algo a mais“ e se ele aceitaria esse “algo a mais” com alguém como eu.Tentei me distrair se não acabaria enlouquecendo.
— Júlia!
— O que? — Ela estava penteando o cabelo.
— Fala o que ta acontecendo Júlia.Agente ta a um tempão sem se falar.
— O que quer saber? — Ela perguntou enquanto guardava a escova e olhava atenta para mim.
— Sei lá…As novidades…E o fofuxo,com ele está? — Perguntei colocando os sanduiches em uma bandeija.Eu tenho a Lisa,uma fêmea de Pastor Alemão,a Ana tem a Meggie,uma gata e a Júlia tem o Fofuxo,um Hamster.
— Pra falar a verdade eu não tenho tempo pra ninguém,ando trabalhando muito. — Ela olhou pra mim.Acho que ela percebeu que eu a entendia…Ôh se entendia.Ela continuou depois de um longo suspiro.
— Eu até tinha encontrado um homem legal,mas não deu certo.”Eu não tinha tempo…Estou até meio preocupada com a Val. — Valerie é uma garota que a Júlia adotou a dois anos atras.
— Ela fica sozinha depois do colégio? — Perguntei procupada.
— Sim. — Ela disse depois me deu um olhar cabisbaixo.
— Sinto muito por ele Júlia.
— Tudo bem…Ele não foi o primeiro. — Ficou tão quieto por um tempão.
— Você vai trabalhar amanhã? — Falei cortando o silêncio e mudando de assunto.
— Vou ligar pra minha chefe e tentar convence-lá a me deixar faltar. — Ela disse pegando o celula e fazendo careta.
— Boa ideia. — Peguei meu celular e fui até a varanda.Liguei para o Jack e ele entendeu,não sei como,mais entendeu.Também liguei pra Jess,ou melhor deixei um recado pra ela,avisando o ocorrido.Voltei pra sala,comemos,escovamos os dentes,assistimos um pouco de Tv e acabei pegando no sono(Antes da Júlia).
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Seg 7 Mar - 21:04

CAPITULO 3 - QUARTA - FEIRA - 18/07/1990.

Dormi muito mal.Acordei depois da Júlia,eram 5:30 e ela já estava fazendo barulho na cozinha,eu tentei voltar a dormir mais não consegui.Tomamos um ótimo café da manhã.Pareciamos duas crianças levadas.Nós brincamos por algumas horas de tanta coisa.Os sustos eram ferozes e ela gritava muito muito alto.Ela sempre começava mais eu nunca deixava uma chance escapar,por isso me vinguei na guerra de almofadas.Enquanto tomava banho não imaginava que a Júlia estaria “pegando no pesado”arrumando a casa sozinha.Saí do banho e comecei a procura-lá.
— Júlia? — Chamei-a.
— Sim.
— Cadê você?
— Tô aqui na cozinha. — Fui até a porta.
—Você não mudou nada hein?
—Como assim? — Ela perguntou sem entender a minha “pergunta-afirmação”enquanto colova o ultimo prato que lavara na secadora.
— Não pode verbagunça de jeito nenhum…Não socega até arrumar…Sempre foi mais organizada.
— E sempre serei não é mesmo?
— Claro mana,o titúlo é todo seu.
— Haha! — Ela é um tanto sarcástica mais eu ainda a ultrapasso nisso,ainda.
— Pra não te roubar o titúlo eu contratei a Jess.
— Eu sabia.
Rimos.Saí de lá e fui direto para o quarto da minha mãe,onde estava a minha mala.Após me trocar enquanto eu tirava a toalha molhada que se encontrava enrolada em meu cabelo eu comecei a dar atenção ao quarto esquecendo - me do cabelo que ainda estava encharcado.Vi alguns retratos na penteadeira,me aproximei e quando percebi já estava chorando.Minhas lagrimas se misturavam e caiam junto a aguá dos meus cabelos.
— Como o tempo passa rápido,Deus! — Eu pensava.
Ví uma foto da minha mãe antes de engravidar de mim.Linda,jovem,com um futuro brilhante pela frente.Na época da foto,ela tinha acabado de conhecer meu pai ou melhor ”o doador de sêmem”.Eles namoraram apenas 1 ano.Quando minha mãe contou a ele,o mesmo a deixou sozinha em um país estrageiro e sem ninguém e nada para ajuda-lá. Foi quando ela conheceu a Grace,a mãe da Júlia,que estava em uma situação parecida,gravida,separada e em um país estrangeiro.Eu nasci no dia 05/05/1963,minha mãe tinha 17 anos e acabou jogando a sua juventude e parte da vida no lixo por minha causa.A Júlia nasceu no dia 26/04/1963.Quando nascemos elas deram um jeito e nos deixaram com a vizinha da Grace para que elas pudessem trabalhar e dar uma vida melhor para nós duas,arranjaram um emprego de garçonete,as duas no mesmo local e por isso eu e a Júlia somos tão únidas,apredemos desde pequenas que temos que batalhar por tudo,acertando ou fazendo a escolha errada e que nós tinhamos o dever de cuidar uma da outra.A Júlia é mais velha que eu apenas alguns mesês mais como eu sempre fui a mais alta e a mais “cabeça”eu que a chamo de “maninha”enquanto deveria ser ao contrario.Eu e ela sempre fizemos de tudo para sermos boas filhas,com bom comportamento,boas notas despesas …
— Katie!
— Sim! — Enxuguei as lágrimas rápido
— Você tá bem?
— Claro.Por que não estaria?
— Katherine Trumam Rodriguês,não mente pra mim.Abri essa porta Katie.— Abri a porta.
— Eu tô bem.
— Como bem,sua doida?Você tava chorando!
— Como sabe?
— Eu senti.Agora a pergunta é : Por que?
Respirei fundo e respondi:
— Eu tava lembrando de tudo. — Nos sentamos na cama e ela me confortou em seus braços que são os mais aconxegantes que já tive,alias são os únicos que já tive.
— Tem vezes que eu também fico perdida naquela época. — Ela ficou olhando fixamente para um grande monte de nada.Ela estava perdida em pensamentos agora e olhava para algo que não estava onde nós estavamos.Uma expressão ilegivel tomou conta do seu rosto em fração de segundos.
— O que faz pra voltar ao mundo normal?
— Eu penso no agora. — Um sorriso leve brotou em sua face delicada e ela gentilmente olhou para mim. — Não me faz esquecer…é um alivio momentaneo mais mesmo assim ainda continua sendo um alivio.Vamos…Tente.
— Tá bem. — Fechei os olhos e comecei a comparar os tempos e constatar as suas mudanças.
— Pense no passado,na nossa casa simples e como era triste lá.Como a Tia Izabel e a minha mãe tinham que trabalhar feito duas escravas para dar a nós algum futuro melhor.Pense pelo o que você fez pela Tia Izabel,a casa que lhe deu,o carro,em como ela…
— Pode até se ver por esse lado ,mas o que adianta eu dar tudo que ela precisa em coisas materiais e não estar aqui quando ela mais precisa de mim?
— Katie,você estava ocupada.
— Júlia eu praticamente troquei vocês,a minha família,por trabalho.Pra no fim estar aqui sabendo que eu poderia estar junto dela quando ela precisou de mim…Eu deveria ter dado mais importancia a vocês do que pra trabalho. — Ela se levantou e me puxou pelo braço.
— Por favor Katie me responde.Quando isso aconteceu com você?Você está tão diferente,no passado queria crescer e agora que está chegando onde queria,quer voltar?Por favor,entenda,um dia eu não estarei aqui pra te mostrar o lado bom de tudo você tem que abrir os ohos e ver…Pode até ser que você errou em deixar a sua mãe,mas sabemos como a Tia Iza é e sabemos que se agente erra e se arrependi é perdoado e mesmo que você não se arrependesse você acha que a Tia Iza vai te culpar de algo Katie?Responde…
— Não importa se ela não consegue ver,eu sei que errei e me arrependo tanto Júlia.
— Chega! — Ela pediu compreensiva. — Sério,isso está torrando os meus neoronios…Preciso te legar lá agora.
— Onde?
— No hospital.Não demora pra se trocar eu vou pro banho.
—Tá bem.
Ela olhou pra mim,com um ar de reprovação mais depois deu um sorriso que me fez pensar melhor:
— Não posso viver me lamentando pelo passado…Se a Grace estivesse aqui conosco tudo seria diferente e é isso que a Júlia quer me mostrar,que eu tenho que dar valor enquanto minha mãe ainda está aqui.
A Grace faleceu a dois anos,após muita luta contra HIV.Isso abalou drasticamente a nossa família,afinal ela era minha segunda mãe,a primeira da Júlia e companheira de luta da minha mãe.
Terminei de me arrumar e fiquei na sala esperando a Júlia.
Fomos no carro dela que por sinal lembra muito o meu,vermelho,limpinho e com vários “toques femininos”.Ela dirijiu quieta durante todo o tempo.Ao chegar,segurei a mão dela firme e ela entendeu que era um agradecimento a tudo que ela fez e ainda faz por mim.Saimos do carro,procurei um elevador até achar.Entramos no elevador Lá dentro havia uma tabela:
• Bebês e Crianças
• Adolescentes
• Adultos
• Idosos
• Queimados
• Térreo -> Você está aqui
Ela apertou o 3º botão e olhava para mim enquanto o elevador subia.
— Katie…Vamos na Ala de queimados?
Olhei pra ela um tanto assustada e um tanto intrigada.
— Júlia,você sabe que eu choro quando vou a esses lugares. — Expliquei a ela,pela Zilhonézima vez.
— Por favor,maninha! — Ela tentou me convencer.
A porta do elevador se abriu,sai primeiro tentando fugir do pedido dela.Ela me seguiu,fomos até um balcão,da recepção,onde havia uma bela moça.Olhei seu graxa.
— Jenelle,né? — Perguntei a ela.
— Sim,em que posso ajuda-las?
— Viemos visitar uma das suas pacientes.
— Ok…O que você é da paciente?
— Sou filha dela.
— Qual o nome da paciente por favor.
— Izabel Rodrigues.
— Ok,espere um minuto… Vou checar. — Ela disse olhando para o computador.
— Tudo bem!
— Achei…Preciso conferir o RG de vocês antes de dar permissão para que entrem.
— Tá. — Comecei a procurar na bolsa,chamei a Júlia e ela também procurou na bolsa dela.Mostramos os nossos RGs e ela nos deixou passar.Ela também nos disse onde ficava o quarto e nós fomos.
Nós pareciamos duas intrusas no local.Era tudo branco e nos estavamos vestidas com lindos vestidos coloridos.Eu de vermelho e a Júlia de azul.Foi muito estranho.
Finalmente chegamos ao quarto 5.Respirei fundo e abri a porta sem fazer barulho.Observei o quarto.Era branco,como tudo no local.Apenas a roupa de cama não era branca,era um tom angelical de azul bebê.Foi então que a vi.Ela olhava pela janela.Expressão fazia de sofrimento e tristeza.
— Mãe! — Disse avisando a ela a minha presensa.
— Filha! — Ela disse surpresa.Fui até ela e nos abraçamos.Inevitavelmente começamos a chorar.
— Senti sua falta,filha! — Ela disse entre um soluço e outro.
— Me desculpa,mãe.Eu não vou te deixar de novo.Eu prometo! — Disse.Minha voz se encontrava embargada e um pouquinho rouca.Após muitos tempo aproveitanto aquele abraço com a minha mãe,olhei em volta e percebi que algo faltava.
— Cadê a Júlia? — Perguntei olhando pra porta.
— Não sei onde elafoi,mais já faz um tempinho que ela saiu.
—Já já ela volta! — Disse a mim mesma e tornei a olhar para minha mãe. — Qualquer coisa eu vou procura-lá! — Ela sorriu,mostrando-se orgulhosa pela minha preocupação com a Júlia.
Conversamos um tempão.Ela me contou o que aconteceu desde a ultima vez em que nos vimos e eu também,contei tudo.No começo ela não acreditou,mas eu entendo(se alguém me contasse algo semelhante,eu também não acreditaria).Ela acabou acreditando…MAS…Mãe é mãe.
— Filha,sei que você deve estar empolgada e efeliz,com todas essas oportunidades e experiencias novas,mas por favor,meu bem,tenha cuidado com essa gente.Essas pessoas podem parecer de um jeito na TV ou na mídia,mas,elas podem ser de outro jeito por trás das câmeras…
— Mãe,também não é assim…— Tentei argumentar.
— Filha,promete pra mim que vai se cuidar? — Ela me interrompeu.
— Prometo!
A Júlia entrou no quarto e com ela um médico.
— Boa tarde! — Ele me cumprimentou.Me levantei.
— Boa tarde!Meu nome é Katie! — Apresentei-me estendendo-lhe a mão
— Prazer!Me chamo…—Olhei em seu cracha.Estava escrito Joel. — Joel,mas me chame apenas de Joe! — Ele disse sorrindo ao ver tamanha minha curiosidade. — Sua mãe fala muito de você! — Ele disse sentando-se na cadeira que havia ao lado da porta.Eu sorri olhando para ela.
— Dr.Joe,o que ela tem,ou teve? — Perguntei deixando de lado o sorriso e prevalecendo a preocupação.
— Nesse momento não é grave,mas elapassou por um periodo muinto ruim. — Ele disse medindo as palavras. — Ela está com uma crise,um tanto grave,de bronquite,mas para o nosso alivio o pior já passou.
— Ai,graças à Deus! — Falei com calma. — Mas Dr.,eu me lembro da ultima crise dela e…— Não consegui descrever o quão horrivel forá.
—Deve ter sido péssimo,mas,ela está muito bem agora e se recuperando muito rápido. — Ela sorriu pra ela.
—Ai que maravilha…E já tem uma data prevista para ela ter alta? — Perguntei.
— Logo.De uma à duas semanas,se tudo correr bem e se ela continuar bem como está. — Ela disse levantando - se da cadeira e pegando a sua prancheta.
—Ahh,que ótimo! — Júlia disse aliviada.
—Vou deixar vocês a vontade! — Ele disse e logo sorriu para Júlia.Não foi um sorriso comum…Ela sorriu de volta e mexeu no cabelo…Quando ela mexe nos cachinhos,é porque está com vergonha.Olhei para o Dr. e ele continuava lá,parecia estar esperando algo ou alguém.
— Dr. só um minutinho! — Pedi à ele. — Júlia será que você pode comprar um café pra mim? — Perguntei com jeito de inocente.
— Mas você…
— Vai logo Júlia…Eu tô precisando desse café. — Disse dando-lhe uma pisacadela
— Ahhh…— Disse como quem entende algo. — Mais eu não sei onde fica a Cantina daqui! — Ela reclamou exagerando no biquinho.
— Eu posso te levar até lá. — O Dr. disse sorrindo-lhe.
— Ah,muito obrigada Dr.! — Agradeci atenciosa.
Eles sairam da sala rapidinho.Minha mãe começou a rir.
— Sempre dando uma de cupido né filha? — Ela disse em português.
— A Júlia merece mãe! — Respondi em português também.
— Hum! — Disse surpresa. —Andou treinando? —Perguntou com uma das sobrancelhas levantadas.
—Ah,não muito…
A porta se abriu levemente e uma moça entrou,uma enfermeira.
— Conlicença! — Ela disse adentrando o quarto. —Me desculpem mas a Iza precisa descansar! — A infermeira disse com um grande sorriso.
— Ah,não brinca Jenny? — Minha mãe falou como se a enfermeira fosse amiga de colégio dela…Tinha me esquecido de como ela faz amizades rápido.
—Tô falando sério Iza! — A enfermeira explicou,mas ao olhar pra carinha de felicidade da minha,voltou atrás. — Tá bem…Vocês tem mais cinco minutos. — Ela disse voltando - se para a porta do quarto.
— Valeu Jenny! — Minha mãe agradeceu.
— Falou Iza! — A enfermeira disse saindo do quarto.
— Nossa!— Disse surpresa com a conversa juvenil que elas acabaram de ter.— Pelo visto eu tenho que ir! — Disse desanimada.
— Ok filha…— Ela disse segurando forte a minha mão.
— Prometo que nunca mais vou te deixar! — Disse com olhs cheios d’agua.
— Querida você não me deixou.Você cresceu e as coisas foram mudando apenas isso meu bem…Não se preocupe…Isso é normal.
— Era normal,a partir de hoje não é mais!
Ela sorriu angelicalmente,um tanto feliz com o que acabara de ouvir.
— Tchau minha filha!Vai com Deus! — Ela disse beijando minha testa
— Fique com ele mãe! — Disse dando lhe um abraço apertado.
Peguei minha bolsa e saí.Estava totalmente esgotada.Fui para o elevador e apertei • Terreo .Cheguei no estacionamento,peguei o celular e mandei uma mensagem pra Júlia:

Mana,tô no estacionamento.Tô te esperando.

Entrei no carro e depois de um tempinho a Júlia chegou suspirando.
— Eai? — Perguntei curiosa.
— Ai,valeu maninha!
— Meu dever…Vai,agora conta.
— Ai,foi mara…Saimos do quarto,fomos logo pra Cantina e começamos aconversar…Conversamos muito…Depois de um tempo ele começou a fazer perguntas mais pessoais,tipo “onde você mora?”,idade e …
— E? — Perguntei apressando-a.
—“Você namora?” — Ela corou.
— Uhh…Ai ele partiu pro ataque? — Perguntei rindo.
—Uhum…Ele pediu o numero do meu celular e tudo…
— E você?
— Eu passei.Lógico!
— É lógico! — Imitei-a e ns rimos.
— Mas,falando sério,acho que dessa vez da certo. — Ela desejou toda esperançosa.
— Tomara mana! — Mostrei meu apoio.
Ela começou a dirigir.Dessa vez foi diferente conversamos o caminho todo (de volto pra casa).Foi muito engraçado.
Passamos numa sorveteria,a Júlia ama sorvete,eu também,mas nem tinha balas naquela sorveteria.Ficamos pouco tempo lá.
Chegamos na casa da minha mãe,eram 16:57.Falei pra Júlia que eu ia arrumar as minhas coisas,pois estava quase na hora de voltar pra casa.
Fui pro quarto,guardei tudo que tinha levado na mala e levei-a pra sala.
A Júlia e eu organizamos a casa toda.Começamos a fazer o jantar.A Júlia é bem melhor que eu na cozinha(como se fosse tão dificil ser melhor do que eu cozinhando).A Júlia preparou arroz integral,feijão e uma muse de limão e eu fiz salada,suco e cozinhei alguns legumes.
Depois de preparar o jantar fui pra sala.Liguei a Tv.
— Júlia!Vem cá! — Estava alterada e totalmente assustada.AJúlia se sentou ao meu lado. — Olha ,olha! — Apontei pra Tv.Minhas mãos tremiam.
Era um “canal de fofocas”,tinha uma foto em que estava o Michael e eu.Uma reporter dizia ao fundo (da imagem):
— “Ontem o Rei Do Pop,Michael Jackson foi flagrado com Katherine Truman,maquiadora profissinal da atriz Elizabeth Taylor.O casal estava saindo do Studio da própria Elizabeth,quando foram surpreendidos por dezenas de fotografos e fãs um tanto enfurecidas .Os dois sairam do local de mãos dadas…Agora nos resta a duvida: Será que Michael encontrou a sua Rainha?
Ela desligou a Tv
— E agora Katie?Pensam que você é a namorada dele…— Ela disse boqui-aberta
— Ai mana,eu não quero isso!Ai,Caramba!Eu tava assustada,por isso segurei a mão dele,foi só ,pra que tanto rebuliço?! — Disse indignada,a Júlia olhou pra mim,rindo da minha cara. — O que foi? — Perguntei angelical.
—“Eu tava assustada” — Ela me imiotu rindo.
—Para Júlia! — Fiquei séria. —E se eu for trabalhar com ele hein?Vão dizer que estamos tendo um caso?Que estamos casados? — Ela percebeu meu nervosismo.
—Calma,Katie! — Ela soprou meu rosto que parecia queimar. — Isso acontece…Ele é mundialmente famoso e quase nunca aparece acompanhado de mulheres,ainda mais bonitas com você. — Olhei pra ela com cara de quem não gostou nada do comentário e então ela finalizou. —As vezes ele tá com mulheres sim,mas elas são famosas…Madonna,Dianna Ross,Elizabeth Taylor e mais um monte delas,mas todas elas parecem amigas.
— E eu não?
—Não…A Katie,fala sério!Vocês estavam juntinhos,de mãos dadas e vocês não poderiam estar mais radiantes! — Ela dise com um sorriso lindo no rosto.
—Ah,para de brincadeira! — Disse jogando-lhe uma almofada.O bom senso veio a tona novamente. — Talvez eu nem trabalhe mais com ele…— Disse triste. — Droga! — Disse levando as mãos ao rosto,cobrindo-o.
— Calma Katie!Se tiver que ser será maninha,fica tranquila.Além do mais você não pode ficar sendo negativa né?Ai tudo vai dar errado mesmo!
— Tem razão!
— Esquece isso e vem jantar! — Ela disse me puxando para a cozinha.
— Tô sem fome…Tô indo pra casa. — Disse me levantando e indo até o quarto.
— Não Katie,fica por favor!
— Não posso mesmo…Amanhã ainda é quarta-feira,tenho que ir trabalhar e eu ainda tenho muito o que fazer em casa. — Ela me olhou com cara de quem entendeu tudo.
— Está bem! — Ela me abraçou forte. — Qualquer cosa me liga!
— Ok,mana…— Concordei.
— Toma cuidado na estrada,tá? — Ela pediu.
— Tá.
Peguei minha mala e saí.Diriji muito procupada.Várias perguntas pairavam sob minha mente: “ O que vão pensar de mim?”,”O que vai acontecer agora?”,”E aminha carreira?”,mas havia uma que me perturbava muito mais do que as outras:”QUAL SERÁ A REAÇÃO DELE?”
Cheguei em casa 18:43.Fui direto para o quarto.Desfiz a mala e deixei tudo em cima da cama.Desci.
— Katie! — Dei um oyki e me virei olhando para trás.
— Ai Jess!Você me assutou! — Disse suspirando.
— Desculpa.É que … Eu acabei de levar um trote.
— Ai…Como foi? — Perguntei enquanto me sentava no sofá.
— Um moço ligou aqui,dizendo que era Michael Jackson. — Ela disse rindo.
— Ai,não! — Eu disse assustada. — O que você falou pra ele? — Perguntei levando a mão à testa e espremendo os olhos.
— Falei pra ele passar trote em outra! — Ela disse um tanto nervosa. — Mas,eu não posso negar.A voz era bem parecida. — Ela disse levando a mão à cintura.
— Ai Meu Deus! — Disse apavorada.
Corri pro meu quarto.Abri minha bolsa e peguei os contatos dele.Eu ainda não tinha lido.Quando li,percebi que ele mesmo tinha escrito os dois ultimos.Era o número da casa dele e o número do celular.Liguei no numero da casa.
— Residencia Jackson! — Uma voz doce de mulher,disse ao telefone.
— Boa noite!Gostaria de falar com Michael!
— Quem deseja?
— Katherine Trumam.
— Ahh…— Ela disse como se me conhecesse. — Ok,Katie.Espere um minutinho! — Ela disse toda alegre.
— Ok! — Respondi desconfiada.Como ela sabia que gosto de ser chamada de Katie?
Após alguns segundinhos a espera terminou.
— Katie! — Era a voz dele,doce,suave,encantadora…Ele falava baixo
— Michael!Oi,tudo bem?
— Tudo e você?
— Tudo bem,obrigada! — Ficamos quietos por um tempo.
— Eu te liguei hoje,mas…— Ele disse cortando o silencio.
—Ah,Michael!Me desculpa por isso,por favor.É que a Jess não sabia que eu te conheço.
— Tudo bem! — Ele disse calmo.
— Desculpa mesmo! — Dessa vez era eu quem estava nervosa.
— Tá tudo bem,Katie! — Ele riu,provavelmente do meu nervosismo.Tentei me acalmar.
— Então…Qual era o assunto,que queria tratar comigo? — Tentei ser o mais profissinal possivel.
— Ahh… — Ele pensou por um tempo. — Eu quero me desculpar.
— Pelo o que? — Perguntei,não conseguindo esconder a curiosidade.
— Por te causar tanto transtorno.Essa coisa de Tv,jornal,revista. — A culpa estava em todas as suas palavras.
— Ahh… — Disse surpresa. — Que gentil da sua parte,mas,não precisa se desculpar…Sei que não é sua culpa.
— Mesmo assim peço desculpas.
— Você não vai desistir até eu falar que desculpo né? — Perguntei desconfiada.
— Na verdade … Não! — Ele disse rindo
— Fazer o que né?Então…Está desculpado.
— Não sabe como isso me alivia…
— HAHAHA,sei sei! — Rindo
— Tô falando sério! — Rindo também.
O silencio voltou.
— Esses tabloides são tão maldosos! — Eu disse enquanto pensava em algo para falar com ele.
— Em algumas situações eles são mesmo…Chegam a ser diabólicos! — Ele parecia saber “bem” do que estava falando.Derepente ele respirou fundo. — Katie,estava pensando…Você gostaria de jantar comigo? — Ele estava um tanto nervoso.
— Ahh…— Estava me beliscando enquanto me beliscava para certificar-me de que aquilo não fora um sonho.
— Ahh,me desculpe…Onde é que eu estava com a cabeça? — Ele disse muito rápido. — Você é uma mulher ocupada,deve ter dezenas de coisas pra fazer,além do mais muito melhores do que isso…— Estava surpresa com tudo que ele falava.
— Michael!Michael! — Eu disse tentando faze-lo para de falar.
— O que? — Ele perguntou como um suspiro.
— Eu aceito!
— Aceita?
— Sim…Eu aceito o seu convite…— Disse envergonhada. — Michael?Ainda está ai?
— Sexta-Feira?Pode ser? — Ele disse me surpreendendo com a pergunta.
— Sim,sim,está ótimo!
— Pode ser às 19:00? — Ele perguntou alegre.
— Sim e … Onde vai ser? — Perguntei curiosa.
— Você se emcomodaria se fosse na minha casa?
— Ahhh… — Disse não gostando muito da idéia.
— É que se os paparazzi nos verem em algum restaurante,vão especular coisas que não estam acontecendo. — Ele usou um tom de “Infelizmente”.
— Ah,é…Mas em qual de suas casas,pelo visto você tem tantas…Não me diz que seria em Neverland?
— Acho melhor que não seja em Neverland,porque com essas chuvas que teem caido deve estar pura lama nos jardins e tal…E além do mais que eu tenho noticias de que o rancho está sendo vigiado.
— Por que?
— Por causa das especulações.
— Ahh…
— Mas você ainda vai poder conhece-lá…Se quiser é claro.
— A…A…A…— Gaguejei.
— Então…O que acha se eu fosse te buscar? — Ele perguntou rindo,percebendo que me deixou sem fala.
— A…Ai meu Deus! — Sussurrei pra mim mesma.
— O que? — Ele perguntou atencioso.
— Nada! — Disse rápido. — Pode me buscar sim,você lembra o caminho?
— Sim,não esquecerei tão facil! —Sua voz suave acoava em minha mente.
— A…
— Está tudo certo … Você vem jantar comigo,na minha casa,na sexta feira,às19:00 …
— Está! — Concordei alegre.
— Então…Boa Noite Katie! — A voz dele continuará me perseguindo…Linda e angelical.
— Boa noite Michael!Até sexta-feira. — Falei me beliscando novamente.
— Até.Durma bem!
— Você também!Tchau!
— Tchau!
Desliguei o celular e cai na cadeira.Eu estava em exctase,respirava fundo e meu corpo estava todo molê.Decici descer.
A Jess já tinha ido embora,mas,deixou o jantar pronto.Esquentei e comi.Eram 19:34.Subi para o meu quarto.Estava me sentindo sufocada.
— Acho que vou sair! — Pensei.Coloquei um vestido e calcei as sapatilhas.Tranquei tudo e ativei o alarme.Comecei a andar.Percebi algumas pessoas olhando para mim.Soltei o cabelo para desfarçar,pareceu ter resolvido,mais não por muito tempo pois algumas pessoas ainda olhavam.Aquela situação já estava me deixando louca,então comecei a andar mais rápido.Passei por uma banca de jornal,que era ao menos “diferente”.
— Huum? — Perguntei à mim mesma,voltei e olhei as revistas.— Não pode ser! — Disse assustada.As matérias eram absurdas:”Michael Jackson com novo amor!”,”Rei Do Pop e a Rainha Das Top Models”,”Quem é a moça?Seráque ela sóquer fama,status ou dinheiro?”…Todas as revistas traziam na capa,fotos nossas no estacionamento.
— Você é a namorada do Michael Jackson? — O moço da banca perguntou.Olhei pra ele.Ele arregalou os olhos. — É você mesmo!
Saí correndo,não estava pronta pra encarar isso.Corri,corri,corri…Cheguei em casa,abri o portão e entrei correndo.Senti algo estranho,uma sensação esquisita.Olhei pra tras e vi um rapaz escondido atrás de uma árvore,que era do vizinho da frente,com uma câmera na mão.
— Ai Meu Deus! — Disse entrando em casa.Fechei todas as cortinas da sala e liguei apenas um abajur.A casa estava extremamente escura.Fui até o meu quarto,peguei minha agenda,sentei-me na cama e peguei o telefone.
— Alô! — Ele disse
— Alô!É o Half? — Perguntei.
— Sim,quem fala?
— É a Kaká!
— Katie!Quanto tempo!Como vai?
— Bem,quero dizer,quase bem!
— O que você precisa?
— Seguranças!
— Quantos?
— Sei lá…Por volta de uns … Sete…Você tem?
— Sim…Pra quando?
— O mais rápido possivel!
— Ok,daqui a pouco eu ligo!
— Tá bem!
Deliguei o telefone.
— O Half é um amigão! — Disse.Eu o conheço desde o começo da minha carreira.Ele é um grande profissinal.Os seguranças da companhia dele,são os melhores.
Desci,fui até a cozinha,abri a geladeira e vi a travessa da Salada de frutas.Peguei-a e coloquei-a em cima da mesa.Fechei a geladeira e percebi que havia um bilhete grudado na porta dela.

Parabéns Katie.
A Salada está uma delicia.Aproveite.
Beijos,
Jess.

Sorri e Pensei:
— Jess…Sempre estampando um sorriso no meu rosto. — Coloquei um pouquinho da Salada em um copo e guardei a travessa novamente na geladeira.Quando provei estava realmente boa.Terminei e lavei a louça.Olhei na janela e vi que havia algumas pessoas no portão.O telefone tocou.Atendi.
— Alô Half?
— Não…É a Júlia,maninha!
— Ahh…Desculpa!Oque aconteceu?
— Vai acontecer!
— O que?
— A Terceira Guerra Mundial.
— Huum?
— Liga a Tv no canal 21 e retorna a ligação depois.Até daqui a pouco.
— Até.
Desliguei o telefone e liguei a Tv.
Fiquei paralisada ao ver que essa emisora de Tv estava na frente da minha casa,estavam flmando tudo.
— Isso está passando dos limites,quem eles pensam que são?E a minha privacidade?Ah eles vão vero que é bom pra tosse. — O interfone tocou e eu antendi.
— Pois não!
— Katherine Trumam? — Uma moça perguntou.
— Sim.
— Aqui é Lindsey Brow,da emisora de Tv,The Famous Life e eu gostaria de marcar uma intrevista para podermos esclarecer a sua história com Michael Jackson…
— Sinto muito mas não tenho nada a declarar. — Disse logo,interrompendo-a.
— Por favor,Katherine!Fale conosco! — Ela pediu.
— Sinto muito,nada à declarar! — Desliguei o interfone e a Tv.O telefone tocou de novo.
— Alô.
— Katie?
— Oi Ralf.Conseguiu resolver meu problema?
— Quase.Eu consegui cinco.Pode ser?
— Pode,claro.Obrigada,Ralf.
— De nana,quando eles começão?
— Amanhã,eles podem?
— Sim.Que horas?
— Eu saio daqui às 6:10
— Ok.Eles estaram ai.
— Muito Obrigada,Ralf!
— De nada Katie!
— Tchau!
— Tchau!
Desliguei o telefone.Fiquei olhando o tempo,sentia meu rosto queimar de vergonha.Meu celular tocou.
— Alô!
— Katie,é a Júlia!Que absurdo né?
— Fazer o que?Eu até entendo…E outra,pra que ficar perdendo tempo com eles
— Entende?Se eu tivesse no seu lugar ia soltara Lisa em cima deles…
— A Lisa não faz mal nem a uma mosca.
— Eai,tem alguma coisa pra me contar?Novidades?
— Ah,nada muito importante…Ele só ligou…— Disse surpreendendo-a
— Ai me conta,me conta.
— Então,logo quando eu cheguei em casa,a Jess veio me falar que tinham passado um trote nela…Ai eu perguntei como foi,ai ela disse que tentaram passar o trote dizendo que era o Michael Jackson…
— Ai meu Deus…Não acredito que ela…
— Isso mesmo,falou que era pra ele passar trote em outra pessoa e tal…
— E você?
— Eu sai correndo,liguei pra ele e paguei um mico maior do que a Jess pagou…Me desculpei compulsivamente umas 500 vezes…— Ambas rimos.
— Ah,isso é normal…E o que vocês conversaram?
— Ele me chamou pra jantar !
— Caraca!Já pensou se você virar a senhora Jackson?
— Ah,Júlia,para né?!
— Ué,pode ser sim…Na minha opinião você tem grandes chances!
— Pode serJúlia,não quer quer dizer que vai ser entendeu?
— Mas não custa tentar…
— É,mas,se não der certo,se o que sentimos for um engano,ou acabar logo,ou não existe,só existe na minha cabeça…Eu morro de medo disso Júlia,então pra que ficar pensando que vai dar certo,se na verdade vai dar errado?Sempre deu errado,sempre,então por que agora daria certo?Só por que ele é famoso,talentoso,maravilhoso…
— Viu?
— A isso também não vem ao caso…
— Vem sim…Você sabe que não é desse jeito que se encara um novo relacionamento…Não é com insegurança é com esperança Katie,você sabe disso…Eu sei que é dificil lidar com isso,porque pelo jeito,você realmente gosta dele,não é como os outros,dá pra perceber isso Katie…Dá sim ainda mais pra mim que sou sua irmã,te conheço melhor do que ninguém,sei muito bem o que ta havendo nesse coraçãozinho…
— Você pode tentar entender Júlia,mas não sabe pelo o que to passando e o que eu to sentindo…É muito mais complicado do que pensa,além da insegurança e tudo mais,ainda tem o asédio da imprensa,tem um monte de coisas que você nem imagina Júlia…Eu não quero ficar sofrendo de novo…Se tudo acabar como eu penso que vai,eu vou ir pro Brasil e não vou mais voltar…Vou levar minha mãe e você comigo e nunca mais volto,nunca mais…
— Katie,quando vezes vou ter que repetir que a melhor maneira de resolver os problemas não é fugindo deles…Percebeu que você disse “se”,são possibilidades Katie,dos dois lados…
— Mas eu prefiro acreditarque o pior vai acontecer pra poder ficar um pouco mais “adaptada”com a dor…É melhor pra mim…
— Isso não é bom pra ninguém,Katie…Não vamos discutir vai…Pense um pouco sobre isso okay?
— Tá bom Jú!
— Eu tenho que desligar,vou acordar cedo amanhã!
— Eu também Jú!
— Então boa noite viu?E para de pensar em coisas ruins,eu realmente acho que dessa vez você vai ser feliz.
— Boa noite,tchau!
— Tchau,durma bem!
Desliguei o telefone.Olhei pela janela.Aparentemente,não havia ninguém,”aparentemente”.Tomeium copo de suco delaranja,desliguei o abajur esubi para meu quarto,escovei meus dentes e tranquei as portas,da suíte e da sacada.Estava frio,então fui até o closet procurar um pijama mais quentinho.Enquanto procurava o pijama percebi que tinha um monte de roupas que não uso,então pensei em separar qualquer dia.
Peguei alguns cobertores no ármario e os coloquei na cama.Liguei o aquecedor e fui me deitar.
Como sempre fiquei olhando para o teto,estava deprimida e com sono.Que maravilha!
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Seg 7 Mar - 21:06

Capitulo 4 - Quinta - Feira- 19/07/1990 .

Acordei antres do despertador tocar.Então desliguei-o.Me levantei,o dia estava nublado e frio.Tomei meu banho,me vesti,peguei minha bolsa e desci.
A Jess não tinha chegado ainda .Olhei para o sofá,meu celular estava lá…Guardei tudo na bolsa.
Enquanto tomava café,pensei:
— Vou ver a Lisa! — Mas logo mudei de idéia,poiso tempo foi ficando cada vez mais frio.Voltei para o quarto,arrumei minha cama e escovei os dentes.Peguei um cobertor no ármario e voltei parasala.Sentei no sofá e abri o cobertor.Respirei fundo e liguei a Tv.
— Michael e o ator Eddie Murphy estavam caminhando…— Desliguei a Tv.
Por alguma razão Michael me fez lembrar de uma coisa…
— Ai…Os seguranças! — Olhei pela janela e eles estavam lá.Caminhei até chegar no portão.Eles estavam de costas.
— Bom Dia! — Eu disse à todos e logo comecei a observa-los,todos os quatro.
— Bom Dia! — Eles responderam.
— Desculpem eu não ter aparecido antes…Me lembrei agora de vocês!
— Tudo bem! — O mais autoritário deles falou. — Eu sou Lerry! — Complementou.Apertamos as mãos.Ele era alto,forte,de cabelos bem curtos e bem arrumados.Branco e um tanto sério.
— Prazer! — Disse.
— Frank! — O outro disse.Esse era moreno,alto e forte como o Lerry.Parecia ser o mais velho deles.
— Sou Phillip,mas pode me chamar de Liipp. — Esse era bem parecido com o Frank,mas era um pouco mais claro e tinha cabelos loiros.Ele era muito sorridente,em comparação com os outros.
— Prazer,me chamo Isaac! — O ultimo da “fileira” disse.Ele era um rapazinho lindo,parecia ser tão novinho.Ele era menor do que os outros,tinha traços muito bonitos e pouco comuns.Olhos em um tom de castanho claro,cabelos arrepiados com gel,bem negros e um sorriso muito bonito.
— Prazer! — Nos cumprimentamos. — Então,não tá faltando um ? — Perguntei para Lerry. — Pelo o que me lembro,o Ralf disse cinco seguranças.
— É que sou válido por dois! — Phillip disse fazendo piada.Todos rimos.
— É que o outro teve um imprevisto e não pode vir.Mas não vai se repetir.
— Tudo bem! — Ao analizar o Lerry,percebi que ele leva o trabalho muito à sério.
— Bom,eu vou no meu carro e vocês vão me acompanhando.Pode ser?
— Claro. — Lerry respondeu.
— Eu tenho que entrar rápidinho,mas já volto.
Entrei em casa,dobrei o cobertor e deixei um bilhete para a Jess,avisando que fui um pouquinho mais cedo.
Tranquei a casa e ativei o alarme.Abri o portão com o controle,manobrei o carro e fechei o portão.
Comecei a dirigir.Depois de um tempo cheguei no Studio.Estacionei,desci do carro e fui em direção ao carro do Lerry.
— Se eu precisar sair eu ligo pravocês.Ahh,me passa o seu número.
Depois que ele me passou o número me despedi deles e fui até a entrada do Studio.Abri as portas de entreda.Fui até a minha sala e guardei minha bolsa.
— Ora,ora,ora! — Dei um pulo de susto. — Se não é a namorada do Rei.
— Nossa,Jack…Até você?! — Me sentei em minha cadeira.
— Eai?Pensou na minha proposta?
— Pensei e …Eu quero continuar no meu cargo.
— Tá de brincadeira né?
— Sinto muit,mas…
— Ahh,me esquecia…Pra que você ia querer um emprego melhor aqui né?Srt.Intereceira. — Ele estava alterado.
— Do que você ta falando? — Perguntei assustada.
— Michael Jackson…Tá na cara que você só está com ele por dinheiro…— Ele gritou e tentou me puxar pelo braço,mas eu me esquivei.
— Escuta aqui,eu não tenho nada com o Michael e se eu tivesse com certeza não seria por dinheiro…Se eu quisesse dinheiro teria ficado com o cargo não acha Senhor inteleigente?! — Agora eu quem estava alterada. — Ai quer saber?!Pra mim já deu…Eu me demito. — As três ultimas palavras sairam mais faceis do que eu pensava.
— O que? — Ele usou um tom de ameaça,mas,não me atingiu.
— É isso mesmo que você ouviu…Não aquento mais.
— Você vai se arrepender disso!Quando esse babaca cansar com você,você vai voltar correndo pra mim.
Fechei os punhos com força,me segurando para não arrebentar a carinha linda dele.
— Em 1º lugar:Eu não vou me arrpender;2º: O babaca da história não é ele, é você;3º:eu não tô “saindo” com ninguém e 4º: Eu não vou voltar pra você,porque eu nunca fui sua,nunca,mas parece que só você não percebia isso…E pra você entender agora: EU NÃO SOU SUA PROPRIEDADE E NUNCA VOU SER!Entedeu agora? —Disse olhando no fundo os lindos olhos azuis dele.Ele se aproximou de mim e me afrontando disse:
— Veremos! — O tom de voz era firme mas a expressão de medo ainda estava presente em seu rosto.Ele saiu da sala.
Liguei para o Lerry.
— Alô!
— É a Katie!
— Vai sair?
— Sim,daqui a pouco.
— Tudo bem,estaremos te esperando.
— Tem gente ai fora?
— Não,só alguns.Masnão sepreocupa,estaremos aqui.
— Ok,já já apareço por ai.
— Tá bem!
Peguei tudo e fui direto para a sala do Jack.Não entrei,fiquei parada na porta.
— Quando os papéis da demisão estiverem prontos me liga que eu venho assinar. — Disse à ele,que não olhava pra mim,ficoub o tempo todo olhando para baixo.
— Tá.
Saí do Studio Modern e esperava nunca mais entrar lá.Logo na entrada de lá encontrei uma ex-colega de trabalho.
— Katie! — Ela disse.
— Kassie,tudo bem?
— Tudo e você? — Ela perguntou olhando para a caixa que eu trazia nas mãos.
— Tô ótima! — Respondi segura.
— Por que você está indo embora?
—Eu acabei de me demitir! — Falei sorrindo.
— Depois de tudo que você passou…Não sei como aguentou tanto.
— Nem eu,Kassie!
— Você tá me surpreendendo hein?!
— Hum?
— Com um namoradão daquele! — Ela disse mordendo os lábios. — Uhh…— Ela se abanou com as mãos.
— Não estamos namorando,não!Sabe coo são esse tablóides,né?
— Sei! — Ele disse desacreditando.
— Então,tenho que ir.
— Ok…Até qualquer dia.
— Tchau!
— Boa sorte.
— Ahh…Obrigada,eu acho!
As pessoas começaram a aparecer pelas ruas,Lerry e os outros,logo vieram até mim.Eles se organizaram super rápido.
— Vem,vem! — Lerry me chamou.
Logo que as pessoas perceberam a presençados seguranças começaram a se aproximar para ver quem era e as perguntas,as fotos,as pessoas,foram se aglomerando à minha volta.
— Ufa!Ainda tô viva! — Disse ao entrar no carro,sã e salva.Olhei no retrovisor,para certificar que eles estavam lá.
Cheguei em casa mais rápido do que,imaginava .Fui falar com o Lerry.
— Agora eu vou entrar e tenho que sair lá pras 15:30,ok?
— Ok,estaremos aqui.
Entrei em casa.A Jess veio da cozinha.
— Oi! — Eu disse.
— Nossa!O que houve?
— Eu me demiti.
— Que chato Katie!
— Ahh,eu me cansei do Jack,mas eu tenho um emprego bem melhor.
— Ahh,bem melhor! — Ela disse sorrindo mas logo o sorriso sumiu. — Me desculpa por ontem?
— Pelo o quê?
— Não sei o que eu fiz,mas,sei que não foi coisa boa…Você estava preocupada…
— Ahh,o telefonema…
— Qual?
— É … Porque … Sabe aquele telefonema,que você disse que era trote,lembra?
— Sim.
— Então … Não era trote.
— Sério?
— Sério! — Respondi rindo.
— Nossa!Que mancada! — Ela disse rindo também. — Mas,ele entendeu,né?
— Claro…
— Ai que vergonha!
— Ah,Jess…Relaxa,ele entendeu,você entendeu,está tudo bem agora…
Começamos a rir.
— Bom Jess,tenho que subir…Tenho umas roupas pra separar pra doação.
— Ok.
— Por falar nisso … Você conhece alguma?
— Não … Talvez tenha alguma lá no centro.
— Tem razão.Obrigada.
— De nada querida.
Logo que eu subi comecei a arrumação.Deu por volta deumas três sacolas grandes,cheias.
Decidi descer,logo fui ligar para a Annie.
— Alô!
— Annie?
— Oi Kaká,o que houve?
— Ah,preciso ver você!Você está livre?
— Pra sua sorte,eu vou sair pra almoçar agora e como ontem eu não almocei,vou imendar o horário de ontem com o de hoje.Então tô indo pra sua casa agora.
— Obrigada…Tô te esperando.
Isso me agrada muito na Annie,pois ela é daquelas ”Tô aqui pro que der e vier.”
Depois de um tempo o interfone tocou e era ela.
— Quem é?
— Sou eu,Katie! — Reconheci a voz dela.
— Pode entrar!
Abri a porta.
— O que é isso,Katie? — Ela passou por mim intrigada e jogou sua bolsa no sofá.Sentou-se ao lado da mesma e ficou me olhando.
— Não sabe da “nova”? — Me sentei ao seu lado.
— Não…Me conta…
— Esses tablóides malditos estão especulando que eu sou a namorada do Michael Jackson. — Logo que terminei de falar a elasoltou uma gargalhada.
— Eles tem provas? — Ela perguntou zombando.
— Sim. — Respondi séria.
— Quais?
— Ah,é que … Na terça eu o conheci e eles tiraram fotos nossas no estacionamento…
— Nossa!Achei que como sua amiga,eu não deveria ser a última à saber.
— Você não soube porque não quis.
— Como assim?
Liguei a Tv.
— Está ai a resposta. — Ela não disse nada.Ficamos vendo a reportagem.Atrás da Reporter havia uma imagem nossa,ela disse:
— Preparamos uma reportagem especial sobre o novo rumor que ronda o mundo:Michael Jackson teria um novo amor? — Nesse instante começaram a aparecer dezenas de imagens e a reporter continuou: — A suposta “namorada” de Michael é a maquiadora profissional Katherine Truman.O casal foi flagrado nessa última terça-feira,saindo do Studio da atriz Liz Taylor.Por enquanto nenhum dos dois quis falar com a emprensa … — Desliguei a Tv.
— Você tá ou não com ele?
— Não.
— Mas gostaria né?
Ri,envergonhada e ela também.
— Não é assim…A imprensa começou a especular essas coisas muito cedo … Agente vai jantar ainda … Não somos namorados nem nada.
— Ahh,por enquanto né?
— Ah,para de graça.
— Bom,eu ainda tenho um tempo então…Vamos em um lugar bem legal.
— Onde?
— Você vai saber!
Abrimos a porta,mas tivemos que voltar,ainda tinham fotográfos na porta.Acenei para o Lerry e voltei pra casa.
— Nossa!Quem é esse cara?
— É um dos seguranças.
— Seguranças?
— É … Agora eu preciso.
— Gato!
Dou risada.Alguém bateu à porta.Era o próprio Lerry e um outro rapaz.
— Katie,esse é o segurança que tava faltando. — Lerry disse,logo que entrou em casa.Olhei-o,era alto,muito bonito,cabelos curtos,arrepiados e bem negros.Pele bronzeada eparecia ser um homem muito forte.
— Prazer,Louis! — Ele disse me cumprimentando.
— Prazer!Rapazes essa aqui é a Annie,minha amiga! — Eles a cumprimentaram.Ela e Louis tiveram um clima…
— Então gente,precisamos sair…—Ela disse sorridente.
— Ok,estaremos no carro. — Lerry disse,dando um sorrisinho sem graça.
— Nós já vamos! — Disse a eles,que sairam em seguida.— Pra onde vamos? — Perguntei à ela.
— Você vai ver! — Ela disse fazendo mistério.
Ela dirijiu um com um sorriso no rosto.
— Chegamos!
— Salão De Beleza The One? — Perguntei com cara de deboche.
— É um dos melhores salões da cidade queridinha.
— Mas eu sei fazer o cabelo,as unhas…Pra que vir aqui?
— 1º:Aqui você vai fazer massagem,limpeza de pele,esfoliação e 2º:Você vai jantar com Michael Jackson.Você vai nesse jantar impecável.
— Você não vai desistir mesmo né,então vamos logo!
Logo que entramos no Salão,uma moça veio nos atender.
— Annie querida!Como vai?
— Claire…Estou ótima e você?
— Ah,com muitas saudades de você querida,não apareceu mais…
— Ah,tempo muito curto…
— Até mesmo pra nós?
— Até mesmo pra vocês!Está é minha amiga,Katie! — Ela disse me apresentando.
— Prazer em conhecer querida! — Ela disse dando beijinbhos em minha bochexa.
— Igualmente.
— Você não é a …
— Não,não…Sempre me confundem com ela sabe? — Disse rindo para disfarçar.
— Ahh…O que queremos hoje? — Ela perguntou me observando.
— Hum … Serviço Completo. — Annie respondeu confiante.
— Annie,que horas vamos sair daqui? — Perguntei preocupada.
— Querida,não se preocupe…Nós somos as mais eficientes desse ramo. — Claire explicou. — Tem algum compromisso hoje?
— Na verdade sim … Natação,às 16:00.
— Temos tempo de sobra…Ainda não são nem 09:00 hrs da manhã. — Claire explicou.
Depois de quase quatro horas de muito trabalho arduo,Annie me deu um espelho e pude ver a diferença.Meu cabelo estava mais escuro,ondulado e hidratado.Pele limpinha,com aspecto de pele de boneca de porcelana.Mãos e pés perfeitos,com franzezinhas lindas.Pagamos e fomos embora.
— Katie?
— Hum?
— Você não ouviu nada do que eu disse né?
— Desculpa,não ouvi.
— Ahh,tudo bem … Se eu estivesse prestes a ir a casa do Michael,também estaria assim.
— Engraçadinha!
— Vamos!
— Pra onde?
— Desce do carro!
— Pra quê?
— Desce logo!
— Ta bom!
Estavamos em um shopping.Me abaixei rápido.
— Katie?
— Vem cá! — Sussurrei para ela.
— Onde você tá?
— Atrás do carro!
Ela foi até lá.
— Tá ficando maluca? — Sussurrei.
— Ah?
— Por que me trouxe até um shopping,Annie?
— Iiii,é mesmo…Esqueci que agente não vai ter paz.
— No três eu vou voltar pro carro…Um,dois …
— Espera ai… Tive uma idéia.
— Era isso que eu temia.
Ela colocou um lenço em mim,como se eu fosse uma marroquina,ou coisa parecidae e colocou um também.Os seguranças que não haviam saido do carro,porque pedi,se rachavam de tanto rir.Ela disse à eles que eles poderiam ficar no carro,ou seguindo agente de longe,sem dar na cara que estavamos com eles.Escolheram a ultima opição.Fomos até uma loja de roupas.Eu não fazia idéia de que roupa comprar.Social,esportiva,uma coisa mais casual,até que achei uma coisa que me fez pensar que era exatamente o que precisaria usar.Uma blusa cinza,com lantejolas prateadas sob a alça.Era simples,mas,ao mesmo tempo linda e diferente.Não tive escolha,era inevitavel não “possuir” aquela blusa.Acabei cedendo e escolhi a blusa.Havia uma vitrine com lindos vestidos,que a Annie se apaixonou e levou um,branco,curto na altura dos joelhos de um tecido gracioso.Era a cara dela.
Depois de pegar a blusa e o vetido dela,precisariamos de mais uma peça pra terminar o look.Subimos para o segundo andar e foi lá que achamos uma bermudinha perfeita,era justa,de um tecido escuro e dobrada ba barra.Fomos para o caixa,pagamos e saimos de lá.Fomos para uma loja de calçados,escolhi uma sandália simples,marron,que deixava as unhas a mostra.Em seguida fomos a uma loja que vendi uns lindos enfeites para usar no cabelo,achei um perfeito,era prateado e tinha pedrinhas verdes,lindas como esmeraldas.Já estavamos cheias de tanto andar naquele shopping,então resolvemos ir a uma lanchonete.Ligamos para os seguranças que aceitaram nosso convite e entraram no shopping,para nos fazer companhia no lanche.
— Nossa!Demoraram! — Disse ao ver que eles subiam as escadas rolantes em direção a lanchonete.
— Desculpa…Agente tentou se separar pra ficar mais discreto. — Lerry explicou.
—Ah,entendi! — Disse.
Eles logo se organizaram,eu e Liipp fomos buscar os lanches,um pra Frank e outro pra Annie(que estava sentada separadamente com Louis).Suco pra mim,pro Liipp,pro Lerry e pro Issac,que também queria um sorvete.Depois de fazer os pedidos e depois deles terem chagado,Liipp me ajudou a levar os lanches para as mesas.
Me sentei na mesa coletiva e fiquei calada por um tempo,aproveitando aquele momento que provavelmente seria o ultimo que teria,calmo desse jeito ou não.Eu estava sentada na ponta,Liipp à minha esquerda,Lerry à minha direita,Issac ao lado de Liipp e Frank ao lado de Lerry.
Depois que todos estavamos esperando a Annie terminar de comer,pois ela estava distraida com Louis que não paravam de falar e rir,aaula de natação me veio na memória.
— Que horas são? — Perguntei ao Lerry.
— São 17:30. — Ele respondeu,olhando no relógio
— Droga! —Dissedecepsionada.
— O que? — Phillip perguntou.
— Tinha aula de natação às 16:00…Acabei esquecendo,parece que as horas passam tão rápido aqui dentro que agente nem percebe.
— Ah,verdade. — Isaac disse se distraindo com o copo vazio.Anni e Louis foram até nossa mesa,nos avisando que já podiamos ir e assim se fez.Ao chegarmos no estacionamento vi a Annie parada,ao lado do carro,com carinhade apaixonada,enquanto Louis se afastava dela e entrava no carro deles.Phillip passou pela Annie,apertou minha cintura,piscou com um dos olhos e olhou na direção de Isaac,que passou bufando por ele eainda esbarrou no próprio propositalmente.Phillip nem ligou,saiu dando risada de Isaac.
— Vamos mocinhas! — Phillip disse,já dentro do carro,no banco traseiro.
— Já vamos! — Disse.
Eu e Annie entramos no carro.Ela dirijiu novamente,só que estava calma,perdida em seus pensamentos.
Chegamos em casa.Haviam alguns fotográfos na entrada da casa.Meu celulartocou.
— Tem outra entrada pra sua casa? — Era a voz de Lerry.
— Tem sim!
— Quer entrar por aqui ou pela outra entrada?
— É melhor pela outra.
— Então,você vai sair de novo?
— Não sei … Ahh …Vou … Vou sim.
— Então como faremos?
— Voltem pra a firma,quando eu for sair e quando os fotografos sairem daqui eu ligo pra você,ok?
— Tá ok.
— Tchau!
—Até mais!
—Até.
Estacionei o carro na garagem dos fundos e eu e Annie pudemos sair tranquilamente,pois é uma garagem coberta,diferente da garagem da entrada que é a céu aberto.Logo que entramos em casa a Debbie veio da cozinha.
— Oi! — Annie disse.
— Oi! — Debbie disse.
— Annie,essa é a Debbie e Debbie essa é a Annie. — Apresentei-as.Elas se cumprimentaram.
— Debbie,se quiser ir mais cedo hoje,pode viu?É que vamos fazer uma pequena reunião hoje.
— Claro,então já vou indo tá?
— Tá.
Depois que ela saiu eu e Annie ficamos sentadas no sofá.
— Dormi aqui hoje? — Perguntei à ela.
— Pode deixar,durmo sim! — Sorri com a resposta dela. — Que reunião vai ter aqui hoje?
— Ahh,não vai ter nada,foi só desculpa pra despensar a Debbie mesmo.
— Ahh,entendi.
— Bom,vou no super mercado aqui perto e já volto ok?
— Vou junto!
— Ah,você que sabe,se quer esses paparazi na sua porta também…
— Ai,então deixa.Vai lá e boa sorte…Você não vai sozinha né?
— Não,vou ligar para o Lerry.
— Ah,então tá ok.Até mais. — Ela disse se sentando no sofá.
— Até.
Fui até a garagem dos fundos da casa e liguei para o Lerry,depois de m tempo,Isaac e Phillip tinham chegado no carro deles.Então fomos logo.
Eles estacionaram ,junto ao meu carro.
— Ué,o que estamos fazendo aqui?Não to vendo nenhum super mercado por perto. — Isaac dise,enquanto descia do carro.
— A Annie não podia saber,na verade vim buscar minha irmã.
— Por que ela não podia saber? — Phillip perguntou,trancando o carro.
— É uma surpresa né bobão?! — Isaac disse.
— De certa forma,vai ser uma surpresa e tanto.
Peguei o celular e me afastei um pouco deles.
— Alô!
— Alô,Júlia?
— Oi Katie,tudo bem?
— Vai ficar tudo ótimo … Se você disser sim …
— Sim pra quê?
— Se você responder sim,pradormir na minha casa.
— Ahh,que bobagem Katie.Claro que vou.
— Ah,tinha que perguntar né?Você tem a Val pra olhar.
— Mas a Val,ta na casa de uma amiga,vai dormir lá.
— Ahhh!
— Então,logo que eu sair daqui eu vou direto pra sua casa!
— Não!É… Não precisa,eu vim te buscar.
— Ah,é?!Onde você tá?
— Tô no estacionamento da farmacia.
— Ok,já tô saindo,até mais.
— Até.
Desliguei o telefone e liguei para o Jeff.
— Alô!
— Jeff,aqui é a Katie.
— Oi,tudo bem?
— Tudo sim e com você?
— Tudo ótimo.
— Ei,quando eu disse que você pensava muito em trabalho,não disse que você precisava de um namorado. — Ele colocou muita enfaze no “precisava”.
— Quê?Como assim?
— Namorando,né?
— Ahh …
— Eu soube!
— Todo mundo pensa que sabe alguma coisa,mas não sabem nada.
— Hum?
— Michael e eu não estamos namorando não.
— U-hum.
— É sério Jeff.
— Então desculpa.
— Ah,tudo bem …Você não é o primeiro e muito menos o ultimo.
— Mas,cá entre nós … Você ainda não é namorada dele,né?
— Jeff! — Disse sem graça,ele riu.
— Hoje você faltou.
— Foi por isso que liguei,é que perdi a hora … Tive que fazer um monte de coisas e quando percebi já eram 17:30.
— Entendo … Aproveitando que ligou,tenho que te avisar.Vai ter uma competição.
— É?Quando?
— Estamos agendando ainda.
— Ok,então qualquer coisa você me liga okay?
— Claro.
— Então até.
— Até.
— Tchau.
— Tchau.
Desliguei o celular e caminhei até eles.
— E agora? — Phillip perguntou.
— Agente espera.Ela já tá vindo pra cá.
— Vocês são de onde? — Isaac perguntou.
— Eu sou de Colorado,a minha irmã também,já a Annie é brasileira,mas minha mãe também é e a mãe da minha irmã é alemã.
— São filhas de parte de pai. — Phillip disse,com cara de quem entendeu.
— Na verdade não,somos irmãs de criação,mas não de sangue.
— Ahh … — Isaac disse.
Vimos a Júlia se aproximando de nós.
— Que saudade mana. — Disse abraçando-a.
— É,quanto tempo né? — Ela disse,fazendo piada. — Uauu!Quem são esses? — Ela sussurrou em meu ouvido ao ver Phillip e Isaac.
— São meus seguranças.
— Seguranças?
— É …
— Pra que?
— Não sei o que pode acontecer.Por isso tenho eles.
— Sei sei …
Nós rimos e fomos caminhando até eles.
— Gente,essa aqui é a Júlia,minha irmã. — Eu disse. — Júlia,esse é o Phillip.
— Prazer em conhecer! — Ela disse.
— Igualmente! — Phillip retribuiu o aperto de mão.
— E esse é Isaac! — Disse fazendo as apresentações.
— Prazer em conhecer! — Júlia disse sorrindo.
— O prazer é todo meu! — Isaac,como sempre,foi assanhadinho.Vi que a Júlia ficou sem jeito,então logo tratei de ir parao carro,levando-a comigo.A viagem foi animada,no começo ela falou do Isaac,mas depois os assuntos foram bem melhores.Chegamos em casa e como da outra vez,entramos pela garagem dos fundos.Isaac e Liipp foram embora e eu estava me preparamdo para ouvir um monte de reclamações,logo que as duas se vissem.Entramos em casa.A Júlia viu a cabeça da Annie,que estava sentada no sofá.
— Quem é ? — Ela cochixou.
— Katie você demorou! — A Annie disse se virando e nos vendo,nos fundos da casa.Júlia me olhou fúriosa. — O que ela tá fazendo aqui? — A Annie perguntou vindo em nossa direção.
— Annie por favor! — Pedi à ela.
— Não … Por favor nada,diz …
— Eu que deveria perguntar isso! — Júlia disse nervosa.
— Ah,gente,por favor!Quando é que vocês vão para de ficar brigando? — Perguntei.
— Ah,por que me chamou,se ela tava aqui? — Júlia perguntou nervosa.
— Pra dar um ponto final nessa intriga besta,de vocês duas.
— Agente não se suporta.Ponto final. — Annie disse.
— Ah,quem falou com você? — Júlia rebateu.
— Gente,gente.Por favor … Só trouxe vocês aqui,para tentar colocar na cabeça das duas,que isso tudo não vai levar a nada. — Elas se setaram no sofá,imburradas. — Sabem … — Disse me juntando a elas. — Ha muito tempo,queria conversar com vocês … Vocês são muito importantes na minha vida,então é inevitavel que eu não me preocupe com vocês … Mas vocês ficam uma contra a outra e isso é tão ruim pra mim.Além de ter mais uma preocupação,tenho que cuidado pra que vocês não continuem a se odiar.Isso é ruim pra mim e pra vocês,nós todas sabemos que não existe motivo concreto para essas brigas,além do mais,eu sei,que vocês podem ser bem melhores do que isso.
As duas ficaram quietas.
— Eu vou subir,para tomar um banho e quero que vocês melhorem ,porque o negocio ta feio.
Depois do banho,desci e encontrei as duas conversando,um sorriso nasceu em meu rosto.Logo após elas subiram para o quarto de hospedes comigo,para pegar um colchão e por na sala e assim se fez.Dormimos na sala,todas juntas e por um milagre,sem mais brigas.
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Seg 7 Mar - 21:19

Gente,terei que parar por aqui,pois estou na Bahia,passando o carnaval na casa de uma amiga da minha mãe,e eu só tinha isso no pen-drive T.T
Volto da Bahia no dia 12 desse mês (Sábado) e então poderei continuar postando.
Quanto às postagens,pelo fato das aulas terem começado a algum tempo,terei de postar apenas de sexta-feira,então é só isso pessoal!Espero que gostem da história
Beijinhos e até dia 12
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Dom 13 Mar - 21:52

CAPITULO 5 - SEXTA - FEIRA - 20 /07/1990.

Acordei bruscamente,olhei em volta,elas estavam dormindo ainda.
— Provavelmente a Jess não chegou! — Pensei olhando para fora da casa,ainda estava em um tom de “azul de madrugada” lá fora.Com cuidado,me levantei para não acordar uma das duas.Subi para o meu quarto,escovei os dentes e arrumei o cabelo.
Fui para a cozinha,me sentindo uma estranha,apenas observando tudo. Decidi fazer panquecas.Estava inspirada pelo silêncio da manhã,mas ele não durou muito tempo.
— Bom dia! — A Annie disse adentrando a cozinha,com cara amassada.
— Bom dia!Dormiu bem? — Perguntei enquanto misturava a massa.
— Sim,como uma pedra. — Ela disse se juntando à mim — Tá aprontando o que?
— Panquecas.
— Vai fazer panquecas? — Ela perguntou em tom de deboche.
— HAHA! — Fui sarcastica.
— Posso ajudar?
— Claro!
Estavamos nos dando bem,distraídas com nossos pensamentos.
— Bom dia!
— Ai! — A Annie disse dando um pulo.
— Ai Jú,assustou agente! — Disse rind0 com a mão no coração.
— Tá,todo mundo sabe que sou feia pela manhã! — Ela disse como sempre,bem humorada.
— Ah,você sabe que não isso! — Annie disse,tanto como um elogio,me surpreendendo.
Um barulho de carro atrapalhou nossa conversa.
— Nossa salvação chegou! — Disse alegre.
— Quem é? — A Annie perguntou lavando as mãos.
— A Jess! — Respondi lavando as mãos também e em seguida,abrindo a porta da sala.Enquanto estava a espera da Jess,Annie e Júlia estavam arrumando a sala.
— Bom dia! — Disse abrançando a Jess.
— Bom dia querida! — Ela disse dando beijinhos em minha bochexa.Ela trazia algumas sacolas nas mãos.Entramos em casa.
— Visitas! — Ela disse me entregando as sacolas.Deixei tudo na cozinha,enquanto ouvia elas se cumprimentando.
— Vocês já tomaram café? — Ela perguntou.
— Ainda não,iamos fazer panquecas! — Annie disse.
— Bom … Então vou lá. — Ela disse.
— Podemos ajudar? — Júlia perguntou.
— Ah,a Jess não gosta de companhia na cozinha,ela quer estar no controle de tudo. — Expilquei rindo.
Jess foi para a cozinha,Annie para o banho e Júlia me fez companhia na sala.
— Que dia é hoje? — Ela perguntou pensativa.
— Dia 20.
— Só agora me liguei!
— Sobre?
— Que tô de folga hoje.
— Então vai ficar um tempo por aqui né?
— Sim,mas não posso ficar muito tempo.
— Por causa da Val?
— Ah,também,vamos sair hoje,vamos as compras e mais tarde vou jantar com alguém.
— Hum … Com quem?
— Com o Joe!
— Joe?
— O Dr.
— Ahh,lembrei.
— Vou apresentar ele à Val.
— Vai ser bem engraçado.
— Ah,é verdade,espero que ela se comporte.
— Ela é uma florzinha,vai se comportar muito bem,pode ter certeza.
— E vocês,Katie,como vão as coisas?
— Em relação à que?
— Ah,de que relação acha que eu tô falando?
— Ahhh … Bom,eu … Tô fazendo o possível,mas … Eu tô pirando!Não quero desistir antes de tentar pra valer,mas,sei lá … Não consigo me acustumar com ascoisas que veem acontecendo ultimamente …
— Fala dos paparazzi?
— U-hum!
— Ah,então é só este o problema …
— É … O que mais encomoda.
— E quais são os que não encomodam tanto?
— Temos realmente que falar sobre isso?
— Só se você quiser Katie,eu só quero ser um ombro amigo pra você … E você sabe bem disso … Se você não quer falar agora,tudo bem,eu entendo,só saiba que eu tô aqui tá?Pro que der e vier.
— Sei disso mana!Sei disso!
— Quanto a esse problema,desses inxiridos,pode ter certeza que isso é momentaneo … Quando toda essa poeira baixar,tudo vai voltar ao normal … Claro que vai ser diferente em partes,mas,vai ter uma hora que novos rumores vão rondar a terra … Uuuhh … Ai vocês vão ser meio que … Ah,como posso dizer?!”Matéria Velha”
— Ahh,duvido muito que isso aconteça … Ninguém perde uma chance de falar de artistas consagrados,assim como o Michael … Dúvido que vá parar por ai …
— Bom,isso é verdade mais,o que eu falei vai acontecer na certa,ainda mais se vocês não foram daquele tipo de casal que fica chamando atenção de “urubus” … Sabe?!Aquele tipo que briga toda hora,acaba em delagacia,sai na porrada …
— Ai Júlia!Que horror … Primeiro que agente nem é um casal …
— Então por que age como se vocês fossem um?
— Ah,para de gracinha … Segundo … Que o Michael não é assim … Sei que o conheço pouco,mas já é o bastante pra perceber que ele não é daqueles artistas que ficam se mascarando … É facil ver a face dele e tenho toda a certeza que ele não é assim,de jeito nenhum.
— Isso não quer dizer que você não seja! —Ela disse debochando.
— HAHA!Engraçadinha,morri de rir! — Disse sarcastica.Nos abraçamos,bem apertado.Fomos para a cozinha.
— Já tem umas panquecas prontas! — Jess disse logo que botamos os pés na cozinha.Eu e Júlia nos olhamos,espantadas.
— Como sabia que estavamos aqui?
— É a força do habito! — Ela respondeu,ainda virada ,de costas para nós,concentrada no fogão.
— Hummm … O cheiro tá ótimo! — A Júlia disse se sentando em volta da bancada de marmore,que havia no meio da cozinha.Me juntei a ela.
— Jess,deixa essas coisas ai e vem tomar café conosco. — Disse,chamando atenção dela,para a mesa.
— Já já eu vou meu bem … Hoje tenho que cozinhar bastante,tenho três lombriguinhas para alimentar. — Nós rimos e logo começamos o desjejum.Após comer três panquecas,eu já estava estourando,mas a Júlia,comia bem mais.Subi para o quarto,até o banheiro,escovei os dentes e voltei para o andar de baixo.Ouvi as vozes da Júlia e da Annie,pareciam estar conversando.Então,decidi não perturbá-las e constatar realmente que elas estariam conversando e não brigando.Elas estavam rindo e comentando sobre como eu reagiria no jantar.
— Ah,não achei nenhum pouco engraçado,mocinhas!—Disse,ficando atrás delas.
— Ah,você tava ai,espionando agente é? — Annie perguntou se levantando da cadeira e andando até mim,com cara de quem ia aprontar.
—Ah,nem vem qcom essas mãos pra cima de mim. — Disse me afastando dela.
— Olha,eu não tinha pensado nisso,mas até que é uma boa idéia!
— Não,é sério … Sem cocegas por hoje! — Pedi.
— Tá ok! — Ela disse fazendo biquinho.Fomos voltando para a cozinha.
— Eai,estão se dando bem? — Perguntei como quem não queria nada.
— Sim,decidimos dar tregua … — Júlia disse sorrindo.
— Por quanto tempo? — Perguntei.Elas se olharam sérias,mas logo sorriram.
— Permanentemente. — A Annie respondeu,sorindo para mim.
— Ai que maravilha! — Disse,levando as louças para a pia.
— Bom gente,eu queria poder ficar mais,mas o dever me chama!Tenho que ir. — A Annie disse se despedindo de nós.
— Mas já?Tá cedo ainda.
— Por isso mesmo,não quero pegar transito.
— Ah,bom!Então,tchau!
— Tchau e bom jantar viu?! — Ela disse quando me abraçou.
— Obrigada! — Respondi,aposto que eu estava da cor da blusa da Annie,vermelho,igualzinho um tomate.Ela se despediu da Júlia e da Jess.
— Não esquece de me ligar mais tarde,hein?!Tenho que saber das novidades. — Ela disse abrinco a porta.
— Pode deixar. — Disse e logo ela sumui no meio de tanta névoa.
— Ui,que frio! — Disse voltando para a cozinha.
— Eai,maninha … O que faremos agora?
— Sei lá … Um monte de coisas … Por enquanto podemos ficar aqui,debaixo das cobertas … Esse frio,não me deu nenhuma idéia a não ser essa.
— Ótima idéia!Mas antes vou ligar para a Val,ver se está tudo bem.
— Ok,vou lá em cima,buscar as cobertas,enquanto isso.
— Tá.
Subi,peguei as cobertas e desci,a Júlia estava distraída com o telefone,então,fui logo me ajeitando e colocando a coberta sobre ela também.Liguei a Tv,num canal qualquer de esportes e tentei prestar atenção.Ela desligou o telefone.
— Eai?
— Ela tá bem,sóela está acordada na casa.
— Isso que dá,acustumar a menina à acordar cedo,igualzinho você.
— Ah,ela acorda cedo porque estuda de manhã,né,gênio!
— Ah,é verdade.
Ficamos vendo um filme de romance durante a manhã,mas quando o sol saiu tinhamos novos planos.
— Vamos? — Júlia disse pegando um chapéu eum par de óculos.
— Já vou,preciso achar meu biquini … Não vou perder esse sol por nada. — Disse,revirando o guarda - roupas.
— Nem eu! Te vejo lá embaixo. — Ela disse saindo do quarto.
Quando achei o biquini,me troquei,peguei um par de óculos e desci.Passei pela cozinha epeguei uma bandeja,que coloquei em cima,doius copos e uma jarra de suco de laranja com menta.Fu direto para a parte posterior da casa.
— Trouxe o protetor? — Disse deixando a bandeija de suco,entre nós.
— Trouxe sim! — Ela respondeu se deitando na cadeira de praia.
— Onde tá?
— Aqui! — Ela me entregou.Passei o protetor e ficamos alí por um tempo.
Ainda eram mais ou menos 8:45 da manhã,quando a Júlia decidiu que ia dar um mergulho.Eu decidi pegar mais um pouco daquele sol maravilhoso,afinal,fazia tanto tempo que eu não o fazia,que estava ficando transparente.
Ela ficou por um tempão na aguá,me chamava para ir,mas eu queria ficar alí,ao sol,sentindo toda a luz me dando “forças” e muita energia.
Quando ela parou de me chamar,decidi dar um susto nela.Quando ela estava distraída ,pulei na piscina,fazendo aquele grande “splash” na água.Ai a festa começou,nadamos,nadamos,nadamos.Estavamos tão felizes por estarmos juntas,depois de tanto tempo,depois de tanta história e principalmente depois de tanto sofrimento.
A Jess veio nos avisar que estava na hora no almoço e nos fomos para dentro.Logo ao entrarmos em casa,Jess percebeu nossa mudança.
— Não estão ardendo não meninas?
— Não.
— Por que?
— Bom,primeiro porque vocês não estão acustumadas a ficar tomando sol e segundo porque vocês estão bronzeadas demais …
— Sério? — Perguntei preocupada.
— Sério mesmo? — A Júlia perguntou alegre.
— Sim … — Ela respondeu rindo de nós.Júlia subiu para o quarto correndo e eu fui atrás dela.Ela se viu no espelho.
— Caraca Katie!Olha isso!Tá demais! — Ela dizia sorrindo.
— Ai! — Disse me vendo …
— O que?
— Se esqueceu do compromisso que tenho mais tarde?
— É verdade … Mas não tá ruim,eu gostei muito …
— Ahh … Agora já foi … Só espero que ele não note muito.
— É,talvez ele nem note … Olha só … — Ela disse colocando uma foto minha,frente ao espelho pra comparar.
— É … Olhando assim,não tá tão diferente
— Viu?!
— Ahh,vamos esquecer isso … — Disse saindo do quarto.
— Ai,eu tô faminta! — Júlia disse ao chegarmos na cozinha.
— Eu também. — Disse me sentando à mesa.Júlia me acompanhou.
Almoçamos todas juntas,Foi muito legal,sentia falta disso.Depois fomos para a cozinha,tentamos fazer um bolo,que ficou bem melhor do que o meu anterior.Logo depois de provarmos o bolo,a Júlia resolveu tomar um banho,ela foi para o quarto de hospedes e eu fui para o meu.Sai do banho e me arrumei,voltei para a sala.A Júlia ainda estava no banho.Sentada no sofá,comecei a imaginar o que aconteceria naquela noite,quando de repente ouvi alguém me chamando de longe.
— Katie? — Era a Jess.
— Que?
— Tava dormindo de olho aberto menina? — Ela perguntou rindo.
— Ahh … Pensando.
— Bom,eu ouvi a Annie e a Júlia,hoje cedo,dizendo que você iria sair … Eu possoprepararo jantar,ou você vai sair mesmo?
— Ahh,verdade … Não te avisei … Vou sair sim,se quiser você já pode ir,ok?
— Ah,ok.Então até amanhã querida!
— Até amanhã.
— Deixa um beijo pra Júlia!
— Deixo sim.
—Tchau!Boa noite!
— Tchau!Pra você também!
Ela saiu e eu decidi que não ficaria sozinha na sala.Fui para o quarto.Ouvi a Júlia cantando,no banheiro do quarto de hospedes.
Fui direto para o closet.Coloquei as roupas que usaria naquela noite,em cima da cama e o enfeite de cabelo na penteadeira.Me estiquei até conseguir pegar a caixa do “modelador de cachos”(mais conhecido como babyliss).Coloquei a caixa também sobre a penteadeira.
Me sentei em minha cadeira de balanço.Meus pés mexiam sem parar,a anciedade estava por toda a parte.Júlia entrou no quarto,já vestida,estava toda alegre,chegou perto de mim e começou a acariciar minha cabeça.
— Tá anciosa hein,amiga?!
— Super …
— Ahh,não fica assim … Tenta esquecer?
— Esquecer?Como?Está quase na hora …
— Katie … Não são nem 17:00 horas … Relaxa … Tudo vai ficar bem … Tenha certeza disso.
— Vou tentar me distrair …
— O que tem em mente?
— Absolutamente nada!
— Hum … Deixa eu pensar!Que tal treinar seu português?
— Ótima idéia …
— Eu sou um gênio!
— É,claro…
— Bom,eu tenho que ir maninha!
— Até mais mana!Eu adorei a sua visita.Vem mais vezes tá?!Mesmo que eu não peça sabe?!
— Pode deixar maninha,venho sim … Quando puder eu venho.
— Ah,ok … Beijo e boa sorte com o Joe.
— Pra você também … Me liga viu?!
— Ligo sim!
— Tchau!
— Tchau!
Fomos descendo as escadas e ela foi embora.Voltei para o quarto,peguei o livro e o cd e voltei para a sala.Coloquei o cd no aparelho de som e peguei o caderno para acompanhar.
Passei algumas horas lí,sentada no sofá,tentando aprender,ou lembrar de algumas coisas.Já estava cansada,quando decidi parar,ao olhar a hora me surpreendi,já eram 16:16.Desliguei todas as luzes do andar de baixo e subi para o quarto.Guardei o livro,o cd e me sentei perto do closet.
Comecei a rir,do nada.A anciedade era tanta … Me levantei,peguei minha maleta de maquiagem e coloquei em cima da penteadeira.Fui até o closet e peguei um roupão,uma toalha efui tomar outro banho.Esse banho foi demorado,estava tentando relaxar,esquecer um pouco,mas quem disse que eu consegui?!
Logo quando sai,passei creme por todo o corpo,coloquei um roupão de seda e me sentei frente à penteadeira.Comecei a fazer uma maquiagem simples,nada exagerada; Base,Blush,Rímel,Delineador e Gloss Transparente.
Ficou muito natural e bonita.Tirei o roupão e me vesti.Peguei o babyliss e tentei fazer alguns cachos nas pontas.Demorei um tempão,mas consegui e ficou legal.
Olhei a hora novamente 17:57.Coloquei o enfeite no cabelo,peguei as sandálias,desliguei a luz do quarto e fui para a sala.
Liguei o abajur da sala e fiquei andando deum lado para o outro,descalça,no tapete.
— Cadê meu celular? — Perguntei pra mim mesma,achei em cima do sofá,coloquei no bolso e continuei a “caminhada”.Voltei para a sala.O telefone tocou e eu atendi,rápido demais.
— Alô! — Disse receosa.
— Hey Katie! É o Michael.
— Hey …
— Estou aqui fora.
— Ahh,okay!Estou indo.
— Estarei te esperando.
— Tá bem. — Deixei um suspiro escapar,tentei ouvir se ele ainda estava na linha e acho que ele ouviu meu suspiro.Desliguei o telefone,o abajur e ativei o alarme.Respirei fundo e saí da casa.Ele estava ao lado da limusine parado bem em frente ao portão.Ele sorriu ao me ver,sorri de volta.Passei pelo portão,ele caminhou até mim,ainda estava sorrindo.
— Se alguém te ver … — Disse preocupada.
— Já cuidei isso … — Ele disse sorrindo mais largo.
— Como assim?
— Todos os seus vizinhos surpreendentemente não estão em casa.
— Como fez isso?
— Um mágico nunca revela seus segredos. — Ele disse abrindo a porta da a limusine para mim.Eu não via nada em volta,parecia estar muito escuro na rua e além do mais,não queria ver nada,a não ser o sorriso dele,iluminando o local.Minhas mãos estavam frias,eu poderia jurar que senti um arrepio,quando ele adentrou na limusine.Ficamos nos olhando por um tempo
— Você está linda! — Ele olhava fundo,em meus olhos.
— Obrigada!Você … Também! — Disse meio desajeitada.Para a minha sorte ele estava simples,com uma calça preta,jeans,uma blusa branca e um sobre tudo bege.Estava também de chapéu.Ele se virou,ficando de costas para mim e pegou algo.
— Isso é … Pra você … — Ele disse e estendeu um buquê de lírios.As flores eram de um tom de violeta-claro.
— Ahh … A … São lindas … Muito obrigada!— Eu fiquei sem palavras,fazia esforço para poder expressar a gratidão. — Lírios são minhas flores favoritas.Como você soube?
— Não soube!Escolhi por intuição.
— Escolheu?Foi você quem escolheu? — Perguntei surpresa.Ele balançou a cabeça,em sinal afirmativo.Estava tímido,ele corou ao responder a pergunta. — Uauu!É … Quanta atenção pra mim hein?!
— Você merece! — Ele disse me olhando com “atitude”,não tirava os olhos dos meus.Logo a limusine começou a se locomover.Eu olhava para o buquê,não conseguia acreditar que tudo aquilo era real.De repente o motorista abriu a porta ,Michael saiu e deu a volta na limusine.Respirei fundo.
— Sorte! — Disse para mim mesma.Ele abriu a porta para mim,segurou minha mão e me ajudou a sair do carro.Agradeci e entramos na casa.É magnifica,parece até um castelo.
— Quer conhecer a casa? — Ele perguntou,como sempre muito atento,nas minhas expressões.
— Adoraria! — Respondi e por um tempo fiquei a observá-lo.Cada detalhe,olhos,boca,pele,até mesmo os cabelos que caiam pelo rosto que parecia ser macio como um cobertor.Parecia uma pintura de anjos.Como ele pode ser tão perfeito?
— Então vamos? — Ele perguntou me “despertando” de tanta perfeição.
— Ah,vamos!
Era uma casa enorme e a cada cantinho,havia algo com a cara dele.Michael sempre foi um homem de muito bom gosto.Até mesmo os pequenos objetos de decoração eram explendorosos.Ele me explicava a história de cada detalhe da casa.Estava envolvida com tudo,o modo dele falar … Tão meigo,tão incomum e especifico.Ele sempre me pareceu um homem muito inteligente e nesta noite eu pude constatá-lo.
Eu estava um pouco atrás dele,observando o com atenção,ele se virou rápido,me encarando sorrindo e disse:
— Vem,quero te mostrar uma das minhas salas favoritas.
É uma sala sofisticada,maravilhosa.Iluminada por luzes baixas,deixando a sala bem confortável.Na parede esquerda,tem um quadro,que ele me disse que foi pintado na década de 80.Já ao lado direito,havia um tabuleiro de xadrez,muito bonito.Em alguns cantos da sala haviam vazos de flores,que se me lembro bem,eram ramos de Gérberas,amarelas.Uma moça chegou até a porta,bateu levemente e Michael fez sinal para que ela entrasse.
— Sr.Jackson o jantar está pronto. — Ela disse me ignorando completamente,como se eu não estivesse alí.
— Obrigado por avisar Elle! — Ele respondeu sério e se virou para mim.Antes de deixar a sala,ela me olhou com uma expressão bastante estranha.Mostrou que não gostou nenhum pouco de mim.
— Vamos jantar? — Ele perguntou sorrindo.
— Vamos!
Ele então,me conduziu até a grande sala de jantar.Ao chegarmos,ele puxou a cadeira para mim e se sentou ao meu lado,na enorme mesa,em que estavamos acomodados.
Um senhora sorridente adentrou a sala.
— Katie,está aqui é a Raymunda!
— Prazer em conhecer Raymunda! — Disse,cumprimentando-a.
— Igualmente querida! — Ela sorriu amigavelmente
— Ela é brasileira. — Ele disse sorrindo para ela.
— Brasileira?Eu falo português. — Eu disse alegre.
— Sério? — Ela perguntou.
— Quero dizer,arrisco né?! — Rimos. — Aprendi um pouco com a minha mãe … Ela é de lá.
— De onde ela é? — Michael perguntou.
— Rio de Janeiro.
— Sou de Minas Gerais. — Raymunda disse sorridente,como parecia ser sempre.
— Ahh,já ouvi falar … Eu adoro o queijo de lá. — Ela riu.
— Michael também … Bom,espero que gostem do jantar.
— Ah,claro! — Michael disse com um jeito compreensivo.
— Até mais! — Ela disse nos deixando à sós.
— Ela parece ser um amor de pessoa! — Eu comentei.
— Mais é … Eu a conheço desde 1981,mais ou menos.
— Uauu!
— Ela até me acompanha nas turnês.
— Sério?
— Sim.
— Ela deve cuidar muito bem de você.
— E como!
Algumas pessoas trouxeram o jantar,que foi ótimo.Logo depois ele se levantou,disse que iria falar com a Raymunda e disse que eu poderia andar um pouco,então eu o fiz,aproveitei que estava sozinha,para olhar como eu me encontrava.Arrumei o cabelo e fiquei a ver as estrelas da janela que havia no fim da sala de jantar.Ele estava demorando e então a Raymunda me disse que ele estava na sala do xadrez.Fui até lá.Eu o vi sentado em uma poltrona vermelha.A expressão dele era triste e também confusa.Me aproximei e me ajoelhei frente a ele.
— O que houve? — Perguntei e logo notei que meu tom foi de preocupação.Ele sorriu tão lindo.
— Nada! — Respondeu em um tom suave.Ele se levantou e estendeu a mão para mim. — Vamos Senhorita?
— Claro Senhor! — Respondi emcabulada … Como poderia me tirar o chão com apenas um sorriso?
Ele foi me conduzindo para o terraço,era enorme e coberto,mas em uma parte,era aberto,dava para ver bem as estrelas.Fomos caminhando em direção da area encoberta.
— Quando fico nesta casa,é aqui que passo a maior parte do tempo … Já compús aqui também … — Ele ainda estava triste,não sabia o que era,mas iria descobrir logo.
Parei de andar ao seu lado.
— O que foi? — Ele perguntou,voltando para onde eu estava.
— É … Eu tenho uma pergunta para você.
— Pode perguntar.
— Eu não quero parecer entrometida e nem chata,mas … Como você consegue? — Continuamos a caminhar.
— Como assim?
— Ahh … Sabe … Essa coisa de fama,paparazzi,sem mensionar as mentiras … Olha é sério … Não quero me meter nisso,mas,eu tive que perguntar.Eu não tive nem metade deles na minha porta e quase enlouqueci.
— Ahh … Me acustumei,desde pequeno … E além do mais,eu não posso parar por estas mentiras,eu faço tudo pelos meus fãs e não seria justo com eles.Não vão me derrubar tão cedo! — Ele brincou.
— Você os ama né,os seus fãs?
— Muito … Tudo o que eu faço é por eles.
— Eu ainda não sei como consegue …
— O que você faria? — Ele perguntou se sentando no chão.Me juntei a ele.
— Na verdade eu não sei … A principio,iria ficar muito brava com tudo,mas quando as coisas começassem a ficar mais … Normais … Acho que eu pensaria nos meus fãs,afinal é por eles que trabalho desse jeito. — Pensei por um tempo — Olha você tem razão. — Disse surpresa.Ele riu e ficou olhando para baixo.— O ruim … É que … As pessoas,sem ser os seus fãs,claro … Os outros… Vivem julgando,dizendo que fariam melhor se estivessem no seu lugar … Como se isso fosse facil,mas … Não é só dinheiro,não é só fama e além do mais elas caluneiam de tal forma … — Respirei fundo.Olhei para ele,que estava me olhando com atenção. — Ninguém se deu conta que não é facil … — Ele estava sério,mas de repente me encarou sorrindo.
— Mais você se deu conta disso. — Ele estava muito próximo de mim,comecei a ouvir a respiração dele.Parecia que nós eramos os únicos em quilometros de distancia das outras pessoas.
— Está quente né?! — Disse me afastando um pouco.Ele ficou meio emcabulado,mas logo sorriu.
— Eu já venho … Mê dê só um minuto.
— Claro! — Disse,ele se levantou e me ajudou a me levantar.Ele desceu as escadas,voltando para dentro da casa.Fiquei na area descoberta,aproveitando o vento.
— Por favor … Que ele não me magoe … Eu não … — Sussurrei para os céus,mas logo comecei a ouvir passos,então me calei.Me virei e Michael estava se aproximando,com uma garrafa de vinho branco e duas taças nas mãos.
— Você gosta? — Ele perguntou meio receoso.
— Gosto … Mas não costumo beber sempre.
— Nem eu. — Ele disse rindo.Colocou um pouco na taça e me serviu.
— Obrigada! — Voltamos para onde estavamos,ambos estavamos sentados ,olhando para as luzes da cidade .Eu nunca tinha a visto,com tantas cores.As luzes estavam tão bonitas.De repente me lembrei,que teria que ir embora.
— Você tem horas? — Perguntei.
— Não! — Ele disse em um tom de brincadeira.Olhei para seu pulso e vi um relógio.
— O que é isso?Uma torta? — Perguntei fazendo piada.
— Tá quebrado! — Ele disse entrando na brincadeira.Ele riu e depois de um tempo,me olhou sério.Aquele olhar … Me deixou sem ar,parecia que ele olhava direto pra minha alma.
— Não quero que você vá …
— Mas … É preciso … Agente ainda vai se ver muito no trabalho.
— É verdade!Temos que marcar um dia para você ir assinar os papéis.
— Então quer dizer que eu já aceitei?! — Perguntei rindo.
— E não? — Ele brincou,se levantou e ficou me olhando.Fiquei meio sem jeito,pelo modo que ele me olha,não é como os outros homens,ele me olha no fundo dos meus olhos e me tira o chão.
— Vamos? — Eu disse.
— Vamos!
Descemos até o primeiro andar,a limusine estava parada frente à casa,pronta para sair.Falei que ia me despedir da Raymunda e ele ficou me esperando lá fora.Entrei na cozinha e ela estava sentada em uma pequena mesa,quando me viu,se levantou.
— Já estou indo! — Eu disse.Ela esticou os braços e me abraçou.
— Ah,mais já querida?
— Sim,já tá tarde!
— Ahh,tudo bem … Foi um prazer te conhecer viu? — Ela disse me soltando e sorrindo.
— Ahh igualmente! — Pensei por um tempo e decidi perguntar. — O Michael gosta de que especifico tipo de comida? — Perguntei em português.Ela me olhou surpresa.
— Quer conquistá-lo pela barriga é? — Fiquei sem jeito.
— É um dos melhores jeitos,não?
— É sim … Ele não é de comer muito … Sabe o jantar de hoje?!Bom,há tempos que ele não como isso tudo,está acustumado com pouquíssima comida.Pra ser sincera o que chama muito a atenção dele são os doces,ele parece uma formiguinha. — Ela disse rindo.
— Hum … Qualquer tipo doce?
— É … Ele gosta muito dos industrializados,mas ele também come sobremesas,igual a de hoje.
— É,eu notei que eu conheço.
— Deve conhecer mesmo,é um doce que parece muito com brigadeiro.
— É … Olha,a parte ruim é que eu não sou muito boa na cozinha sabe?!
— Ah,isso agente dá um jeito … Se quiser ajuda,liga pra cá.
— Ahh … Isso é uma boa idéia?
— Claro … Estou sempre em casa e o Michael,nem tanto.Não se preocupe com isso.
— Tá okay!Obrigada! — Disse dando um abraço nela mais uma vez.
— Que isso querida … É um prazer te ajudar!
Fui até o exterior da casa,ele estava parado,enconstado na pilastra da entrada,como quem não queria nada.
— Vamos? — Perguntei chegando perto dele.
— Sim Senhora! — Ele disse rindo,novamente abriu a porta da limusine para mim e logo em seguida entrou na mesma.A limusine já estava rodando há algum tempo quando minha cabeça começou à girar,com certeza era o vinho.
— Ai caramba! — Eu disse espremendo os olhos.
— Que foi? — Michael perguntou me olhando.
— Acho que aquele vinho não me fez muito bem!
— Por que?
— Tô morrendo de dor de cabeça!
— Um amigo meu diz,que a dor tá só na nossa mente … Quer dizer que se você esquecer a dor,ela vai embora.
— Ah,a minha dor parece não querer me largar.
— Então a esqueça. — Ele disse sorrindo,como quem tinha uma idéia.Ele abriu o teto solar e olhou para mim,rindo.
— Está pensando,o que eu acho que está pensando?
— Não sei … O que está pensando? — Ele ainda ria.
— Não sei.
— Então estamos pensando a mesma coisa.
Ele então segurou minha mão e hesitou ao sair pelo teto solar.
— Michael,vão ver agente!
— Talvez sim,talvez não … Isso importa?
— Faça à você essa pergunta,você é o astro … Isso importa?
Ele voltou a sentar-se no banco,olhou em volta e sorriu pra mim.
— Importa sim! — Subiu e me chamou.
— Já que importa … Eu topo! — Disse rindo. Ficamos sentindo o vento bater em nossas faces.Eu não estava me importando com o que iam falar,nem um pouco,mas algo me preocupava e muito … O normal,seria que ele se preocupasse,mas ele não ligava,parecia que tanto importava o que os outros pensariam,diriam,veriam … Ele só parecia … Querer ser ele mesmo,sem medo de ser feliz.Ele estava com os olhos fechados,respirava fundo e estava com a cabeça levantada para o céu.Comecei a olhá-lo de novo,cada detalhe,cada traço,na expressão de felicidade.De repente ele me olhou e me viu (quase babando).Ele foi chegando perto de mim e meu corpo parecia não responder o bom senso,meus pés não conseguiam se afastar e meu corpo também não queria.Com um movimento rápido,voltei para dentro do carro.Ele também e fechou o teto solar.
— Olha … — Eu ia começar a falar,mas ele segurou a minha mão.
— Me desculpa … É que … Eu não sei … Não estou acostumado à me envolver com alguém que é do meu trabalho,mas … Eu não sei … Tem algo … Em você … Que eu não sei explicar o que é,que … Me deixa … Sem controle.
— Eu não tô brincando com você … Eu só não quero parecer infantil,mas … Será que não estamos indo longe demais?
— Você não sente o mesmo por mim? — Ele perguntou receoso.
— É … Sinto e é por isso que tenho medo … Tudo aconteceu muito …
— Rápido.Eu sei.
— Por isso tenho medo que esse sentimento não … Seja o que esperamos,entende?
— Entendo sim … Você tem razão.
— Então vamos com calma tá?Nos conhecendo primeiro okay?
— Claro … — Ele pensou por um tempo e sorriu. — Isso me deu uma ótima idéia.
— Mesmo?
— Mesmo … Fui convidado para uma estréia de um filme na segunda feira e … Que tal se você me acompanhar? — Ele parecia mais “motivado”.
— Seria ótimo!
— O filme se chama Ghost (Ghost - Do Outro Lado da Vida).
— É um filme de terror?
— Na verdade nem sei,mas parece né?! — Ele disse rindo.
— Muito.
— Então,até segunda-feira. — Ele disse e beijou as costas da minha mão,um arrepio passou por toda a minha espinha.
— Até segunda Michael! — Disse saindo da limusine,segurando o buquê.Acenei da porta da casa e entrei.Parei na porta,segurava o coração.
— Mas o que foi que deu em você? — Perguntei pra mim mesma. — A coisa que mais queria era um beijo e quando ele tá pra acontecer,você foge … Tem que aprender que passado é passado … As coisas mudam,as pessoas não são as mesmas … — Dizia brava comigo mesma.Fiquei sentada na cama,esperando a banheira encher.Não parava de pensar o quanto eu fui infantil,que ironia.
Fui pro Banho,relaxar um pouco.Como sempre,a água teve que congelar para que eu saísse.Vesti o roupão,sequei o cabelo e desci para a sala.Me sentei no sofá e peguei o telefone.Liguei para a Júlia.
— Ai meu Deus!Eu tô morrendo de aflição! — Ela disse.
— Então por que não ligou ? — Perguntei. — Ah,perai ai,tem outra chamada.
— Alô! — Eu disse.
— Se eu não ligo hein? — Era a Annie.
— Pera ai,vou colocar as duas na mesma linha.
— Tá okay!
— Pronto! — Eu disse.
— Ah,meninas … Foi tudo perfeito!Primeiro,logo quando eu entrei na limosine ele me deu um buquê de lírios violetas.
— Lírios?Como ele soube? — A Júlia perguntou.
— Não sei … Eledisse que foi intuíção. — Respondi.
— Humm! — Annie disse.
— Quando chegamos na casa dele,foi tudo tão fofo,tão lindo …
— Como é a casa dele? — Annie perguntou.
— Como devia ser … Perfeita. — Disse lembrando do terraço.
— E … — Júlia disse,querendo saber mais.
— Fui convidada para ir ao cinema.Uhhh!
— Quando? — Annie perguntou.
— Segunda.
— Que filme vão ver? — Júlia perguntou.
— Ghost (Ghost - Do Outro Lado da Vida).
— Terror? — Annie perguntou.
— Não sabemos
— Só isso? — A Júlia perguntou.
— Nem um beijo? — Annie perguntou surpresa.Fiquei calada.
— Katie! — Júlia disse decepsionada.
— Júlia seeu não me sentir bem,não vai rolar.
— E por que não tá bem?Agente sabe que você ia querer.
— Não sei … Na hora … Acabei dizendo umas coisas.
— Tipo o que? — Annie perguntou.
— Que não quero me apressar,porque tenho medo de … De que tudo isso que eu tô sentindo seja uma simples paixão de adolescente.
— Eu não quero parecer chata Katie,mas isso não é. — Júlia disse.Logo bocejei.
— Bom,agora já tá feito … Pelo menos teremos uma “proteção” … O tempo é nosso aliado.Bom gente,eu tô morrendo de sono … — Olhei no relógio do celular,maraca 12:45.
— Eu também e amanhã acordo cedo. — A Annie disse e logo se despediu e desligou.
— Katie … Eu sei que você tá com medo de se machucar,mas … Não se precipita tá?Talvez as coisas não são como parecem. — Júlia disse.
— Foi exatamente por isso que eu quero me proteger. — Eu disse.
— Ai sua teimosa,virando o feitiço contra o feiticeiro hein?
— Sempre! — Disse rindo. — Boa noite!Tchau!
— Pra você também mana … Tchau!Beijo.
— Beijo.
Desliguei o telefone,as luzes e ativei o alarme.Subi para o quarto,coloquei um pijama e me deitei.O sono pesava em meus olhos,mas isso não me empediu de passar um bom tempo,pensando naquele sorriso … Naquele olhar … Naquele Homem.


Última edição por Beatriz Joseph Jackson em Qui 17 Mar - 23:37, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Ter 15 Mar - 17:27

olha eu so viciada em fic, eu viajo legal,adorei sua ficcomo ñ tenho tempo pra ler salva e depois leio. gostei muito continua postando viu !! :dance:
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Qui 17 Mar - 23:07

marajackson escreveu:
olha eu so viciada em fic, eu viajo legal,adorei sua fic como ñ tenho tempo pra ler salva e depois leio. gostei muito continua postando viu !! :dance:

MUITO obrigada Mara *--*
Fico super feliz que esteja gostando.
Então somos duas,eu viajo muito tbem ;p
Ah,que pena que não tem muito tempo,sei como é...Agora com o "verdadeiro" começo das aulas,está difícil me manter com freqüência nos fóruns e etc.
Pode deixar que nesta sexta-feira,eu posto o capitulo seis,okay?
Beijinhos!
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Sex 18 Mar - 22:04

CAPITULO 6 - SÁBADO - 21 /07/1990.

Acordei mais tarde do que o normal.Ainda eram 10:03 da manhã,quando decidi descer para a sala.Vi a luz do sol,adentrar o cômodo,deixando o todo em um tom de laranja.Não resisti toda aquela cor,tive que sair para vê-la melhor.Quando abri a porta,respirtei fundo e com os olhos fechados podia sentir o calor do sol me aquecendo aos poucos.Fui abrindo os olhos devagar e vi o jornal de sábado no chão,o peguei e voltei para dentro da casa,me despedindo do sol.
Me sentei no sofá e resolvi ver quais eram as noticias do dia.Coincidentemente,ao segurar o jornal de má forma,ele caiu no chão,revelando uma página que me deixou,muito,muito furiosa.
— Mas quem vocês pensam que são? — Perguntei ao ver a matéria.Estava escrito “ Romance ou Jogada de makting?” e trazia uma foto,quando estavamos na limusine,na bendita hora em que nos olhamos.Joguei o jornal sob o sofá e sem pensar comecei a falar,alterada;
— Será que vocês não entendem?Ninguém pode se apaixonar mais?!Ah … — Parei por um instante. — Katie,está ficando louca! — Disse à mim mesma,corri para o quarto e peguei um cd que ganhei da Júlia,de bossa nova.
Voltei para a sala,coloquei o cd no aparelho de som e me deitei no sofá.A música começou a esvasiar minha mente,a calma pairava sob o ar e o silência era o meu melhor amigo.
Depois de ouvir o cd inteiro fui para a cozinha.Fiz um suco de laranja,tomei um pouco e comi um pão integral,me apressei e coloquei o restante do suco em uma pequena garrafinha.Subi e coloquei uma legging,passei pela cozinha peguei a garrafa e fui até a parte de trás da casa.Peguei minha bicicleta e saí dalí.
Não havia muitas pessoas na rua em que escolhi pedalar,mesmo sem conhece-lá bem,sabia que não era muito movimentada.Foi ótimo sentir “liberdade” outra vez,sem contar do sol,que me dava mais prazer em estar alí e ainda o vento me dando uma sensação … Inusitada,eu parecia,poder voar.
Algumas vezes o barulho dos carros atrapalhava meus pensamentos,mas eu os retomava a cada pedalada.Eu estava sem rumo,sem saber onde ia e muito menos aonde estava.Parei para pedir informação e consegui,logo,já estava em casa.Caminhei até o portão,sorrido,aquela atividade(que exigiu de muito de mim,por sinal) me fez um bem danado.Entrei em casa e automaticamente liguei os recados da secretária eletronica,enquanto lavava a garrafinha do suco.
“Katherine Rodrigues,aqui é do Hospital Saint Louis.Queremos comunicar que a paciente Izabel Rodriguês,terá alta nesta terça - feira.Obrigada e boa tarde!” — Logo que ouvi a moça dizer ” Katherine Rodrigues”,abri aquele sorriso,quantotempo que não me dirigem a palavra pelo nome da minha mãe.Só decidi “usar” o Truman na carreira e tudo mais,pois é mais facíl para os americanos pronunciarem e coisa e tal.A próxima mensagem dizia:
— Olá Katie!É o Steven,estou te ligando pois a Liz,gostaria de marcar uma reunião para a terça - feira,para que possamos acertar a papelada,pode ser?Me ligue!”
Me sentei no sofá e comecei a pensar … O que eu faria?!Claro que a papelada era importante mais … Eu havia prometido à minha mãe,que não à deixaria e eu pretendia começar mostrando isso em pequenos gestos.Depois de um tepo refletindo,liguei para o Steven.
— Alô!
— Oi Steven,é a Katie!
— Oi,ouviu minha mensagem!
— Sim,estou ligando por isso mesmo!
— E então?
— Não posso na terça.Tenho um compromisso inadiavel.
— Ahh … — Ele fez com quem desacreditou.
— Minha mãe está internada no Hospital e terá alta nesse dia.
— Ela está bem?Por que está no hospital?
— Ela está melhor agora,estava lá por uma crise de brônquite … Mas na hora,foi um susto enorme para mim.
— Imagino … Melhoras para ela tá?
— Ahh,obrigada!
— Bom,então pode ser na quarta-feira ?
— Sim … Claro,pode ser sim!
— Okay,então está tudo certo!Até quarta.
— Até quarta.Tchau!
— Tchau!
Logo ao desligar o telefone,senti um alivio e um orgulho de mim mesma.Fiquei deitada por um tempo,quando decidi dar uma limpada na casa,não demorei muito,pois a Jess sempre deixa a casa um brinco.
Depois de limpar o interior da casa,fui lavar o quintal.Joguei o lixo fora e voltei para casa.Já estava um tanto escuro.
Estava super cansada,toda suada então fui tomar um banho.Peparei a banheira,a água estava ótimo.Permaneci alí,por muito tempo mas logo saí de lá.Coloquei um pijama e fiquei deitada na cama,aos poucos o sono vinha me dominando e acabei dormindo.
Acordei assustada,estava escuro,apenas a luz da varanda estava acesa.Me levantei e fui direto para a cozinha.Fiz uma sopa que até que ficou boa.
Fui para a sala assistir alguns filmes,logo voltei para o quarto.Abri as portas da sacada,o vento soprou forte e meus cabelos voaram .Peguei minha cadeira de balanço,coloquei frente à sacada e peguei um cobertor.
Me envolvi no cobertor e me sentei na cadeira.Fiquei um bom tempo olhando o céu,as casas,ruas,tudo … Mas os pensamentos,estavam em uma única pessoa,Michael,Michael e Michael.O sono não me atrapalhou.Me levantei e peguei meu celular,que estava no criado mudo.Me sentei novamente,arrumei o cobertor e olhei a hora; 04:03 da manhã.
— O que?! — Fiquei abismada com a hora e foi assim que o sono começou a aparecer.
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Sex 18 Mar - 22:05

Capitulo curtinho e simples,mas o próximo vai compensar Wink
Beijinhos!
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Dom 27 Mar - 22:28

CAPITULO 7 - Domingo - 22/07/1990.

Acordei com o barulho que o celular fez,ao cair no chão.Peguei o e vi a hora,eram 07:02.O sol já raiava com intensidade no céu,então resolvi arrumar o quarto e descer.Tomei um yogurt,lavei a louça do dia anterior e fui para a sala.
Já estava vendo alguns seriados a algum tempo,quando toca a campainha.Caminhei até a janela,puxei a cortina e vi que era a Júlia.
Caminhei até o portão e ela entrou,logo que entramos em casa ela começou a falar.
— Eu lembrei de você e pensei … Porque não fazer uma visita surpresa? — Ela disse se juntando à mim no sofá.
— Bem que você poderia ter esses pensamentos sempre hein mana?!E a Val,por que ela não veio?
— Ela teve que ficar em casa,tá com muito dever pra fazer!
— E você deixou a menina sozinha,Júlia?
— Eu ajudei,os que eu consegui … Mas não se preocupa mamãe Katie … Ela está com a minha vizinha.
— Ué,ela é minha sobrinha,é normal que eu me preocupe com ela!
— Entendo! — Ela disse,sarcastica.
— Tudo bem? — Perguntei.
— Tudo bem sim e com você?
— Tudo ótimo!
— E o Michael?
— Acho que ele está ué! — Ela riu com minha resposta.
— Quero que me conte como foi o encontro.
— Ah,contar mais o que?!
— Tudo. — Ela disse eufórica.O telefone tocou.Atendi.
— Alô!
— Bom dia minha melhor maquiadora! — Era a voz dele,ao telefone.Arregalei os olhos e usando linguagem labial,disse à Júlia que era e ele.Ela começou a esfregar as mãos,com um enorme sorriso no rosto.
— Bom dia meu … Meu … melhor ídolo! — Disse,rindo e ele também riu.
— Dormiu bem? — Ele perguntou meio receoso.
— Demorei um pouquinho pra cair no sono,mais sim e você?
— Ahh … Então somos dois! — Rimos,envergonhados. — Lembra daquele filme que te falei?
— Lembro sim.
— Então … A sessão vai começar às 20:00,okay?
— Okay!Vamos nos encontrar lá?
— Na verdade … Estava pensando em ir te buscar.Posso?
— Claro!
— Ás?
— Acho que às 19:30 tá bom,né?
— Sim,está ótimo! — Ficou animado com a minha resposta,eu sorri ao notar o mesmo.
— Tenho certeza que será! — Eu disse,sonhando com o momento.A Júlia fez uma cara de malicia e disse: — Hum … Será o que hein?!
— Júlia! — Sussurrei,tentando repreende-la.Ela começou a rir.
— Ah,você está ocupada? — Michael perguntou.
— Não,não estou não … É só a minha irmã,fazendo graça aqui.
— Irmã?Não sabia que tinha irmã! — Ele disse surpreso.
— É … Nós crescemos juntas … Somos irmãs por isso.
— Ahhh … Como ela se chama?
— Júlia.
— Que belo nome … Pelo o que eu vejo,ela está animada com meu telefonema. — Ele disse,dando uma risadinha sem graça.
— Você nem imagina,ela tá histérica aqui.
— Manda um abraço pra ela e diz que quando for possível,iremos nos conhecer pessoalmente.
— Ahh … Pode deixar! — Disse meio pra baixo.Ele riu,timido.
— Até mais! Bom domingo!— Ele disse.
— Até mais! Pra você também!Tchau!
— Beijos,tchau! — Ele disse esperando a minha reação.
— Beijos! — Ele riu,baixinho,percebendo minha timidez.Acho que ele não estava muito acostumado á mandar beijos e também à receber,não desta maneira.
Júlia estava me olhando,esperando que falasse algo.
— Eai? — Ela perguntou.
— Ele mandou um abraço pra você e disse que quando possível,vocês vão se conhecer. — Disse colocando o telefone,de volta no gancho.
— AAAH! Não acredito,sério? — Ela disse felicissíma.
— E mais o que?
— Ele ligou para falar daquele filme … — Disse sorrindo.
— O que falaram?
— Ele vai vir me buscar,amanhã,às 19:30 … Mal posso esperar Júlia,estou tão ansiosa.
— Ai que fofo!
— Ele é muito fofo,lindo,atencioso,perfeito … Sabe,quando saimos,eu parecia estar sonhando.Um homem como ele não é real.
— Eu fico tão feliz por vocês … Faz tanto tempo que não vejo você assim … Sempre sorridente.Parece rádiante.
— Me conhece tão bem hein?!Não me sinto assim há anos Júlia … Há anos … — Voltei no tempo,lembrando do meu passado.
— Katie? — Júlia perguntou me acordando. — Tudo bem?
— Sim,tudo bem! — Respondi,sorrindo sem graça.
— Hum … E o que vamos fazer agora?
— Não sei … Ahh,tive uma idéia. — Peguei o telefone.Loguei para a casa do Michael.
— Residencia Jackson. — Era a voz da Raymunda.
— Raymunda?
— Sim,que fala?
— Aqui é a Katie.Tudo bem?
— Oi querida!Tudo ótimo e com você?
— Tudo bem …
— Pera ai que vou chamar o Michael,okay? — Ela disse,simpática.
— Ah,não precisa não … Queria falar com você!
— O que querida?
— Bem … Queria que me ajudasse … Queria a receita daquela sobremesa de anti-ontem,você pode me passar?
— Claro querida … Pega lápis e papel … — A Júlia correu até o escritório e trouxe.Ela me passou a receita,detalhe por detalhe,enquanto eu repetia para a Júlia.
— Ai Raymunda,muito obrigada …
— Que isso menina,foi um prazer te ajudar!Ahh,pode me chamar de Remy,viu?
— Ah,pode deixar Remy! — Disse rindo.Nos despedimos e desliguei o telefone.Fomos para a cozinha e começamos à preparar a torta.
Depois de ter terminado ficamos esperando que a torta congelasse,enquanto conversavamos na cozinha.
Em seguida fomos fazer o almoço,almoçamos e voltamos para as conversas.O foco delas eram sempre os mesmos,Joe e o Michael.
Logo ela teve que ir e então fiquei em casa sozinha.Fui tomar um banho ,coloquei uma roupa mais quentinha e voltei para a sala.Estava morrendo de sono.Liguei a Tv:
— Amanhã é a grande pré-estréia do filme,Ghost-Do outro lado da vida.O filme traz em seu elenco,Patrick Swayze,Demi Moore,Whoopi Goldberg entre outros.Os críticos tem boas expectativas com o filme,que traz um ótimo enrredo e é repleto de efeitos especiais. — Disse a reporter.Lentamente fui pegando no sono,até que adormeci.
Acordei eram 19:05.Estava muito frio e a janela da sala estava aberta.Fechei-a e voltei para o sofá,a Tv permanecia ligada.Passei um bom tempo assistindo algumas fitas de filmes,mas logo pedi uma pizza,estava morrendo de fome.Depois de comer,fiquei olhando para os lírios,lembrando daquele dia,com o sorriso enorme no rosto.Devagarzinho fui voltando para o sono,que me derrubou de uma vez.
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Dom 27 Mar - 22:29

Meninas me desculpem por não ter postado na sexta,é que meu irmão não deu noticias de onde ia,então eu e meu pai fomos procurando ele pelo bairro,pra depois descobrir que ele estava na Lan House ¬¬'
Mas tá tudo bem!
Se der,mais tarde eu posto o próximo capitulo.
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Sab 2 Abr - 1:10

CAPITULO 8 - Segunda-Feira - 23/07/1990.

Acordei com a Jess me chamando,pois estava no sofá e ela sabe que faço o possível para acordar cedo.Eram 6:01 e logo tomei meu café.
Ela e eu fomos arrumar a casa,foi extremamente cansativo.Ela ficou com a andar de baixo e eu o de cima.Quando terminei eram quase 10:00hs da manhã.
Me troquei e levei o carro para o lava-rápido.Foi um tanto demorado,logo quando voltei o almoço já estava pronto,almocei ao lado da Jess.Depois de almoçar nós fomos para a cozinha,lavar as louças.
Liguei para a Júlia,pedi para que ela viesse em casa e mais ou menos uns 30 minutos depois ela chegou.
— Oi maninha! — Ela disse ao chegar,toda animada.
— Oi! — Eu disse abraçando-a forte.
— Tudo bem?
— Sim e você?
— Tudo bem!Parece ansiosa,o que tem hoje?
— Ahh,nada de importante … Só vou sair com o Michael! — Disse ironica,fazendo à rir.
— Eu tinha esquecido!
— O problema é que eu não sei o que usar,pelo o que eu vi ontem no jornal,vai ser algo bem formal.
— Então vamos logo! — Ela disse me levando para fora,me despedi rápido da Jess e disse que ela poderia ir embora,posi não sabia que hora eu voltaria.
Quando cheguei no carro,a Júlia estava séria,com uma expressão pensativa.
— O que houve? — Perguntei ao entrar no carro.
— Nada! — Ela disse,tentando ser natural,mas algo estava errado.Ela não olhava em meus olhos.Segurei suas mãos e ela finalmente olhou para mim.Ela estava chorando,abracei-a forte e enquanto ouvia seus soluços.
— Meu … Meu … — Ela tentava terminar a frase,com a voz embragada.Ela deixou a cabeça cair sobre os ombros,como quem não aguenta o peso. — Meu pai morreu! — Ela falou baixinho,entridentes.Imagino como meu rosto deve ter ficado.
— Ahh,Júlia! — As lágrimas começaram à cair dos meus olhos.
— Foi ontem … Foi um atropelamento. — Ela disse levantando a cabeça e limpando as lágrimas.
— Mas por que não me ligou? Não me avisou,nem nada!
— Eu não estava em condições de falar … Eu tive que identificá-lo Katie.Foi horrível.
— Eu poderia ter ficado com você! — Ela já estava mais calma e tentamos esquecer isso por um tempo,mas a viagem foi tensa.Tentei destraí-la e coloquei uma música que resolveu um pouquinho.Resolvi não pedir que os seguranças fossem comigo.
Paramos em uma loja de vestidos de noite.A Júlia parecia animada e me ajudava à escolher alguns.Logo nos o encontramospor um ,que era iniqualável. Longo,preto,de um tecido nobre e com um detalhe abaixo do busto.



Eu achei perfeito e então acabamos levando.Em seguida fomos para uma loja de calçados,escolhemos um salto alto preto,simples,mas estiloso.A Júlia comprou um pra ela também e logo continuamos a nossa busca por jóias perfeitas.Não demorou muito para que achassemos,compramos e fomos embora.
Chegamos,a Jess estava do lado de fora da casa,brincando com a Lisa.
— Onde o Michael vai te levar? — Ela perguntou,logo que entramos.Júlia me olhou surpresa.
— Como sabia que tem a ver com ele? — Perguntei.
— Te conheço há nove anos menina … Sei tudo sobre você,filha!
Fiquei super feliz por ouvir aquilo.Sempre soube que a Jess me achava especial,mas às vezes é bom ouvir ela dizer.Júlia nos olhava sorrindo,apenas com a boca,pois estava com um olhar triste.Acho que aquela situação fez com que ela lembrasse do seu pai.
Apesar dele ter deixado a mãe dela,ele voltou um tempo depois,para tentar reconsquista-lá,mas a Grace não quis voltar para ele e mesmo assim ele não às deixou sozinhas,sempre que podia ia nos visitar.Ele sempre se preocupou com a Júlia,eles eram muito próximos.
Quando nós duas,tinhamos por volta dos 12 anos,ela vivia dizendo que eles (Grace e Ronald),voltariam,pois ele ainda amava sua mãe e ela não merecia passar por tudo que passava ao lado de Chuck (padrasto dela até hoje),mas isso não aconteceu.
Pelo o que parece,Ronald morreu amando Grace,apos à separação ele tentou se reconciliar várias vezes,mas nunca obteve sucesso,Grace era irredutivel.Além do que nunca mais namorou com ninguém ou se casou novamente,nem ao menos saía de casa.Ele saia do trabalho e ia direto vistiar a Júlia,depois voltava para casa.
Me levantei animada e levei-a para o quarto. Dividimos as compras e logo voltamos para o andar de baixo.
Nós três provamos a torta,ficou maravilhosa.Lavei a louça e logo levei à Júlia até seu carro.Ela me pediu para que eu acompanhasse,disse que a Val sentia a minha falta,mas também pude notar sua falta de entusiasmo.Não queria deixa-la sozinha então a acompanhei.Logo que entramos em casa,a Júlia chamou a para a sala.
— Val?Desce aqui! — O barulho nas escadas foi ficando mais forte,até que ela apareceu nas escadas.
Uma bela moça descia com leveza,nem parecia a menina que eu conheci.Os cabelos longos ,lisos e negros brilhavam sob a luz florecente que era produzida pela lâmpada,caiam sobre os ombros,resaltando sua face bem desenhada.Olhos grandes e marcados pelo lápis de olho,a pele linda,feito um pessêgo e um sorriso radiante.Os trazos dela haviam mudado,não parecia uma garota de doze anos,não mesmo.Aparentava ter por volta dos quinze,acho que alguns pensam até em dezesete.Eu nunca a tinha visto tão alegre e tão bonita.
— Tia Katie! — Ela disse surpresa,ao me ver alí.Correu até mim e nos abraçamos apertado. — Tava morrendo de saudade Tia!
— Eu também … Como você cresceu garota?!Faz pouco tempo que não te vejo e você jáestá uma moça! — Eu disse olhando para ela,que me olhava sorrindo.Há,como é bom ver ela bem,depois de passar por tanta coisa ruim,ainda consegue seguir em frente.Eu parei para observa-la novamente,não me cansava de ve-la tão bem,como nunca.Então vi,seus cabelos,misturados aos colares e bótons de um artista que digamos … Era um amigo meu.
— Tia … — Seus olhos formosos estavam cheios d’agua e piscavam lentamente.Ela estava um tanto preocupada e media bem as palavras. — Eu tenho uma coisa pra pedir pra você! — Ela disse segurando com força,um dos seus colares,com a imagem do Michael.
— Pode pedir querida! — Disse compreensiva.
— Será que eu … Não poderia … Conhece-lo? — Ela falou pausadamente.Olhei para Júlia,que estava no sofá,parecia estar em outro mundo,Valeria ainda me olhava atenta,àespera da resposta.
— Claro … Mas eu não posso prometer nada,você sabe que o mundo dos adultos é complicado né?
— Sei Tia! — Ela me olhou rindo,com certeza do modo como falei com ela,como se ela não entendesse,foi difícil me acostumar,com a “nova” Valerie. — Podemos conversar no meu quarto? — Ela perguntou séria.Não era necessário sair dalí,a Júlia não iria ouvir uma palavra mais mesmo assim,fomos.Ela subiu primeiro,logo em seguida,eu fui.Subi as escadas lentamente,até perceber algo estranho no primeiro quarto.A porta estava entre- aberta e pude ver a cama bagunçada.Isso chamou muito a minha atenção,a Júlia não admite bagunça.Me sentei na beira da cama,vi alguns cacos de vidro perto da cômoda.Eram de um vaso,que estava alí perto.
Aquilo me deixou intrigada,comecei a observar o quarto,perto da porta do banheiro havia um frasco de comprimidos para dormir.O frasco estava sozinho.
— Ela toma isso desde quando eu vim morar aqui … — Era aVal,estava parada na porta e vinha se aproximando,com olhar pesado. — No inicio pensei que seria por minha causa,mas … Se fosse,por que eu ainda estaria aqui?
— Por que não me contou?
— Porque pensei que você sabia! É normal para ela … Pra mim também era,mas de uns tempos para cá,ela veio exagerando,esse frasco tava cheio ontem … Depois que o vaso caiu,eu fiquei preocupada,achei que ela poderia ter se machucado,mas ela não me deixou entrar,disse que precisava ficar sozinha.Então eu não insisti,afinal,se eu estivesse no lugar dela,iria querer o mesmo,ficar sozinha,por um tempo,mas não seria minha primeira opição.
— Eu sabia que ela tava diferente! — Respirei fundo e tentei me segurar para não chorar.Ela parecia estar triste também.
— Tia não fica assim,eu sei que é difícil,mas ela precisa de nós agora!Só nós podemos ajuda-la. — Olhei para ela surpresa,parecia tão madura,tão crescida,tão forte.Ela me abraçou.
— O que queria falar comigo?
— Ahh,temos assuntos mais importantes para tratar,deixa isso para outra hora!
— Sério Val … Pode falar! — Ela respirou fundo e me olhou receosa.
— Não sei pode me entender,se vai me achar uma boba,iludida,ou uma egoísta,por pensar só em mim nessas horas,mas … Eu tenho que falar isso com alguém,não aguento mais Tia,me sinto tão boba pensando isso,sentindo isso … — Ela fez uma longa pausa e depois de deixar a cabeça cair sob os ombros,se ergueu e continuou. — Não sei se já se sentiu assim,mas eu estou aqui por ele.Nos meus piores momentos Deus me manteve viva,mas meu desejo de viver vem dele.Olha,eu sei que pode parecer loucura,obcessão ou fanatismo absurdo,mas algo me diz quevocê pode me entender e talvez possa me ajudar!Não sei como,mas acho que preciso de ajuda!
— Eu posso entender sim,mas acho que você é muito nova para se sentir desse jeito … Você ainda é uma criança Val!
— Eu sei disso … Conheço essa frase de cór.Mas … Sabe,não estou dizendo que sinto as coisas que você provavelmente sente por ele, eu acho que não o amo desse modo,mas eu sinto que o amo,mas é diferente do amor de homem e mulher … Ahh,não sei explicar!
— Desculpa,te julguei mal!
— Não precisa se desculpar … A Holly diz isso sempre pra mim,quando eu choro,quando fico triste,quando penso nele … Já tentei explicar,mas não sei … Ela tem um extinto maternal,sóquer me ver bem.
— Meu bem,quem é ela?
— Minha melhor amiga!Tem que conhece-la,ela é o máximo!
— Vou sim!
— Olha Tia,não quero que me leve à mal,só queria falar isso para alguém que pudesse me entender …
— Não vou te levar à mal querida.Eu entendo como é!Eu prometo à você,que farei o possível para que você possa ve-lo tá?
— Ah,Tia … Muito obrigada,não sabe quanto isso é importante para mim! — Ela disse me abraçando.
— Eu sei que é … Agora eu tenho que ir,mas eu prometo vir te visitar mais vezes.
— Obrigada Tia,por tudo!
Desci às escadas,deixando Val,em seu quarto.A Júlia estava do mesmo jeito,de quando subimos.
— Júlia?
— Oi!
— Eu já vou!
— Ahh,tá cedo!
— Eu sei,prometo euq venho mais vezes,para ficar mais com vocês!
— Ok! — Nos abraçamos apertado.
— Por favor Júlia,não faz besteira … Promete que não vai fazer?Promete pra mim? — Ela me olhou surpresa.
— Prometo!
— Se cuida e qualquer coisa me liga!É pra ligar Júlia!
— Pode deixar,eu ligo! — Ela esbocou um sorriso sem graça.
Saí de lá preocupada e fui embora.Logo já estava em casa,jáhavia despensado a Debbie ejátinha alimentado a Lisa.
Fui para o quarto e tomei um banho rápido,pois estava atrasada,eram 18:05 quando entrei no banho.Em seguida me vesti,arrumei o cabelo e fiz a maquiagem.Estava sentada na sala,com um pequena bolsa,que trazia meu celular,minha carteira e nada mais.
Eu não estava nem um pouco quieta,estava um silêncio mais o soar da campanhia do portão atrapalhou a sincronização da minha perna.Olhei pela janela e vi Freddy,parado no portão.Procurei Michael,ou alguma limusine,carro fort,ou uma escolta de carros pretos em frente à casa,mas não havia nenhum desses carros,apenas um lindo e charmoso Camaro 1969,preto.



Caminhei até o portão e saí.Freddy estava sem uniforme,para não chamar atenção,penso eu.Ele sorriu e cochixou.
— O Sr.Jackson está à sua espera,no carro.
— Obrigada Freddy!
Fui me aproximando do carro,devagar,olhando para o vidro traseiro,que era extremamente escuro.Eu comecei à ver em câmera lenta,o vidro se abaixando e revelando uma silhueta de uma face.Notei primeiro os cabelos,levemente ondulados,negros,escorridos como macarrão e negros como quando a Lua reflete na água do Mar.
Depois a pele branca como a neve que cai no inverno,veio à tona,me hipnotizando com sua aparencia encantadora e muito atraente.Logo apos os olhos me atravessaram,assim como fogo percorrendo a escuridão,me fazendo estremecer e mesmo assim,nossos olhos ainda estavam colados.Ele sorriu.Fingiu pigarrear para chamar minha atenção.
— Vamos moça? — Ele disse,engraçado.Apenas afirmei com a cabeça e entrei no carro.
— Você está linda! — Ele disse me olhando,sorridente.
— Obrigada!Estava com medo de errar em algo,mas vejo que,nem tanto! — Eu disse olhando-o,estava vestido com um smolking branco,extremamente elegante,me deixou perplexa.
— Nem um pouco! — Ele disse,charmoso,quase cai no estofado do banco do carro.Ele notou meu sorriso sem graça,por que eu não sei fingir?
— Ansiosa?
— Um pouco … Mas,seria inevitável não ficar assim. — Ele riu,parecia gostar da minha presença,mais do que eu imaginava.
— Fiquei sabendo da sua mãe … Ela está bem não está?
— Agora sim,foi uma crise de bronquite,mas já está tudo sob controle.Amanhã vou busca-la no hospital,ela já teve alta,graças à Deus!
— Ahh! — Ele disse,aliviado.
— Obrigada por perguntar!
— Que isso,nada melhor que saber que as pessoas que vivem ao seu redor estão bem! — Ele sorriu,meio acanhado.Depois de um tempo seguimos para o cinema.Ao chegarmos lá,estava lotado.Para todo lado em que eu olhava haviam famosos,era estranho estar alí,entre eles.
Algumas pessoas sorriam para mim com espontanidade,outras nem tanto e outras fingiam que eu não existia.Algumas só me olhavam,ou me cumprimentavam,apos ver quem me acompanhava.Já o próprio,sorria como se a sua vida dependesse disso,todos que passavam ele sorria,desejava boa noite etc.
Haviam algumas fãns que eram separadas de nós,pelos seguranças.Elas gritavam seu nome histéricamente,choravam,queria toca-lo,beija-lo.Ele foi até elas e começou à dar alguns autográfos,uma garota em especial,queria chamar sua atenção.Ela olhava para ele de um modo diferente,sei lá como,mas não era como as outras.Ela segurou seu rosto.
— Eu te amo! — Eu pude ver o movimento dos seus lábios.Senti algo estranho,uma sensação de agônia.Os seguranças tentaram fazer com que a garota soltasse,mas era como eles estivessem colados.Ele olhava no fundo dos olhos dela e então ela foi se aproximando enquanto as lágrimas corriam descovernadas pelo rosto perfeito que ela tinha.Vendo que Michael não reagia contra a garota,os seguranças o deixaram,mas seguravam as demais.
— Eu amo todos vocês! — Ele disse à elas enquanto acenava. — Me desculpe … Vamos? — Ele disse segurando a minha mão,parecia tão alegre,os fãns lhe faziam bem demais.
Estavamos nos dirigindo à entrada do cinema,quando alguém no surpreendeu.
— Eai,Liberian Boy? — Reconheci a voz,mas não poderia ser verdade.Nos viramos e a vimos … Era Whoopi Goldberg.
— Whoopi,como vai? — Ele perguntou,descendo às escadas e indo até ela.
— Estou ótima Mike e você?
— Bem … Não poderia estar melhor! — Ele respondeu olhando para mim. — Whoopi,quero que conheça a Katie.
— É um prazer conhece-la.Eu adoro seu trabalho. — Eu disse encantada,nos cumprimentamos.
— Obrigada.O prazer é meu! — Começamos à caminhar,em direção à entrada. — Espero que gostem do filme … Foi muito bom trabalhar nele.
— Estamos ansiosos para assisti-lo.Parece ser muito bom. — Michael disse,enquanto segurava minha mão,forte.Não sei se foi só eu mas notei que ele gostou de pronuciar o “estamos” e isso me deixou com um sorriso no rosto por algum tempo.Ah,como disfarçar?
Paramos onde vendia pipoca etc.
— Encontro vocês lá dentro! — Whoopi disse dando tapinhas nas costas dele e indo embora.
— Ela é um doce! — Eu disse sorrindo. — Por que ela disse “Liberian Boy”? — Ele sorriu e respondeu.
— Fizemos um video clipe juntos e o nome era Liberian Girl.
— Ah,entendi.Bem que o nome não me é estranho.
Paramos frente ao balcão,a atendente abriu um grande sorriso .
— Em que posso ajudar Sr.Jackson?
Ele sorriu e pediu um tempinho para escolher.
— O que você quer? — Ele perguntou à mim.
— Eu?
— É,você! — Ele disse rindo de mim.Sorri de volta.Meu Deus que sorriso é esse?
— Hum,pipoca com manteiga e … Um refrigerante.
— Okay.
Ele se virou para a atendente e fez os pedidos.Duas pipocas grandes,um refrigerante e antes de terminar,ficou atraido pela vitrine,lotada de doces.Logo terminou,pedindo mais algumas coisinas básicas,marshmellows,pirulitos,um pacotinho de balas e duas barras médias de chocolate.Em poucos minutos tudo chegou.Tivemos que “rebolar” para guardar tudo.Era tanta coisa,além do mais,se nós não tivessemos guardado ele não iria se controlar.Tudo acabaria em um segundo.
Estavamos caminhando em um corredor que nos conduzia até a sala.Eu ainda estava soltando leves risadinhas.
— O que foi? — Ele perguntou e logo em seguida deu uma dentada no chocolate.
— Tô lembrando da sua cara quando viu os doces!Voltou à ser criança naquela hora!Seus olhos brilhavam mais do que o normal.
Ele corou e voltou a morder o chocolate,com mais vontade do que anteriormente.Não sei se estava enganada,mas ele parecia querer me provocar e conseguiu.Eu daria tudo para ser aquele chocolate.
— Viu? — Perguntei,enquanto limpava o cantinho dos lábios dele,com um pequeno guardanapo.Ele riu acanhado.Logo entramos na sala.
— Olá Michael! — A voz suave e feminina surpreendeu à nós dois.
— Olá Demi! — Era Demi Moore,estava vestindo um vestido longo,vermelho,ela estava deslumbrante.Ela passou por nós,rápido.Sorridente e educada.
— Não creio que eu vi a Demi Moore! — Disse espantada. — Vocês são amigos? — Perguntei,tentando disfarçar,com jeito de quem não quer nada.O ciúmes não deu espaço para o espanto que rapidamente se acabou.
— Não,não somos não! — Ele disse rindo ao se sentar na poltrona.Me sentei ao seu lado,ele me olhava contente.Parece que gostou de dar explicações … Quem diria?Michael gosta de mulher ciumenta.
— Hey Patrick!Como vai? — Michael perguntou ao homem que estava sentado à nossa frente.O homem se virou e pude ver que era Patrick Swayze,o protagonista do filme.
— Hey Michael!Estou bem e você? — Ele perguntou todo sorridente.
— Estou ótimo!
— Hey,Katie! — Ele falou comigo.
— He … Hey! — Respondi surpresa.
— Aproveitem o filme! — Ele disse rindo,provavelmente da minha cara de lesa.
Virei para Michael,que se contorcia na poltrona e tampava a boca com as mãos,pois ria histéricamente.
— Oh Meu Deus! — Eu disse com linguagem labial para ele,que continuava a rir de mim.As luzes se apagaram e o filme começou.
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Sab 2 Abr - 1:12

Amanhã continuação
#bichamá haushaushaus'
Até mais meninas e mantenham a curiosidade
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Dom 3 Abr - 19:22

Continuação:

Depois que o filme terminou,conseguentemente a sala foi ficando vazia,vazia,vazia e quando percebemos estavamos sozinhos.Percebi que ele ainda segurava a minha mão com firmeza e eu ainda tinha lágrimas nos olhos.Ficamos nos olhando fixamente por alguns instantes,não havia muito à dizer.Ele acariciou meu rosto tocando levemente minha bochexa.Sua pele macia me fez arrepiar por todo o corpo.Pude ver que ele também tinha lágrimas pelo rosto.Apos um longo suspiro,me levantei da poltrona,minha vontade era de dar um abraço bem apertado nele,para sentir seu perfume mais de perto,mas não queria ser atirada,não mesmo.Mas isso não fuincionou,ele pareceu ler minha mente,me puxou para ele em um movimento agiu e leve.Me apertou contra seu corpo,como quem não ia mais soltar.Eu estava entregue,queria apenas aproveitar o momento.Ele suspirava em meu ouvido,me fazendo rir.Ele começou a rir de mim e tentou morder meu pescoço.
— Não,não … — Eu disse me encolhendo,em “reprovação”.
— Ah … Você vai ver agora! — Ele disse me fazendo cocêgas.Acabamos caindo na poltrona,ele olhou fundo,em meus olhos,passou as mãos pelos meus cabelos,ainda me olhando.Abaixei a cabeça,estava fervendo de vergonha,ele então se levantou,com um sorriso tímido e me ajudou,segurando as minhas mãos.Ele sugarava minhas mãos,enquanto caminhavamos pelo corredor,em direção à saída.
— Espere um minutinho,já venho! — Disse à ele,indo para o outro lado.
— Hum,onde vai? — Ele questionou,me deixando … Orgulhosa disso.
— Vou arrumar meu cabelo,retocar a maquiagem … Essas coisinhas … Pelo o que eu sei,você não quer uma dançarina do Thriller,ou quer? — Ele riu,um gargalhada “fatal” para mim.
— Pode ir,estarei te esperando.
— Não vou demorar.
Logo achei o banheiro.Quando voltei para o corredor ele estava lá,todo distraído,fui me aproximando e observando-o com atenção.Ele estava encostado na parede enquanto brincava com uma caneta que parecia ser sua melhor amiga naquele momento.Ele se controlava para não gargalhar com as piruetas que a caneta dava,mas algumas vezes elas vinham inevitavelmente.Fiquei arada à alguns passos longe dele,sorrindo ao ve-lo sorrir livremente.Ele parecia estar tão feliz.A caneta caiu de suas mãos e rolou até meus pés.Ele me olhou,dos pés à cabeça e fingiu pigarrear.
— Estava me vigiando? — Ele perguntou,levantando uma das sobrancelhas e caminhando até mim,suavemente.Suspirei e me abaixeipara pegar a caneta.Me ergui e o perfume dele me perseguiu.Meu Deus,como ainda amo esse perfume?Como não me enjoas?Como pode ser tão viciante desse jeito?Foi difícil me equilibrar no salto,depois de ficar estupefata com aquele cheiro maravilhoso,então ele tocou meus ombros,me ajudando à manter-me de pé,rindo do meu estado de extase. — Estava? — Ele tornou à perguntar.
— Eu deveria? — Perguntei me aproximando dele.Estavamos jogando,um vendo quem desistiria primeiro.Eu confesso que eu estava muito mais fraca no jogo,que ele.Afinal,quem aguentaria jogar com ele?
— Deveria? — Ele perguntou chegando muito mais perto do que eu temia que ele tentaria.Olhou em seus olhos,após um tempo perdida nos lábios dele,que me chamavam cada vez mais.Então encontrei um jeito de sair dalí.Comecei a rir,fingindo deboche para a pergunta dele e saí na frente dele,rebolando propositalmente.Mas ele não é bobo,sacou bem meu plano.Ele me seguiu e saímos do corredor.
Quando abrimos a porta do cinema,os flashes começaram,tais como fogos de artificio em noites de Reveillon.Rapidamente fomos conduzidos até a limusine.Ao entrarmos,meu celular caiu da bolsa.Ele estava tocando.Pedi licença para ele e atendi.
— Alô!
— Tia,me ajuda! Por favor … Tia,pelo amor de Deus,me ajuda …
— Val? — Perguntei assutada. — O que aconteceu? — Michael olhou para mim e viu que não era coisa boa.
— É a mamã… É Júlia … Me ajuda tia,por favor! — Ela estava chorando,soluçava muito e falava muito rápido.
— Ai meu Deus! O que houve com ela? — As lágrimas começaram a traçar meu rosto.Michael segurou minha mão firme.
— O que foi? — Ele perguntou assustado.
— Ela … — Valerie disse mas logo após a ligação caiu.Enteei em desespero e comecei a chorar descontroladamente.Minha cabeça estava fervendo e eu imaginava coisas terríveis.
— Fica calma,fica calma! — Ele dizia à mim.Depois que me acalmei um pouco,ele perguntou o que estava acontecendo e eu lhe expliquei o qe eu consegui ouvir.
— Ah Meu Deus! — Ele disse surpreso.
— Me leva pra minha casa,de lá eu vou pra casa dela.
— De jeito nenhum,você não pode dirigir assim … Qual é o endereço?
— Não Michael,eu vou sozinha … Não quero te meter em escândalos.
— Isso não é prioridade agora … Qual é o nome da rua?
Percebi que ele estava irredutivel.Após lhe dizer o endereço,a limusine saiu em disparada,deixando para trás todos os fotografos,que estavam a tirar fotos nossas.Durante a viagem ,por várias vezes tentou me acalmar,mas foi inútil.Não conseguia aceitar o fato da Júlia estar mal e eu não estar lá para ajuda-la.Primeiro minha mãe e em seguida a Júlia.Quem seria o próximo?E se eu não estivesse por perto novamente?
Chegamos na casa e a limusine(nada discreta) foi chamando açguns curiosos.Saí do carro e corri até a porta.Olhei para trás e ele estava comigo.Ele segurou minha mão com força e afirmou “sim” com a cabeça.Mexi na maçaneta,que para a mnha suspresa estava destrancada.Olhei a sala,mas não havia ninguém çá.Michael entrou com algus de seus seguranças,que trataram de verificar o lugar,pra ter certeza que era seguro ficar alí,um deles nos acompanhou até o quarto.Começamos à ouvir leves choramingos.O segurança abriu a porta do quarto e nós vimos.
A Júlia estava deitada no chão,desacordada e pálida.A Val estava debrussada sob o corpo da mesma.O desespero tomou conta de mim.A Val correu até nós e me abraçou forte.
— Eu fui ao parque com uma amiga,quando voltei ela já estava assim. — Ela disse entridentes.
Eu não conseguia dizer nada,apenas observava a Júlia naquele estado.Valerie correu até o pé da cama,ajoelhou-se e começou à orar,com rapidez e ríspidamente.Me aproximei da Júlia,me sentando ao seu lado no chão.Uma lágrima correu por meu rosto,meu coração parecia querer saltar do peito.
Michael falava ao celular,parecia aflito.
— Não faz isso comigo! —Disse à ela.Ao tentar segurar sua mão,vi que ela estava com outro frasco do rémedio que vi mais cedo e este também estava vazio. — Me ajudem aqui! — Pedi ao segurança.Michael chegou primeiro.Colocamos ela na cama,de brussos.Val assitia a tudo,encostada na parede,olhos atentos e expressão assutada.
— Leva ela daqui! — Pedi ao Michael.Ele saiu levando-a abraçada à ele.
— O que vai fazer? — O segurança perguntou à mim.
— Temos que faze-lá rejeitar os remédios,talvez ainda dê tempo. — Falei enquanto me concentrava.Comecei a apertar a barriga dela e o segurança me ajudava.Levou o cestinho do banheiro até a borda da cama,para que os remédios ingeridos por ela,fossem depositados alí.Após alguns minutos tentando incansavelmente,ela rejeitou os remédios,para alívio de todos no cômodo.
— Desculpa … Eu não … — Ela tentava dizer,mas estava fraca.
— Você tem que descansar Jú!Você tá melhor,só isso importa … Vou te levar ao médico. — Logo após ter fechado à boca,Michael entrou no quarto acompanhado de um senhor.
— Ele é médico … Vai examina-lá. — Michael disse,todos saimos do quarto.
— E a Val? — Perguntei à ele enquanto desciamos as escadas.
— Depois de muita persistencia ,ela acabou dormindo … —Ele disse sério.
Enquanto meus pensamentos,que se encontravam bem longe dalí,me distraiam um pouco,sentia o olhar dele sobre mim,tirando a atenção de meus pensamentos e fazendo-me questioná-lo.Olhei para ele e ele me abraçou forte.
— Tudo vai ficar bem! — Ele disse tentando me tranquilizar.Ele me fez chorar … Nunca havia me sentido tão protegida com alguém que conheço tão pouco.Ele me abraçava cada vez mais forte,me confortando…Me senti ser abraçada por um anjo.Olhei em seus olhos e ele sorriu pra mim.
— Obrigada!Por tudo! — Agradeci,encostando minha cabeça em seu pmbro e sentindo seu calor,me esquentar.
— Não deve agradecer … Faço isso para o bem de todos,mas principalmente pelo seu.Não preciso de agradecimentos,à menos que seja seu sorriso.
— Ah,isso foi tão fofo! — Disse sorrindo.
— É assim que gosto de ver você … Sorriso no rosto … Sempre!
Ouvimos passos,descendo as escadas.Eram os seguranças e o médico.Ele nos disse que ela ficaria bem,só precisava de repouso e muita água.Pedimos para que ele fosse examinar a Val e assim se fez.
Eu fui até o quarto,para ve-la,antes que o médico a examinasse.
— Val,querida acorda … — Ela lentamente foi despertando.
— Ela tá bem? — Ela perguntou assustada.
— Sim … Agora quem precisa ficar bem é você … O médico tá vindo aqui,pra saber de você! —Disse e em seguida,dei-lhe um beijo na testa.Eu ainda estava preocupada e receosa.Me levantei,caminhava até a porta quando ela me chamou atenção.
— Tia,não se preocupa,tudo vai ficar bem.Eu já tô bem,não é isso que importa? — Ela pensou por um instante e abriu um sorriso.— Cadê a tia Katie que eu conheço hein?Cadê ela?Tira essa maquiagem do Say Say Say e deixa ela aparecer tia.Me mostra ela! — Ela disse fazendo piada.O sorriso dela me contagiou e quando percebi já estava sorrindo.Saí do quarto e o médico adentrou o cômodo.
Quando eu desci até a sala,me deparei com Michael,sentado no sofá,olhando para o tempo.Era o mesmo que eu vi,quando fui a casa dele,sentado na poltrona naquele dia,com ar de solidão.Me aproximei com cuidado,para não surpreende-lo.Sentei ao seu lado.
— Onde é que esse moço lindo está,hein? — Perguntei,ele sorriu pra mim,mas continuava olhando para o nada.De repente ele vira,encarando-me sorridente.
— Eu estou aqui Oras! — Ele disse jogando um olhar sedutor sobre mim,me fazendo corar. — Como a Valerie tá? — Ele perguntou,trazendo o Michael,sério de volta.
— Ela tá melhor!Graças à Deus!
— Eu posso vê-la depois?
— Você deve … Afinal além de ajudá-la ,ela tem uma … Quedinha por você!
— Ah,elaé minha fã? — Ele pergunotu suspreso.
— Sim e muito.Reconheço que essa não foi a melhor forma para se conhecerem,mas poderam compenssar logo! — Eu disse esperançosa,ele sorriu e logo voltou para seus pensamentos.
— Sabe … Mesmo com toda essa situação ruim … Eu me senti tão bem ao levá-la para quarto e fazer com que ela adormecesse.Me senti tão feliz em poder “protegê-la”. — Ele parou por um instante. — Isso foi ridículo né?
— Não foi,não!Faz sentido … E mesmo que não fizesse,é o que você sentiu … Não precisamos de motivos ou razões para sentir tudo que sentimos … Apenas sentimos,sem explicações extras.
Ele me olhou admirado.Então logo tratei de olhar um assunto,não queria ficar babando nele,mesmo que fosse inevitável,eu ao menos tentaria ser forte. — Onde foram seus seguranças?
— Você é curiosa hein? — Ele perguntou rindo.
— Sinto muito,não posso evitar! — Ambos estavam rindo.
— Eles estão lá fora … Pode ouvir?As pessoas? — Ele perguntou levantando o dedo indicador e permenecendo o silencio,pude ouvir que haviam fãs,gritando o nome dele.
— Ah,entedi! — Disse um pouquinho sem graça.O médico desceu à escadas.
— E então Dr.?Ela está bem? — Perguntei,nos levantamos do sofa.o Médico nos olhou apreensivo.
— Bom,o susto a deixou um pouco fora de sí,no momento,mas agora ela está muito bem.Batimentos instáveis,pressão também … Mas como toda criança ou adolescente,que passa por uma situação traumática,ela precisa muito de boas,longas e compreensivas conversas,para que ela possa compreender muito bem o que houve e principalmente que ela saíba que ela não tem culpa de nada,neste caso.Ela tem que se sentir bem,com ela mesma e com todos à sua volta.Se tiverem algum problema,procurem um psicólogo.Vai ajudar bastante.
— Dr. a Júlia pode perder a guarda dela?
— Não sei,mas vocês tem que se preparar,é certo de que a assistente social vai vir aqui,afinal é o trabalho dela,analisar o bem estar do adotado.
— Muito obrigada Doutor! — Michael disse,apertando lhe a mão.
— Tenho que ir agora antes que a multidão lá fora aumente! — Ele disse dando uma piscadela para Michael.
Após a saída do médico,Michael subiu para ver a Val.
Ele estava no quarto há algum tempo,quando resolvi ver a Júlia.
Logo ao chegar no segundo andar algo me chamou a atenção.O corredor estava extremamente escuro,mas o que me chamou atenção não foi isso.Havia uma luz,iluminando uma pequena aréa do corredor.Ao parar para analisar,percebi que a porta do quarto da Val,que deixaa a luz escapar,por uma pequena fresta.
Quando percebi o silêncio estava sendo levemente acompanhando por uma voz suave,harmonioza e marcante.A voz de Michael estava ecoando por toda a casa,nos presenteando com seu talento divino.Me aproximei da porta do quarto.Michael estava sentado na cama dela,e ela estava com a cabeça apoiada em seu colo.Enquanto cantava uma versão mais lenta de Man In The Mirror,ele a observava graciosamente,com olhos atentos.
Ao perceber que ela já havia adormecido,ele parou de cantar,mas ainda a observava.Uma lágrima percorreu seu rosto,ao mesmo tempo,que também traçou o meu.Ele se levantou com cuidado e a cobriu até os ombros.Olhou para a porta e me viu.Deu um sorriso sem graça e desligou o abajur.
A escuridão ficou por toda a parte,mas a luz dos flashes,iluminavam o ambiente ,ao entrar pela janela,mas apenas por poucos segundos.Eu não podia vê-l,mas sentia-o se aproximando de mim.De repente ele me abraçou forte.Mas era diferente dos demais.Ele pousou sua cabeça em meu ombro e me apertava.Parecia pedir socorro naquele abraço,mas por que?
— Eu tenho que ir! — Ele disse tristonho.
— Tudo bem!
— Qualquer coisa … Qualquer coisa mesmo,me liga … Mas é pra ligar viu?
— Pode deixar! — Disse.Ele tornou a me abraçar. — Vou passar a noite aqui,pra ver se tudo corre bem.Além do mais que eu não conseguiria dormir longe delas,num dia como esse! — Eu disse,acariciando seu rosto.
— Melhor assim! — Ele disse,me predendo àele,pela cintura.
— Olha,eu quero agradecer,de verdade … Já sei o que você vai falar,que não precisa e tal,mas … Obrigada,por tudo mesmo!
— Se eu não dizer um “de nada” você não vai sossegar né?
— Não! — Disse rindo.
— Então tá … De nada!
— Bem melhor! — Ele riu de mim.
— Até mais!
— Até mais!
Ele logo desapareceu na escuridão.Ao abrir a porta os flashes se tornaram constantes.Mesmo depois dele ter ido embora,ainda haviam algumas pessoas,fotógrafos etc.
Caminhei até o quarto da Júlia,me deitei ao lado dela e permaneci alí.Por horas e mais horas,acariciando seu rosto,vendo-a dormir tranquilamente,como não via há anos.
Quando menos percebi já estava dormindo e perdida em meus sonhos.
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Dom 3 Abr - 19:27

Espero que não tenha ficado muito "pesado" meninas,espero que vocês entendam se eu me excedi.Além do assunto abordado ser complicado,eu sou uma escritora inexperiente.Bom espero ter agradado e desculpem qualquer coisa!
Nos vemos na próxima sexta-feira pessoas,beijinhos da bia!
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Sab 9 Abr - 1:13

CAPITULO 9 - TERÇA-FEIRA - 24/07/1990.

Acordei assustada,ainda estava escuro.Olhei no relógio,eram 4:03 da manhã.Estava ofegante e tremia.Desci para tomar um copo d’agua.
Fiquei olhando para o jardim,da parte de trás da casa.As flores pareciam dançar ao vento.Fui observando cada ramo,até que vi um de lírios … O que ele havia me dado,cheguei a plantar um dia no jardim.Não resisti,tive que ir lá dar uma olhadela.
Já estava na cadeira de balanço,na varanda,observando as flores,com atenção.
Ao parar o olhar sob os lírios,lembrei do Michael e inevitavelmente do meu sonho …
Me lembro de estar na minha casa,eu estava sozinha.A casa estava escura e vazia.O vento veio de algum lugar,que não sei.Minha camisola voou,junto à meus cabelos.
Saí da casa não havia ninguém na rua.Do outro lado da mesma,pude ver uma silhueta feminina,caída no chão.Estava virada de costas para mim,virei o corpo e vi seu rosto.Era a Val,ela estava fria com os olhos fechados.Eu fiquei apavorada.Fechei os olhos e abracei-a com força.
Quando tornei a abrir os olhos,ela não estava mais lá,eu não estava mais na rua.Estava em um cômodo sem mobilia,pequeno e estava cheio de fotografos.Todos juntos,começaram à tirar fotos,milhares delas.Eu tampava os olhos,na tentativa de protege-los da forte luz.
Estava sendo empurrada para trás e acabei esbarrando em alguém.Me virei e vi o Michael,ele estava com uma roupa de show,o famoso chapéu,a calça preta,resumindo,o traje de Billie Jean.Ele olhou para mim,tinha lágrimas pelo rosto e me olhava triste.Senti que ele estava triste comigo.Os fotografos pararam de tirar as fotos,e tudo ficou escuro,comecei a tatear o lugar à procura dele.De repente uma luz se acendeu,muito forte,à cima de nós.
Percebi que estavamos em um palco,era um show,a platéia vibrava e Michael me olhou.Ainda com o mesmo olhar,tristeza e reprovação.Ele colocou o chápeu e a performance teve início.
Algumas pessoas começaram à me levar para longe dele,eram paparazzi.Eles foram se agrupando perto de Michael,enquanto o mesmo dançava.Eles tiravam fotos e mais fotos.
Acabei ficando totalente isolada,encostada na parede.Cobria o rosto com as mãos,me dando por derrotada,eu não pude conter o choro.
Logo que as lágrimas começaram à cair,ouvi uma voz famíliar.Ao me virar,vi que era Joe,pai de Michael.
Ele me olhava com desprezo e pena.Começou à me analisar,dos pés à cabeça.
— Quando você vai perceber?Quando vai ver que você é pouco para alguém como ele?Quando?Espero que seja logo,será melhor para os dois.
— Quem você pensa que é pra falar isso pra mim,hein?
Ele sorriu em deboche e seguiu até Michael,parou atrás dele,que parou de dançar e virou-se para o pai.
Joe começou a cochixar para Michael,que logo ficou de cabeça baixa.
Cochixava,cochixava enquanto eu tentava chegar até ele,que parecia não me ver.
Quando ele levantou os olhos,me olhou triste.Eu não entendia aquilo.
Mesmo assim,não desistia,continuava as caminhar em sua direção.Depois de passar por todos os paparazzi,consegui segurar a mão de Michael,mas ele a soltou.Lágrimas escorreram por seu rosto e assim,pelo meu também.
— Por que? - Perguntei.
— Eu quem deveria perguntar isso! - Ele disse saindo dalí,ao lado de Joe.
Fechei os olhos e quando os abri,já estava acordada,no quarto.
Esse maldito sonho,se é que pode ser chamado de sonho,me tirou o sono e a paz também.O frio não estava me importunando o quanto eu pensei que o faria.
Apesar da hora,a Lua ainda brilhava,radiante no céu.Michael não me saia da cabeça de jeito algum.
Passei algumas horas alí,sentada sob a cadeira.Quando menos percebi o sol já se aproximava e o céu estava de um tom de alaranjado.
Olhei para o horizante e depois de um longo suspiro,voltei para o interior da casa.
Fui ao quarto da Júlia.Ela já estava acordada.Ela estava sentada na cama,com os lençoes e o cobertor entrelaçados em suas pernas.
Ela estava com um olhar triste,parecia decepsionada consigo mesma.
— Eu devo uma explicação! - Ela disse séria.
— Não precisa … - Tentei mudar o assunto.
— Devo sim! - Ela insistiu.
— Faça o que lhe fizer bem mana. - Eu disse,sendo compreensiva.Ela respirou fundo e prosseguiu.
— Desde que a minha mãe … Se foi,eu não consegui dormir … Então comecei à tomar algusn remédios … Depois que perdi meu pai … - Lágrimas banhavam todo seu rosto. — Tudo piorou … Eu não consigo dormir de jeito nenhum … Eu precisava de no mínimo três comprimidos,para dormir umas miseras cinco horas. - Ela disse entre um soluço e outro. — Eu não queria que isso acontecesse,eu não queria … Eu só queria dormir,deixar a realidade por um tempo.Eu sei que errei,além de tomar o remédio sem receita médica,exagerei na dose e quando percebi já estava caída no chão,sem forças. - Ela disse,voltando seu olhar para baixo.
— Não pensei que fosse isso!
— Eu sei,por isso tinha que lhe explicar!
— Não queria dizer isso agora,mas é importante … Eu não tenho certeza,mas talvez a Val vai ter que ficar uns tempos comigo. - Disse com medo,da reação dela,não queria piorar tudo.
— Acho que é o melhor à fazer,mas hoje ela fica aqui,né?
— Sim … Como dormiu?
— Sim! - Ela disse com um sorriso forçado.
— Deve ser difícil,mas vamos deixar essa tristeza de lado … Vamos fazer o café juntas?
— Pode ser!
— Vou acordar a Val e já volto! - Disse saindo do quarto.
Caminhei até o quarto dela e a chamei.Pedi para que ela nos esperasse na cozinha,pois iria chamar a Júlia novamente.Ela estava radiante,provavelmente pelo modo como adormeceu no dia anterior.
Voltei para o quarto da Júlia
— Estamos lá embaixo,se quiser aparece por lá! - Disse.
— Okay!
Logo que desci para a cozinha,encontrei a Val,sorridente,olhando para o sol.
— Eai,como foi a noite Srta.Sorriso? - Perguntei.
— Não poderia ter sido melhor! Além de dormir pertinho do Rei,sonhei que eu era a rainha. - Ela disse,ficando vermelha.
— Ah,que original! - Disse sorrindo.
— Vai dizer que todo mundo já dormiu ao lado dele?
— Ah,isso não!
— Então pelo menos essa parte é original.Tinha que ser essa também! - Ela disse com um sorriso de orelha à orelha.
Sorri do estado dela,apesar de que,quando fico perto do Michael,me sinto como ela se sentia.
— Vamos fazer o que?
— Sei lá,escolhe você.
— Hum … Eu tava pensando em ovos com bacon,mas como você e a Júlia são vegetarianas,não vai rolar!
— E se fizermos ovos com bacon pra você e alguns pães com geléia e torradas para a Júlia e eu?
— Boa idéia.
Ao começarmos à organizar as coisas,eu deixei um pouco de aveia,que estava no ármario,cair nela,que me olhou com “sede de vingança!”.
— Não Val,não … Foi sem querer! - Argumentei,mas não adiantou,ela encheu as mãos e jogou em minha direção,me acertando em cheio,bem no rosto.
Alí começou uma guerra,era aveia para todo o lado.
— Cheguei em hora ruim? - Júlia perguntou,chamando nossa atenção para ela.Me aproximei dela.
— Nunca maninha! - Disse esfregando as mãos sujas de aveia em suas bochexas.Ela riu com isso e foi quando percebi quanta falta faz o seu sorriso.
Tivemos de limpar a cozinha,elas me conhecem bem,pois me deram,apenas uma vassoura,para tirar a aveia do chão,o resto foi com elas.
Depois de fazer muitas torradas e ter os pães e os ovos com bacon da Val prontos,fomos para a varanda.Fui sem pensar duas vezes.Pensei como o Michael pensou na noite anterior.
— Ah,deixa eles verem!
Para a Val e a Júlia não fazia a mínima diferença se uma foto delas fosse parar nas revistas ou na Tv.
De início,o café estava meio tenso,com o clima bem pesado,mas também seria impossível não estar.
— Júlia,tem geléia nop seu rosto! - Disse a ela,apontado para sua boca.
— Tem? - Ela perguntou,tentando limpar.Valerie olhava atenta.
— Não tem,não! - Ela disse,olhando para o local,com olhos cerrados,tentando achar a geléia.
— Agora tem! - Eu disse passando o dedo lambuzado em sua bochexa.
Ela ficou surpresa,ainda estava de boca aberta,quando se levantou rindo,adentrando a casa.
— Só você mesmo,tia! - Val disse rindo.Fiquei observando-a.Meu Deus!Com toda a certeza eu já disse isso,mas como ela mudou.
Ela estava com uma expressão de felicidade,mas de repente mudou,ficou pensativa,à olhar as nuvens.
— O que foi? - Perguntei deitando à seu lado,olhando o céu como ela.Ela respirou fundo.
— Estou com medo,tia!
— De que?
Ela se virou,ficando de barriga para baixo,apoiou a cabeça,sob o braço e fiquei à espera da resposta.
— Eu sei que uma hora,alguém vai bater na porta,perguntando por mim.
— Como assim?
— Alguém da justiça … Eles vão quere me levar daqui,me tirar de vocês. - Ela disse com os olhinhos cheios d’água.
— Não Val … Isso não vai acontecer …
— Como sabe?Talvez amanhã eu volte para o orfanato e fique lá pro resto da minha vida?
— Não vai,não vão não … Eu não vou deixar. - Eu disse preocupada,percebi que ela estava com muito medo de voltar para lá. — Olha,eu não sei explicar,mas eu sinto,que você não vai se livrar de mim tão cedo. - Eu disse fazendo com que ela sorrisse.
— Sério mesmo? - Ela perguntou desconfiada.
— É sério … - Abracei - acom força. — Tudo vai ficar bem querida … Você vai ver.Agora vamos mudar de assunto.
— Hum … Pode ser … Quero falar do seu namorado.
— Namorado?
— Tia,sabe muito bem de quem eu tô falando,mas eu posso refrescar sua memória … Seu namorado é lindo,sexy,generoso,gentil,perfeito.
— Ah,Val! - Disse,invergonhada.
— Quando vocês vão oficializar?
— Na verdade,acho que não tem muito pra oficializar.Sabe,não é um namoro … Ah meu deus,tô conversando isso com a minha sobrinha de 12 anos. - Eu disse zombando dela.Ela riu sem graça e continuou.
— Como assim,não é um namoro?Tia,mas o que é que vocês estão esperando.
— Não sei … A hora certa,eu acho.Eu também não quero apressar nada,acho que não faz muita diferença,um anel e apelidos carinhosos.Só de estar perto dele,parece que posso tocar o céu … - Eu disse rindo de mim mesma. — Sei lá … Acho que não ligo muito para esse título … Namorada e namorado entende?Não que só falte isso para que nos tornemos “oficiais”,mas eu não ligo.Se tiver que ser,será!
— Isso foi tão … Nem sei explicar! - Ela disse com olhos brilhantes.
— Tão meloso? - Júlia disse nos surpreendendo,estava parada na porta atrás de nós.
— Tá ai à quanto tempo? - Perguntei,me levantando.
— O suficiente para ouvir toda essa fofurinha! - Ela disse apertando minha bochexa. — Vamos arrumar isso logo!
— Onde vamos? - Val perguntou pegando os copos.
— Ver sua avó. - Júlia disse pegando a cesta de frutas e a jarrá de suco.
— Sério?
— Sério! - Júlia disse,já dentro da casa.
— Ah,tô morrendo de saudades das minha avózinha. - Val disse,entrando na casa também.
— Eu também estou! - Disse para mim mesma,entrando na casa e fechando a porta,atrás de mim.
Arrumamos a casa rápidinho e seguimos para minha casa no carro da Júlia,para que eu pudesse pegar uma roupa lá,já que a Júlia é bem mais alta do que eu e a Val,mas baixa.
Quando chegamos,Jess veio nos receber.
— Katie,o que houve? - Ela perguntou me abraçando.
— Longa história Jess,me desculpa eu não ter ligado,tá?
— Ah,tudo bem … Nossa! Que alívio em vê-la bem. - Parei e pensei : “Se fosse outra pessoa,pensaria que eu teria ido dormir na casa do Michael,mas como a Jess me conhece melhor do que eu me conheço,nem precisei explicar que estava com a Júlia e a Val.”.
A Lisa veio correndo até mim,logo começou à briuncar com a Val e a Jess conversava com a Júlia.
Subi e coloquei uma calça jeans azul clara e uma blusa rosa,bem simples.Desci rápido.
— Vamos? - Perguntei.
— Aonde vão? - Jess perguntou.
— Buscar minha mãe.
— Okay,até mais tarde … Vou caprichar no almoço hoje!
— Jess,ainda são oito da manhã! - Júlia disse estranhando.
— Mas o almoço tem que sair perfeito. - Ela disse séria,como se aquilo fosse uma espécie de juramento.
— Ah,você fala como se sua comida não fosse sempre perfeita! - Val disse,dando um abraço nela,que sorriu agradecida.
Pegamos o carro da Júlia e seguimos para o hospital.Ao chegarmos fomos recebidas,com um grande e receptivo sorriso,proporcionado por Mary,a moça da recepção,que nos disse que minha mãe,já estava à nossa espera no quarto.
— Hey Iza! - Disse chamando-a.— Hora de ir! - Ela se virou para mim,sorrindo.Veio até nós e nos cumprimentou.
Saímos de lá rápidinho,com a imensa vontade de nunca mais voltar.apesar do ótimo atendimento.
Chegamos em casa e não havia nenhum fotográfo,paparazzi,curioso,absolutamente ninguém.O que me deixou super feliz e animada.Nem sei o que minha mãe pensaria e falaria,um monte de gente na minha porta.
Passamos pelo portão e a Jess veio nos receber novamente.
— Você é a famosa Jess?
— E você a famosa Izabel?
— Sim,como vai querida?
— Bem e você,melhorou?
— Sim,graças à Deus!
Todos entramos,a Val,foi direto para a cozinha,só eu se o quanto ela gostava da comida da Jess.
— Valerie Sharon,pode voltando aqui! - A Júlia disse firme. — Pode tratar de ir lavar às mãos mocinha!
— Ah,tá … Já ia esquecer. - E subiu para o segundo andar,correndo pelas escadas,há quanto tempo não via aquela cena.
Jess nos chamou para almoçar e então subi,para chasmar a Val.Ela estava quietinha,sentada no chão,de costas para mim.Me aproximei e vi que el segurva uma pelúcia,que por sinal era muito bonita.Uma baleia.
— Onde conseguiu isso Val? - Perguntei amigavelmente,enquanto me ajoelhava,para ficar perto dela.
— Aqui.
— Onde?
— Na caixa. - Ela apontou para debaixo da cama,haviam duas caixas,uma estava mais para perto e a outra …
— Você gostou dela?
— Sim,é linda não é?
— Sim,é linda … E agora é sua.
— Sério?
— Sério meu bem …
— Obrigada Tia! - Ela disse, me abraçando e em seguida descendo às escadas.Percebi que só o exterior mudou,ela ainda era uma criança.Desci logo atrás.
Depois do almoço,estavamos no sofá,Val estava sentada no chão,frente à Tv,jogando video-game.Júlia,Jess e a mina mãe,estavam conversando.
— Tia,cadê aquele jogo de destruir as pedrinhas?
— Não tá na estante?
— Não,já procurei.
— Vou ver l´-a no quarto.
Subi correndo,puxei a caixa debaixo da cama,para meu azar,puxei a caixa errada.Acabei achando algo ,que mesmo depois de tantos anos,não queria encontrar.


Querida Katie,
Eu temia que este dia chegasse,mas mesmo assim ele chegou.Não importa o quanto eu mude,o quanto eu peça perdão,o quanto eu tente,será inutil,tudo mudou não é mesmo?Tudo dentro de você mudou.
Os meus erros e defeitos fizeram isso à você e eu não consigo ver outra coisa à não ser você de volta,você voltando para mim.
Mesmo depois de todo esse tempo,continuo sentindo … Devo parecer um idiota mais … De que isso importa agora?As coisas não poden piorar …
Desde aquela noite,aquela maltida noite … Como eu não consigo esquecer aquela noite …
Continuando … Desde aquela noite eu estive … É como se eu estivesse … Estivesse dividido,como se eu tivesse perdido uma parte de mim.
Sabe do que eu sintia falta e ainda sinto?É de você,dos teus beijos,dos seus toques,do nosso amor,do teu sorriso,do teu olhar … Não sabe o que eu seria capaz de fazer,para ter você de volta,para poder ter você comigo de novo,para nunca mais te perder,mas …
Eu sei que eu errei e me arrependo amargamente disso,mas,eu quero que saiba que eu agi por puro medo de te perder e que não vou desistir de você.
Logo,vamos nos encontrarmos para resolvermos tudo isso e para que você volte para mim.
Eu te amo.
Ass: Jared
P.S.: Por favor,me mande noticias,não fuja de mim novamente,tá?Sabe que eu não te machucaria.


— Mas machucou e eu pensei que não o faria! - Eu disse olhando a carta com resentimento.
— Falando sozinha? - Era minha mãe.Guardei a carta e me sentei na cama.Ela se sentou ao meu lado.
— Só pensando alto. - Disse disfarçando.
— Hum … E como vão as coisas?Está tudo bem?
— Claro!
— A Jess me disse,que você não dormiu em casa ontem … Espero que …
— Não é o que tá pensando … Dormi na Júlia ontem e não pude avisar à ela … Tivemos um problema lá …
— É ,qual?
— Ah … - Deitei a cabeça no colo dela e comecei à pensar.
— Filha,o que houve?
— Lembra quando … A Grace … faleceu?Naquela época a Júlia começou à tomar uns remédios,pra dormir … O pai dela faleceu também,ontem,num acidente de carro.Ontem eu estava com o Michael,quando a Val me ligou … Estava desesperada … Quando chegamos l´[a,ela estava desacordada,no chão do quarto … Foi horrível.
— Meu Deus!
— Por um momento,eu cheguei a pensar que eu à perderia.
— Ah filha! - Ela me abraçou.
— O que mais me preocupa nessa história é como fica a Val … Ela tá com medo mãe e sinceramente,eu também.Tenho tanto medo que ela volte para o orfanato.Ela é uma menina tão boa,não merece voltar para lá.
— Se Deus quiser,tudo vai dar certo!Tudo vai dar certo!
— Ai mãe,assim espero.Ela não pode voltar para lá.
— E não vai.Vamos fazer o possível pra que ela fique bem,conosco.Você vai ver filha …
— Obrigada mãe!
— Vamos descer?Já preciso ir!
Logo elas já tinha ido embora e eu estava sozinha em casa.Jess játinha ido embora e eu já tinha ligado para Debbie, avisando que ela não precisaria ir trabalhar,o que já tinha virado um rotina.
Desci,jantei e estava quietinha,enrolada nos cobertores,após um longo banho,quando o telefone tocou.
— Alô!
— Katie,levaram a Val!
— Como assim? - Perguntei,trocando de roupa rápido.
— Eu … Eu não sei … Depois do jantar … Era uma assistente social … Disse que levaria porque … Teria que ter certeza que era seguro,que ela ficasse … Comigo! - Ela dizia chorando,compulsivamente.
— Mas … Não é assim … Não podem fazer isso,não mesmo … Júlia,fica calma,eu tô indo pra sua casa agora.
— Tá!
Desliguei o telefone,peguei o celular e corri pra o carro.
Chegando lá,a casa estava toda escura,havia apenas uma luz acesa.Bati na porta e esperei,até que ela me recebeu.Me abraçou e desabou à chorar.
— Como pude fazer isso com ela?!Primeiro eu à tiro daquele lugar horrível e depois ela é obrigada à voltar para lá … Por minha culpa!Que Deus me perdoe … Como sou negligente. - Ela chorava bastante.Seu coração estava extremamente descompassado.
— Meu Deus Júlia!Se acalma,por fvor! - Disse fechando a porta e levando-a para a cozinha.Preparei um copo de água com açucar,que ela bebeu rápido.Eu tentava acalma-la mas não conseguia fazê-l,também estava desesperada.
— Júlia,eu prometo que Val vai ficar bem e que ela não vai passar muito tempo por lá. - Eu disse acariciando seus cabelos.
— Premete mesmo?
— Proemto! - Ela me abraçou forte.Ela tentava manter o pocuo de calma que havia conseguido,mas já estava perdendo o controle quando meu celular tocou.
— Quem é ? - Ela perguntou.Olhei no painel.
— É o Michael!
— Então atende logo mulher! - Ela disse limpando as lágrimas.
— Alô! - Atendi como quem não sabia quem estava na linha.
— Oi Katie! - Ele parecia alegre. — Senti sua falta hoje!
— Oi Michael,mas já? - Brinquei com ele.
— Seria de se surpreender se eu dissesse não,não é?Tudo bem? - Ele disse tímido.
— Tudo sim! - Não queria mentir,mas meus problemas são meus e ele com o coração bom que tem iria querer ajudar mais do que pode. — E você?
— Também … Que tal sairmos hoje hein?Um restaurante,uma festa … Que tal?
— Ahh,desculpa Michael,mas eu não … Não tô muito bem!
— O que houve?Você parece abalada,triste … O que fez você ficar assim?
— Uma assistente social … Levou a Val.
— O que?!Mas … Mas … - Ele pensou por um tempo,fiquei calada,me controlando para não chorar. — O que aconteceu?Como foi?A Júlia está bem e você? - Ele perguntava aflito.Fui para a varanda.
— Depois do jantar … A assistente chegou e à levou … Estava em casa,quando a Júlia me ligou,quando cheguei aqui ela me contou tudo.
— Santo Deus!Sabem para qual orfanato ela foi levada?
— Orfanato Cheasser.
— Mas … Fica fora de Los Angeles!
— Michael,eu disse à ela … Disse que eles não iam levá-la e levaram … Não sei o que fazer,mas não vou deixa-la naquele lugar,vou traze-la de volta,o mais rápido que eu puder.
— Tenho bons advogados … Podemos ver um meio de recuperar a guarda.
— Ah Michael,é muito gentil da sua parte,mas não podemos aceitar,eu acho que você está se sacrificando demais nessa situação.Amanhã mesmo vou procurar … - Eu dizia,mas ele de um modo educado,me interrompeu.
— Não Katie … Não estou me sacrificando demais,nem de menos.Eu quero ajuda,a Val precisa disso,não posso ficar vendo isso,de braços cruzados.
— Obrigada! - Já estava chorando.
— Ah Katie.Não fica assim … Tudo vai ficar bem.Não chora.
— Fico imaginando como ela deve estar … Como deve se sentir naquele lugar … Ah Deus!
— Katie,logo vamos busca-lá,isso nã vai durar muito.Fica calma! - Ele parecia preocupado.Respirei fundo,buscando forças.
— Agente marca pra outro dia tá?
— Okay … Fica bem viu?
— Farei o possível!
— Boa noite!
— Boa noite!
— Durma bem,beijos!
— Beijos!
Desliguei o telefone,me despedi da Jpulia e fui direto para casa.
Já havia chegado há algum tempo,estava vestida com uma camisola de seda,preta,na altura das coxas.Vendo Tv,pois não estava nem um pouco com sono.
A campainha da porta soou.Peguei o penhoar,que estava no sofá e me dirigi até ela.
Olhei pelo olho mágico e era um rapaz,trazia uma pizza nas mãos,estava de boné e uma jaqueta bem grande.Abri a porta.
— Pois não? - Perguntei analisando-o.
— Foi daqui que pediram uma pizza de queijo? - O rapaz perguntou,ainda de cabeça baixa,olhando para o papel que trazia acima da caixa da pizza.
— Não,me desculpe! - Disse fechando a porta.Parei e pensei: “ Como é que ele passou pelo portão?”.Abri a porta novamentee o rapaz ainda estava lá,parado,imóvel.
Ele levantou a cabeça,revelando sua face.Era o Michael,deu um sorriso largo e insistiu.
— Tem certeza que não foi daqui? - Ele perguntou voltando sua voz ao normal.
— Meu Deus! - Disse puxando-o,para dentro antes que algum vizinho o visse.Ele riu. — Me desculpe o mal jeito é que … A “poira” está baixando agora e se te virem aqui,vai voltar muito pior! - Disse tornando à fechar aporta.
— Ah,tudo bem!
— É … Fica à vontade! - Disse toa sem graça.Ele tirou a jaqueta e a colocou sob o braço do sofá.Estava com uma blusa fina,branca que tinha uma abertura na parte da góla e uma calça preta,jeans,apertada demais,para uma pessoa tão fragil como eu,”desfrutar”.
— No telefone pude notar que você não estava bem,então resolvi te fazer uma surpresa.
— Quase me matou do coração … Aliás … Como passou pelo portão? - Disse me sentando no sofá,ao lado dele.Ele me olhou discretamente e respondeu num tom sedutor (o que não era nada difícil para um homem,que traz a raiz da sedução no sangue que corre nas veias):
— Você deixou ele aberto sabia? - E além do tom sedutor,ele disse levantando uma das sobrancelhas,ficando extremamente irrestível.
— Ahh,viu como eu tô doida?! - Disse jogando meus cabelos para trás.Ele sorriu.
— Não sei se você já jantou,ou se está com fome,mas pensei que você gostaria de dividir uma pizza comigo!
— Mas é claro! - Disse me levantando e caminhei até a cozinha.Peguei alguns pratos e quando me virei,o vi parado na porta,me observando,mordendo os lábios.Quando viu que eu estava olhando,se apressou para”agir”.
Ele se aproximou devagar e ficou em minha frente.Se esticou sobre meu corpo e pegou dois copos,no escorredor,que estava atrás de mim.Estavamos muito próximos e nossa respiração estava começando à ficar ofegante.Ele voltou um passo para trás,me olhando fixamente.Se virou e saiu em direção à sala.Pude ver um sorriso,de orelha a orelha,em seu rosto.Naquele instante percebi que ele ainda estava jogando,o mesmo jogo da noite anterior.
Me recompuz e o segui.ele estava sentado no chão,com o mesmo sorriso de anteriormente.
— Minha idéia não era comer aqui,mas pensando bem … Sair da rotina é bom! - Disse me sentando frente à ele,que ainda estava com aquele boné,que o deixava extremamente lindo.
A televisão desligou sozinha,o que significa que era mais tarde do que eu pensava ser,por sinal o tempo havia passado rápido demais.
Já haviamos terminado de comer a pizza e estavamos no sofá,tomando sorvete.Eu estava distraída até que percebi ele me olhar.Olhei para o chão,eu realmente não queria parecer fragil,mas como esconder isso dele?
— Nem preciso perguntar no que pensa!Eu não posso entender … Você realmente pensa que ela vai ficar lá?! - Ele perguntou calmo,tentando me confortar e tranquilizar com suas doces palavras.
— Eu não sei … Isso não começou agora! - Eu disse,deixando a taça de sorvete na mesinha de centro.
— E quando começou? - Ele perguntou,repirei fundo e respondi.
— Há muito tempo,eu já deveria estar acostumada,mas … - Parei,deixando a cabeça cair sob os ombros,mergulhando nas lembranças.
— Katie … - Ele segurou a minha mão. — Me diz o que houve … Talvez eu possa ajudar! - Olhei para ele,ele estava realmente preocupado comigo.
— Eu não sei se você já se sentiu assim,mas … É como se tudo à minha volta fosse se desfazendo,pedaço por pedaço … E eu não posso fazer nada … Sabe,eu tento ser forte,tento não ceder,mas quando eu vejo … Já estou derrotada e não há mais nada à fazer! - As lágrimas correram por minha face,mas eu logo tratei de limpa-las.Não tive coragem de olhar para ele.
Estava me sentindo inútil,fraca e descontrolada.Ele segurou meu queixo,levantando meu rosto e olhou em meus olhos.
— Você é forte Katie,eu sinto isso.Você tem muita força guardada dentro de sí,só precisa deixar fluir … Deixe fluir Katie … - Estavamos próximos,pude sentir seu hálito,passar por minhas bochexas.Ele foi levemente se aproximando de mim,meu corpo inteiro parecia tremer,mas não era um tremor qualquer,este parecia nascer da mina alma e desaguar em meu exterior.
Nossos lábios se tocaram com suavidade e ficamos repetindo este mesmo movimento sucessivamente,até que ele segurou minha nuca com uma das mãos e me puxou para ele.
Ele me sentou em seu colo,já nos encontravamos ofegantes e um beijo mais ousado teve início da parte de ambos.
Ele posicionou as mãos em minha cintura,eu puxava seus cabelos com cuidado,mas o desejo estava presente em cada movimento nosso,por mais delicado que fosse.
Ele abriu meu penhoar e viu minha camisola,fez um biquinho muito sexy.Passeou com a mão por todo o comprimento da minha coxa,parando sob a calcinha.
Meus braços estavam entrelaçados sob os ombros dele e eu comprimia os lábios na tentativa de desfarçar os gêmidos,o que era inevitável.Uma das mãos em minha coxa e a outra,me fazendo arrepiar,explorando as minhas costas.
Ele estava prestes à me despir,quando eu praticamente dei um pulo,saindo de seu coolo e fechando meu penhoar.Fiquei de pé,olhando a expressão dele de suspresa.
— Não posso fazer isso.Eu … Ainda me sinto um pouco … - Ele tocou meus lábios,fazendo calar-me.
— Não precisa se explicar … Não foi pra isso que vim até aqui … Eu peço desculpas.
— Ah,não precisa se desculpar … Quando um não quer,dois não beijam! - Disse fazendo piada para cortar o gelo (ou apagar o fogo?).Ele riu acanhado e veio em minha direção.Me abraçou forte e sussurrou em meu ouvido.
— É sério me desculpa … Por você eu espero o tempo que for preciso. - Me apertou com força.Sorri para ele,como um agradecimento.
— Tenha uma boa noite! - Ele disse passando a mão em meus cabelos.
— Você também! - Eu disse puxando-o para mim,pela cintura,como sempre quis fazer.Ele me olhou surpreso e nos beijando,levemente.
— Provocar não vale! - Ele disse,com os lábios colados aos meus.
— Provocar?Mas quem está fazendo isso? - Eu disse mordendo o lábio inferior dele,que sorriu malicioso.
Me abraçou mais uma vez,me envolvendo em seus braços de um modo que nunca fui abraçada.Pegou a jaqueta,vestiu-a e saiu da casa.
Fiquei na janela,vendo-o entrar no carro da pizzaria e sumindo na rua escura.Caminhei até o centro da sala,recolhi as louças que alí estavam e depois de lavá-las fui para o quarto.
Tentei dormir,mas era em vão,eu apenas rolei na cama até às 4:00 da manhã,que foi quando o sono me pegou.
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Sex 29 Abr - 23:19

CAPITULO 10 - QUARTA-FEIRA - 25/07/1990.

Estava na sala de espera,minhas pernas tremiam demais.Jasmine me olhava sorrindo,com ar de aprovação.
Depois de um bom tempo alí,Steven apareceu pelo corredor,me chamou e eu logo me prontifiquei.
No caminho para a sala de reuniões,ele me explicara que a Liz não poderia me receber,mas que o “caso” estava em boas e experientes mãos.Não entendi muito bom,mas logo que chegamos,minhas dúvidas foram esclarecidas.

Na sala de reuniões :

— Bom,a Elizabeth foi informada do interesse do Sr.Jackson em contra-la para que a Srta. Trabalhasse com ele, então entre eles,decediu-se que … Você fizesse a escolha. - O homem sério e de cabelo grisalho,que se encontrava em minha frente,disse firme.
— Ah,mas … Mas … Agora? - Eu disse meio constragida,mas meio assim,feliz.Meu Deus,nunca pensei que eu pudesse escolher entre eles.
— A decisão tem que ser tomada imediatamente,para que possamos encontrar uma nova maquiadora para quem não possuir o contrato com a Srta. - Ele continuou,me observando com desprezo.
— Mas será que não tem algum acordo,alternar,não é possível? - Steven retrucou,com o homem que falava sem parar.
— Infelizmente … Não! - O home estava irredutível.Steven virou-se para mim e sussurrou.
— É Katie,terá de escolher!Esse aí é firme feito pedra,não vou conseguir negociar com elel,ainda mais que,de certo modo,ele tem razão.A decição é sua! - Ele disse.Pensei por um instante.
—Pois bem,nestas circunstancias … Assinarei o contrato com o Sr.Jackson. - Disse séria,mas estava relutante por dentro.Eu queria ter uma certa experiencia com a Liz,para poder trabalhar com o Michael,mas tive que pensar rápido,rápido demais.O homem me fitou satisfeito.
— Obrigado por vir Katherine Rodrigues! - Não sei se estou certa,mas eu senti ele dizer meu sobrenome latino,com um certo desprezo e deboche.
— Foi um prazer “negociar” com o senhor! - Disse deixando a sala,ao lado de Steven.
— Nem liga viu?Ele é assim mesmo!Casaca de ferida com todos aqui … É mesmo uma pena que não poderá trabalhar conosco. - Ele disse,com um jeito amigavel.
— Ah,tudo bem … Quem sabe um dia né?!
— Sinto muito que fizeram você escolher,deve ter sido uma difícil decisão,é que seria impossível trabalhar com os dois.Sabe disso não é?
— Sim,eu entendo … É foi difícil,mas já que u teria que decidir … Bom,nos vemos por ai.
— Nos vemos por ai!
Saí de lá pensativa.Será que fiz a escolha certa?E se o relacionamento com o Michael acabasse mal,como poderia trabalhar ao lado dele?
Entrei no carro e diriji em silêncio.Ao chegar em casa,Jess me esperava lá dentro,na sala.
— Adivinha quem ligou? - Ela perguntou sorridente.
— Não sei … Quem? - Disse,caindo no sofá.
— O Michael!
— O que ele disse? - Perguntei me levantando do sofá.
— Ele não deixou recado,mas disse que ligaria mais tarde.
— Como ele estava?
— Parecia feliz e entusiasmado.Vem coisa boa por ai Katie,pode esperar que vem.
Eram 9:34 da manhã e logo cedo eu já tinha despensado o Lerry e sua trupi,deixando Isaac desapontado.
Estava ouvindo rádio,coincidentemente tocava T.W.Y.M.M.F.,quando o telefone tocou,abaixei um pouco o volume do rádio e atendi.
— Bom dia,flor do dia!
— Bom dia chefe!
— Ahh … Você já soube? - Ele perguntou com um jeito moleque.
— U-hum,me fizeram escolher,entre você e a Liz e você.
— Hum,deixe-me ver quem você escolheu … - Ele disse sem graça.
— Dormiu bem? - Perguntei receosa,queria saber se ele passou pela mesma isonia que eu.
— Sim,os poucos minutos que consegui.
— Ah,então somos dois … Só consegui pregar os olhos lá para às 4:00hs da manhã.
— Nossa … Eu só tirei alguns cochilos pela … - E bocejou. — Manhã.
— Pelo jeito eu dormi um pouquinho mais do que você … Como está conseguindo se manter em pé? - Perguntei esfregando os olhos.
— Ah,não sei … Porque estou falando com você.Acho que isso é bem melhor do que dormir. - Ele disse rindo.
— Ah,por enquanto né?Que você tá no Standby,quero ver daqui a algumas horas,vai cair em qualquer lugar e depois sóvai acordar dolorido. - Eu disse rindo e ele soltou uma gargalhada.
— Eu liguei porque … Estava pensando,que tal se almoçarmos juntos,mas tarde você pode acertar todos os papéis,pode ser?
— Ah,claro,onde vamos? - Perguntei anciosa.
— Surpresa,ah,traga roupa de banho,okay?
— Pra quê?
— Sem mais perguntas … O motorista pode ir te buscar à 11:00?
— Sim,pode sim.
— Então,até daqui à pouco.
— Até.
— Beijos!
— Beijos! - Ele riu tímido e logo desligamos.
Escolhi um vestidinho florido,violeta e rosa,na altura dos joelhos e de mangas medianas.Coloquei um casaco,mais dois vestidos e um par de biquinis em uma pequena mala.Joguei meu celular lá dentro,sem me importar com ele.
Avisei a Jess,que ela estava dispesada pois ão saberia que horas eu estaria de volta.
Eu já estava vestida,de banho tomado e com a pequena mala pronta,ao meu lado,quando um carro parou frente ao portão.Nem ví a hora e saí “correndo” com a mala na mão,até o carro.
Quando ví quem saiu do carro,o espanto tomou conta de mim.
— Ja … Jared! - Disse deixando a mala cair no chão.Rápido,tentei sair dalí,masele me puxou.
— Volta aqui! - Ele disse puxando meu braço com força.
— Me solta,me solta Jared … Por favor. - Pedia tentando fugir dos braços dele.
— Não,você vai me ouvir primeiro … Como pôde fazer isso comigo,Katie? - Ele perguntava me apertando contra o portão.
— Fazer isso o quê?Você vai me dizer que não mereceu?Vai me dizer,que estava certo,é isso mesmo? - Eu disse nervosa,sem medir o perigo.
— Me diz logo,eu quero saber o por que.Eu te amei mais que tudo,te amei mais que a mim mesmo e você … Você fugiu de mim,me deixou,eu quero ouvir da sua boca,por que você me deixou?
— Você sabe o que você fez,sabe muito bem … Eu não preciso te relembrar.Me deixa ir agora!
— Eu sei que eu errei,mas eu pensei que me amasse,pensei que você me daria uma chance,de mostrar que eu mudei.
— Quantas chances eu te dei,hein?E quantas vezes você falhou,me mostrou o Jared que eu não conhecia e ainda não conheço?Hein,me diz você agora?
— Eu sei,mas você poderia ter me dado notícias,mas ao invéz disso,me deixou sem saber nada sobre você,nada.Como acha que fiquei?
— Para de se fingir de coitado Jared,pra quê eu mandaria notícias hein?Pra acontecer isso?Pra você vir atrás de mim,pra tirar satisfações?
— Pro seu azar,eu não precisei das suas notícias.Na Tv,nos jornais,nas revistas … - E jogou uma revista de tablóides,no chão. — Então é assim?Você saiu do Colorado,pra vir pra essa cidade maldita e me trocou por aquele monstro? - Ele disse com sangue nos olhos.Não me aguentei e acabei dando um tapa na cara daquele cretino.
— Nunca mais fale isso,quem é você para julgar um inocente? Você é um ignorante mesmo,seu estúpido … - Eu dizia enquanto as lágrimas de raiva escorriam pelo meu rosto.
— Quem você pensa que é?Sua vagabunda ! - Ele disse pronto para me bater,enquanto me srgurava com a outra mão com força.Um homem apareceu e afastou Jared de mim.
— Não pense que acabamos,Katie … Você ainda não perde por esperar! - Ele disse em tom de ameaça,sendo levado para o seu carro,pelo homem que apareceu.
— Você está bem? - O homem perguntou.
— Si … Sim! - Disse vendo o carro do Jared,saindo em alta velocidade. — Obrigada!
O homem saiu mais disse que se houvesse qualquer problema,eu poderia gritar,porque ele estava alí por perto,agradeci mais uma vez e depois que ele saiu,deixei-me escorregar pelo portão.Quando dei por mim,já estava no chão,sentada no chão,chorando.
As lágrimas eram inevitáveis,a imagem de Jared,era a unica coisa em minha mente e assim,sucessivamente comecei à me lembrar do passado.Como ele mudou tanto?E tão de repente?
Chorava sem parar,pois por sorte,os paparazzi já haviam deixado a minha casa e a rua estava vazia.Meu braço doia muito,percebi que ele estava roxo,rápido,coloquei o casaco,mesmo de baixo daquele sol.Era importantissímo que Michael não me visse naquele estado.Voltei paa meus pensamentos e lágrimas,quando ouvi um barulho de carro,não ousei olhar.Então ouvi passos se aproximando de mim.
— Jared,por fav … - Disse levantando o rosto,mas percebi que não era Jared,era o Freddy,o motorista do Michael.Ele me olhou assustado,parecia preocupado.
— Srta.Rodrigues,está tudo bem ? - Ele disse se abaixando e olhando para mim.
— Sim … - Disse limpando as lágrimas rápido,mas seria impossível esnconder que nada estava bem,estava tudo indo mal,mal demais para mim.
— Tem certeza Srta.?
— Tenho sim Freddy ! - Ele me ajudou a me levantar e então puxou uma venda,preta do bolso frontal de seu uniforme. — Pra quê isso?
— O Sr.Jackson pediu para que a Srta usasse .
Então ele me vendou e me conduzio até o carro.O caminho para o desconhecido foi torturante,as vezes,eu pegava algumas lágrimas escorrendo por trás da venda,limpava-as rápido,no intuito de que Freddy não as visse,não como viu antes.Eu tentava lembrar do Jared que conheci no passado e tentava associa-lo com o Jared que abordou-me no portão.Ele estava realmente irreconhecível.Eu tentava esquecer da dor que sentia em meu braço,que parecia latejar.
Depois de muito tempo,dentro daquele carro,finalmente e porta se abriu,senti uma leve brisa passar por mim e uma mão macia tocar a minha.
— Como foi a viagem? - Era a doce voz de Michael,me acalmando instantâneamente.
— Longa!
— Prometo que valerá a pena! - Ele disse tirando minha venda,lentamente.
Eu não podia acreditar no que via.Estava frente aos portões de Neverland.
— Meu Deus! - Eu disse boqui-aberta.
— E então,vamos conhecer o rancho?
— Claro! - Disse sorridente.
Logo na entrada havia um lindo e gigantesco gramado,em um tom de verde vibrante,entrava em enorme contraste e harmonia com o tom pastel da casa.Havia milhares de árvores,que decoravam os arredores do enorme lugar.O sol ainda ainda estava fraco,mas mesmo assim,Michael estava com um guarda-cuva,para proteger-se dos raios.
Caminhavamos pelo grande jardim e meus pensamentos longiquos,como é de se esperar.
— Katie?
— Ah … Oi!
— Não ouviu uma palavra não é?Onde é que meu anjo está com a cabeça hein? - Ele me abraçou forte.
— Ai! - Eu disse,pois meu braço doeu.
— O que foi? - Michael perguntou sabendo que algo estava errado.Tentei disfarçar,dizendo que não era nada e tentando mudar de assunto.Mas ele não é nada bobo,o que eu já sabia muito bem. — Hum! - Ele disse me olhando desconfiado. — Vem,quero te mostrar um lugar.
Ele me carregou no colo,parecia não fazer muito esforço,eu sou mais baixa que ele e não passo dos 60 kilos,deve ter sido facíl me carregar,um homem forte como ele … (uiui)
Ele foi me conduzindo até uma espécie de “capelinha”,mas era diferente,meio custumizada.Haviam muitas almofadas,espalhadas,pelo grande colchão laranja,que forrava o chão do lugarzinho bem ajeitado.Ele me desxeu de seu colo,me deixando livre para bisbilhotar por lá.Bem próximo da lí,havia uma mesinha,com suco,bolo,alguns biscoitos,parecia que tudo estava milimetricamente organizado.Ao me dizer que ele mesmo quem arrumou o lugar,fiquei radiante,aquilo era para mim.Não podia acreditar,só podia ser um sonho.
— Então,quer dizer que você gastou um tempão né moco?Pra fazer isso tudo para mim! - Perguntei me afundando em meio as almofadas,macias e aconchegantes.Ele deixou o corpo cair ao meu lado e me olhou sorridente.
— Tempo gasto não é tempo perdido … Ainda mais para você! - Ele disse passando o braço pelo meu ombro.Ficamos nos encarando,olhando nos olhos dele,naquele momento,eu pude ver,o como era,diferente e ótimo,estar ao seu lado.Era inesplicável.Ele me puxou para mais perto,fechei os olhos e senti alguns leves raios de sol,passar pelas coberturas finas de tecidos transparentes,que estavam pendurados no teto da capelinha.Ele começou a me cheirar,passando seu nariz por todo o meu pescoço,até a minha orelha.Voltei a abriri os olhos e encarando o novamente,acariciei-lhe o rosto.Ele passou seu dedo indicador,por toda a minha boca,de um lado para o outro,lentamente,fazendo com que eles se abrissem.Logo caí na besteira(besteira,sorte ou taradice?) de olha-lo melhor.Os cabelos caídos sobre os ombros,pele branquinha,boca vermelha e chamativa(porque será né?) e olhos brilhantes e expressivos(ou só eu conseguia desifrar o que havia por de trás daquele olhar?).A blusa vermelha cobri a regata branca,que era fina e transparente me levando ao delírio.
Enquanto eu o olhava,ele foi passeando a mão pelo me corpo,acariciava minhas costas,logo em seguida cintura,me apertava com força e pegada.Era muito bom.Ele não “passou dos limites” (Ah,por que não?Aposto que eu deixaria lalala’).
Ele foi lentamente,juntando nossos corpos,com movimentos suaves,me puxava para ele tão hipnotizantemente,que eu nem percebia.Ele me puxou,fazendo com que eu deitasse sobre ele,mas meu braço não me deixou pensar em outra coisa,que não fosse a expressão de raiva do Jared.
Rápido me levantei,me sentando ao lado dele.Fiz grande esforço para não chorar,enquanto ainda lembrava daquela imagem terrível.Michael se aproximou,tirou uma mecha de cabelo do meu rosto e sorriu.
— Já volto … Pode ficar à vontade.Não vou demorar muito.
— Okay! - Respondi vendo-o distanciar-se,em direção à casa.Olhei para o céu e respirei fundo.Vi algumas flores alí por perto e então me levantei.Caminhei até elas.Me sentei no chão,sentindo a grama penicar-me as pernas,fazendo-me rir.Comecei a olhar as flores,eram de todos os tipos,todas as cores,todos os perfumes.Eram todas lindas,únicas e perfeitas.
Não sei por quanto tempo permaneci alí,mas pouco não foi,senti alguém sentar ao meu lado,com um enorme guarda-chuva(quem será?KKKK’).
— Uma flor, por mais simples que seja não perde sua essência de flor;
Por mais simples que seja, continuará sempre sendo uma flor.
Ainda que o tempo passe apressadamente, não conseguirá fazer com que uma flor seja destruída.
As flores na realidade são indestrutíveis, são eternas.
Elas simplesmente cedem seu lugar às sementes;
Sementes que germinarão, dando lugar a novas plantas;
Plantas que darão novas flores;
Novas flores que se eternizarão em outras novas flores, que por si encherão de sentido todas as vidas que as rodeiam. - Michael disse,observando um grande ramos de rosas.Fiquei impressionada.
— Que lindo,você que inventou?
— Lí,em algum lugar e não consigo lembrar agora! - Ele fez uma carinha de desentendido,tão fofa.Deu vontade de morder aquelas bochexas (E quando não dá? uiui). — Vamos entrar ? O sol já está ficando forte para mim ! - Ele disse fazendo bico.Não tinha como resistir.
— Ah,okay! - Ele me ajudou a levantar e fomos para dentro do palácio.Meu Deus,como era enorme,acho que me perderia apenas no banheiro de lá.
Ele me mostrou um pedacinho de lá,uma sala linda,toda de madeira,tinha alguns quadros,ele gosta bastante de arte.Eu estava encantada,no meio do passeio,fomos interrompidos.
— O almoço será servido em cinco minutos ! - Uma voz familiar disse,me virei e constatei o que já imaginava,era Elle,a garota que me olhou torto,no dia em que visitei a casa de Michael em Los Angeles.Ela me olhou com a mesma expressão que dá ultima vez,mas pareceu que desta vez,havia uma pontinha de desgosto em sua face.Sorri para ela,com meu melhor e mais irônico sorriso.Ela retrucou o sorriso,com sarcasmo,como em deboche e saiu rebolando.Ah,que raiva dela.Michael me olhou com o canto dos olhos e deu um sorrisinho leve.
— O que foi? - Perguntei,analizando um dos quadros,enquanto fazia cara de séria.
— Nada ué! - Ele disse segurando o risso.
— Hum,sei … - Disse com pose de mandona.
— Sargento Katie,podemos nos retirar para o almoço? - Ele perguntou me segurando,longe do chão.Ele ria feito criança,ao ver minha cara de medo de cair.
— Vamos soldado!Está esperando o que? - Eu disse quando ele me soltou.
— Você! - Ele disse me prensando na parede e me dando um leve beijo,molhado,quente e extremamente apaixonante.E saiu,me deixando alí,parada na parede,sem ação.Comecei a rir daquela cena.Ele pareceu realizar um sonho quando me beijou,saiu todo todo,alegrinho.Só ele mesmo,para me fazer esquecer os problemas.
Remy nos recebeu na sala de jantar,como sempre,muito atenciosa e gentil.Almoçamos,num ar descontraído.Pareciamos estar mais à vontade,com a presença um do outro,era bom isso,era muito bom.
Após o almoço,fomos dar uma voltinha pela parte de trás da casa,estavamos em um pequeno Jeep,ele dirigia.
Paramos em um local,onde havia uma enrme jardim,muito parecido com uma floresta.Ele desceu do Jeep,me seduzindo como sempre,estava de óculos e o seu inseparável chápeu.O sol do meio dia,ainda não havia nos deixado em paz e assim,ele e o guarda-chuva estavam sempre juntos.Ele perguntou se eu gostaria de ficar por alí,para ver a paissagem,respondi que sim.
Ficamos sentados em uma pequeno banco,observando o balançar das àvores pela brisa suave e fresca.Havia uma grande àrvore que nos cobria,então Michael pôde deixar o guarda-chuva por um instante.Tirei o casaco,esquecendo da grande mancha em meu braço.Quando me lembrei,ele já tinha à visto.
— Meu Deus!O que foi isso Katie? - Ele perguntou assustado.
— Nada não … - Eu disse tentando cobrir.
— Não adianta negar … Sei que tem algo errado … O que houve? - Ele perguntou sério.Me calei,não sabia o que dizer. — Eu sei que você tem algo para me contar,mas esta calada,parece ter medo de falar … Quando fui até a casa,falei com o Freddy,ele me disse que te encontrou chorando frente ao seu portão,mas não sabia porque … Ele também disse que você o chamou de Jared …
Respirei fundo.Eu não poderia mentir para ele e mais menos ou mais tarde ele teria de saber.
— Foi o Jared quem fez isso … - Disse baixinho. — Ele é meu ex namorado … - Eu disse com vergonha.
— Mas,como foi?O que aconteceu pra ele fazer isso? …
— Isso tudo começou à uns 4 quatro anos … Trabalhava de vendedora,fazia curso de maquiagem e estava no final da faculdade de moda … Quando o conheci … Jared Boldwin Thompson … No começo era um mar de rosas mas depois … Ele começou à beber,beber,beber … Não parava mais.Com o vício,veio o ciúme … Ele não confiava mais em mim … Teve uma noite,em que ele chegou tarde demais,eu estava o esperando,como sempre fazia,para ajuda-lo … Mas,ele estava nervoso,começou a dizer umas coisas sem sentido,me xingou de tudo quanto era nome … - Parei,lembrando da cena daquela noite,estremeci. — Foi então que ele me bateu … - Eu disse baixando a cabeça. — Eu estava na casa da minha mãe,mas ela não ouviu,eu saí de lá e ele também.Fui direto para a delegacia,fiz um boletim de ocorrencia,mas nada deles resolverem.Então decidi me mudar,morar sozinha,não dar trabalho e muito menos arriscar a minha mãe.Mas ele acabou me encontrando,me mandou uma carta e eu saí daquela casa em menos de 12 horas,não sabia e nem sei do que ele é capaz.Foi quando as coisas começaram a melhorar,conheci a Jess,que me ajudou muito,a Júlia,minha irmã,veio morar para cá.Tudo estava indo maravilhoso,até que ele apareceu hoje e me fez isso … - Não consegui me conter,as lágrimas escorriam sem parar.
— Tudo vai ficar bem Katie,você não está sozinha dessa vez … Eu vou fazer o que for preciso,para deixar ele longe de você … Você confia em mim?
— Confio.
— Então fique tranquila,tudo irá se resolver.Eu prometo.
— Obrigada,por tudo … Por se preocupar tanto assim comigo … Você é um anjo.
— Sou?Eu acho que não hein?! - Ele disse levantando uma das sobrancelhas.Em seguida me puxou para perto dele,me abraçando forte.Baixei a cabeça,estava morrendo de vergonha.Como eu pudê ser tão burra e acreditar no que Jared se fez?
— Agora vamos esquecer isso okay?Que tal irmos ao parque?
— Parque?
— Sim!
— Mas não vão te ver?
— Sei lá,mas o parque é meu! - Ele disse rindo.
— Seu,tem um parque aqui? - Perguntei abismada.
— Tem sim! - Ele disse orgulhoso.
— Então vamos lá moço! - Eu disse puxando ele pelo braço.Não queria ficar toda chorono,ou chata,eu estava alí para aproveitar,eu não estava em momento de lembrar das coisas ruins,aquele momento era nosso,apenas nosso.
Ele então me levou para conhecer o Carousel(Carrossel),Bumper Cars(Carrinho de Bate-Bate),Sea dragon(Barco Viking),Swings(Chapéu Mexicano),Zipper(parecido com o Over Loopi) e por ultimo Ferris Wheel (Roda Gigante).O sol estava quase se pondo,quando Michael pediu para que o operador,parasse,fazendo com que ficassemos lá em cima,vendo o sol ir embora.
De início,perguntei se ele poderia ficar sob o sol e ele me respondeu que sim,já estava fraco.Ficamos alí,em silêcio,observando aquela linda vista.De vez em quando,eu o olhava,desfarçadamente e também sentia seus olhares tímidos sobre mim.
Logo que descemos,voltamos para dentro da casa,Remy havia nos chamado,disse que tinha um lanche delicioso,preparado para nós.Ao chegarmos,vimos que o lanche estava pertinho da piscina.Nos sentamos e comemos.A tristeza realmente havia me deixado e ele também.Estava tão energico,alegre,sorridente.Fiquei encantada com seu modo de agir,de falar,de me tratar.Simplesmente incrível.Após o lanche,subimos para seu escritório,um lugar nada modesto.Tudo era luxuoso,uma beleza de se ver.Esse homem tem um ótimo gosto,dá até orgulho de ver.
Ao passar pela porta de entrada da casa,senti me olharem,mas não era Michael,ele estava me guiando,então parei,sem chamar atenção dele e olhei para o lado,era a cínica da Elle.Ôh mulher chata e incoveniente.Ainda me olhava daquele jeito de falsa amiga,com um sorrisinho amarelo estampado na cara pálida.Estava com os cabelos louros e longos,presos para trás,com um enorme coque,assim como quando à conheci.Sua vestimenta era um típico uniforme de criada.Nada que lhe destacasse,o uniforme era comprido,o que não deixava um pedacinho de pele(ou carne)aparecer,mas não escondia a verdade,seu corpo parecia ser bonito.Remy chamou por ela que correu para dentro da cozinha,como se nada tivesse feito.
Continuei seguindo Michael,agindo como a loira aguada,fingindo que nada tinha se passado.Entramos no escritório,ele fechou a porta.
— Você se encomoda em esperar um segundinho? - Ele perguntou segurando o celular.
— Não,claro que não! - Disse me levantando e indo para a outra parte do escritório,que mais parecia uma biblioteca.Fechei as portas de lá e comecei a ver que livros ele lia.Havia um,sobre uma espreguiçadeira de couro marrom: "Bons Tempos Aqueles...", de Irving Wallace.
— Hum!Parece ser bom!
— É sim! - Era ele atrás de mim.
— Meu Deus! Já fez o que tinha que fazer?
— Já sim,tive que ligar para o meu agente,ele que vai finalizar os detalhes com você … É que não entendo muito disso e se fizer algo errado ele me mata. - Ele disse rindo.
— Sei como é! - Disse rindo também.Nos sentamos e ficamos à conversar sobre o livro.Não demorou muito para o agente de Michael chegar e a loira aguada ir avisar.
— Okay Elle,pode deixa-lo entrar! - Michael disse,ao ouvir a voz irritante dela,nem ao menos se virou para a mesma,ele ria para mim.Minhas piadas abençoadas,sempre saindo na hora certa.Nos levantamos ao ver o homem adentrar o cômodo.Era alto,cabelo castanho claro,com alguns grisalhos,era magro,estava bem vestido e tinha uma cara de um bom amigo,conselheiroe compreensivo.
— Katie,esse é Clint Stefoff. - Michael disse sorridente,parecia feliz.
— Prazer em conhecer Clint! - Disse apertando-lhe a mão.
— Prazer em conhecer Katie! - Ele disse sorridente.
Em seguida,sem mais delongas,fomos tratar de negocios,eu podia bem,tratar de uma conversa dessas sozinha e assim mesmo que foi.A “reunião” não demorou muito,foi rápida e objetiva.Desci,pois além de já termos resolvido o contrato,estava morrendo de sede e percebi que Clint que ria ter um tempo a sós com Michael.Fui até a cozinha,onde não havia ninguém,mesmo acanhada,peguei um copo no armário e coloquei agua.Enquanto bebia ouvi a voz da loira aguada.
— Tadinha! - Ela disse em tom de deboche.Me virei,encarando-a séria.
— O que você disse querida? - Perguntei irônica.
— Nada não! - Ela respondeu grossa.
— Ah!
Nesse momento Remy adentra a cozinha,pela entrada dos fundos.Olha para nós receosa e desfarça a preocupação.
— O jantar já está quase pronto queria,vá para a copa. - Ela disse deixando uma grande quantidade de rosas na mesa.Elle pegou um punhado e começou a tirar as folhinhas do caúle.
— Ah,okay … Vou chamar o Mike! - Disse melosa,provocando a lambisgóia,que caiu feito patinho,só vi ela fazer cara de dor e a Remy reclamar,que não era a primeira vez que ela não tinha cuidado e se feria com os espinhos.
Quando eu ia subir as escadas,eles já estavam descendo.Michael convidou Clint para jantar conosco,mas o próprio negou,disse que estava cheio de coisas para resolver,documentos para analisar,essas coisas e se foi.
Michael e eu jantamos e em seguida,ele queria me levar para conhecer o Neverland Amphitheater ( Teatro de Neverland),mas já estava escuro,não poderia ficar lá por muito tempo.Ele fez uma carinha triste,mas realmente não poderia ficar,ainda tinha que falar com a Júlia,ter notícias da Val,eu precisaria de muito tempo para fazer mais um monte de coisas,a noite ainda era uma criança.
— Exatamente a noite ainda é uma criança! - Ele disse tentando me convencer.Fiz cara de chata. — Okay,você não tem escolha! - Ele disse me segurando no colo e me levando até a parte exterior da casa,parando bem perto da piscina,enquanto ouvia os meus protestos.
— Olha,não faz isso … Não faz! - Eu disse,ao ver ele,com aquele sorriso de garoto sapeca,mas ele me soltou,pena que,eu caí.Fez aquele barulhão,ele ria demais na borda da piscina.
— Ah,você precisava ver,caiu muito engraçado. - Ele dizia entre uma gargalhada e outra.Se abaixou para segurar minha mão.
— É mesmo?Ah,que coisa né?!Que bom que posso compartilhar! - Segurei sua mão firme.
— Hum,como assim?
— Assim ué! - Eu disse rápido,puxando o para dentro da piscina. — Aposto que o meu tombo,não foi tão engraçado quanto o seu. - Eu disse rindo.
— Ah,você vai ver! - Ele disse tentando me alcansar,infelizmente (ou felizmente?) ele conseguiu,porque me prendeu na borda. — E agora? - Ele disse me olhando com aquele olhar que só ele tem,que só ele sabe usar,enquanto mordia o lábio inferior e me prensava com as mãos em minha cintura.
— E agora você quem sabe! - Eu disse me aproximando dele,à ponto de beija-lo,mas parei,para ver sua reação.Ele me olhou,sedento e se aproximou.Me afastei e virei-o,fazendo com que trocassemos de lugar,ele estava na prensado agora.Aproveitei para fazer com ele,o que ele fez comigo,passava as mãos pelo seu corpo,super,ultra,mega (gostoso?) definido e durinho.Ele sorria do meu modo de tentar provoca-lo,nada convincente.Ao olhar para cima,a maldita da Elle estava à nos espionar,do escritório.Disfarcei e o beijei,com todo o a minha vontade que estava guardada.E depois me afastei dele,saindo da piscina,enxarcada.
— Ah,não,volta aqui benzinho! - Ele disse sorrindo.
— Não posso,estou começando à ficar com frio … E já devo estar atrassada. - Caminhei até uma das espreguiçadeiras,onde tinham algumas toalhas.Ele saiu da piscina e pegou uma toalha.
— Ah,você adora me provocar não é garota?! - Ele perguntou me abraçando por trás e sussurrando em meu ouvido.
— Eu?Quem disse?Sou um anjo,nunca faria isso com alguém. - Disse me virando para ele.
— É,mas comigo faz! - Ele disse bicudinho.
— Ahh,não se decepsione amor,sempre tem o dia de amanhã. - Eu disse brincando com seus cabelos molhados.
— Tem razão,um dia da caça,outro do caçador. - Ele disse se aproximando e puxando meu lábio para sí.
— Isso é uma ameaça amor? - Disse relutante à um beijo.
— Claro que não amor … É só a lei do retorno. - Ele disse rindo de mim.
Em seguida entramos,para nos secar,ele foi para seu quarto e me disse onde eu poderia tomar banho,antes de ir para casa.Minha pequena mala,já estava por lá.Tomei um banho rápido e gelado(Por que será?).Coloquei um dos vestidos que tinha levado,o azul.


Desci e Michael estava me esperando,ele disse que me levaria,eu disse que não seria preciso,mas ele insistiu(e quem recusaria?).Ele me conduzio até o carro em qual cheguei.Entrou e seguimos para a minha casa.A viagem de volta foi tranquila,no caminho,iamos falando sobre coisas cotidianas,ele fez o possível para que nada que eu visse,ou ele dissesse,ou visse,me lembrasse momentos ruins e funcionou bastante.
Nem percebemos quando o carro estacionou e Freddy subiu o vidro entre o motorista e os passageiros.Michael me olhou sério.
— Qualquer coisa,me liga,eu tô falando sério.Me liga!
— Eu ligo sim.
— Você sempre diz isso e nunca liga. - Ele disse bicudo.
— Então se sentir que precisa ligar,me liga,tá?
— Como eu vou sentir?
— Vai sentir ué!
— Mas como?
— Desse jeito! - Me aproximei e o beijei.
— Huuuum,sério? - Ele perguntou me olhando bem de pertinho.Eu ri daquela cara linda de sempre,peguei a pequena mala e tentei sair,mas ele me puxou de volta.
— Boa noite amor! - Ele disse dengoso.
— Boa noite amor! - Eu disse dando um selinho e saindo.
Entrei em casa,estava morta de cansada,subi tirei o vestido e joguei a mala no chão.Caí na cama,sem ver mais nada.
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Sex 29 Abr - 23:30

Olá,como foi a páscoa de vocês?
Espero que tenha sido tão ótima quanto a minha!
Bem,eu voltei e trago,mais um capitulo para vocês


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CAPITULO 11 - QUINTA - FEIRA - 26/07/1990.

Bati na porta e esperei alguns instantes.Logo fui atendida.
— Filha! - Minha mãe disse ao me ver parada alí.
— Oi mãe. - E nos abraçamos.
Ao entrar,fui recebida com bolo e chá,tem coisa melhor?
— Me diz … Tá tudo bem? - Ela perguntou,segurando minha mão e sorrindo.
— É … Em partes.A situação anda complicada,mãe … A senhora não imagina o quanto.
— O que aconteceu?
— A Val voltou para o Orfanato.Isso tá acabando comigo,mãe … Só não digo que eu tô pior que a Júlia,porque faz um tempo que não falo com ela.
— Acho que estamos na mesma. - Ouvi a voz dela,me virei e a vi na porta.Nos abraçamos forte e a conversa teve início.Estavamos tentando achar um jeito de tira-lá daquele lugar,quando eu contei o que o Michael disse,sobre ajudar com os advogados dele.
— Sério?Mas como?O advogado pode ser dele,mas a guarda,tem que ser para uma de nós,não é mesmo? - A Júlia disse.
— Ah,eu não sei,não entendo nada sobre esses assuntos,só sei,que lá ela não vai ficar,de jeito nenhum.
— Vamos visita-lá Katie?Preciso ver como ela está.Não me aguento de tanto aperto no coração.
— Então vamos,também preciso saber como ela está … Quer ir conosco mãe? - Perguntei.
— Não posso minha filha,mas estou esperando uma visita.
— Muitos pretendentes Dona Izabel? - Júlia perguntou fazendo piada.
— Que isso menina! - Ela respondeu sem graça.Nos despedimos dela e seguimos para o Orfanato.Ainda eram 9:00hs da manhã,quando caímos na estrada,rumo ao Orfanato que ficava fora de Los Angeles.
Ao chegar lá,os seguranças pediram nossas identidades e uma senhora veio nos perguntar o que faziamos alí.Ao explicarmos,quem estavamos procurando ela fez uma cara de dó e nos coduzio calada até um pequeno quarto,dentro do Orfanato.
— Ela está assim desde que chegou. - A senhora disse e abriu a porta,vimos ela encolhida no canto da cama,com os olhos fechados,enquanto segurava o colar que trazia a foto do Michael.Meu coração apertou,ao ve-la daquele jeito,como pude deixar que ela ficasse alí?Sozinha e com medo?
— Val ! - Chamei-a com a voz embargada.Ela abriu os olhos e nos viu na porta,correu até nós e nos abraçou.
— Eu sabia que viriam! - Ela disse sorrindo.
— Mas meu bem,não é hoje que você vai conosco okay?Estamos organizando isso ainda. - A Júlia disse levemente,tentando não desaponta-la,mas para nossa surpresa,ela não ficou triste.Abriu um grande sorriso e continuou.
— Tudo bem,eu espero o quanto for preciso e cá entre nós,sei que vocês tem grandes aliados,não é tia? - Ela pergunta dando uma piscadela,para Júlia,que sorri,surpresa,assim como eu.
— Ah,é?Eu não sabia! - Me fingi de boba.
— Eu o conheço bem,apesar de não conhecer pessoalmente,ou melhor,quase né?! - Enquanto dizia,olhava para o céu,com cara de boba,provavelmente lembrando do dia em que ele a fez dormir. — Mas qualquer um com cérebro,saberia identificar a pessoa maravilhosa que ele é,mas como eu disse,qualquer um com cérebro e também coração. - E fechou a cara,deveria estar falando dos tablóides.
— Tem razão Val! - A Júlia disse compreensiva.
Em seguida a senhora,que nos acompanhava,nos conduzio até uma pequena área,para que pudessemos conversar mais à vontade.Depois de mais algum tempo alí,fomos embora,a Júlia foi pra sua casa e eu pra minha.
Já passavam das 20:00hs,eu estava de bobeira em casa,vendo Tv,quando meu telefone tocou.
— Alô!
— Katie!
— Annie,amiga,você sumiu!
— Você quem sumiu sua doida,o Louis me disse que anda dispensando eles muito cedo também …
— O Louis?Então quer dizer que vocês estão …
— Sim,é,eu admito,foi rápido demais,mas,do que importa,eu gosto dele e pelo o que eu vi ele gosta de mim,porque não?
— Você é maluca Annie,tô falando sério!
— Ah,isso eu sei … E o carinha do Billie Jean?
— Ele tá bem.
— Tá,acho que você não entendeu minha pergunta … E você e o carinha do Billie Jean?
— Sua boba … Ah,as coisas estão … Como posso dizer …
— Pegando fogo?
— Annie! - Disse sem graça.
— Mas eu tô mentindo?
— É … Não,não tá mentindo.
— Eu sabia,mas vocês …
— Não,ainda não … Sei lá,eu tenho que me sentir segura,como você já sabe,eu tenho medo de …
— De se machucar,eu sei,mas acho que já tá mais do que na hora,de você soltar as rodinhas da bicicleta Katie … O que foi que eu falei,quando cheguei aqui?Quando agente se conheceu?
— Falou que tinha saído do Brasil,porque tinha se entregado,mas não ligava para o fato de ter se enganado afinal …
— Feridas se curam.
— É,você tem razão Annie.
— Se acontecer qualquer coisa,agente vai numa balada e procura porum bofe chamado Curativo.
— Sua palhaça …
— As vezes,agente precisa se entregar amiga,se não,vai viver sempre presa no seu mundidnho,com medo das pessoas lá fora.Agora,pode tratando de pensar,em como seduzir aquele homem maravilhoso. - Fingi pigarrear,aquele “homem maravilhoso”seria meu. — Desculpa amiga,é o impulso.
— Sei,o Louis sabe desses seus “impulsos”?
— Claro,ôh se sabe!
— Meu Deus!Vou desligar amiga,tô morrendo de fome e caindo de sono.E você vai tomar um banho frio.
— Ah,com um namorado igual ao Louis?Banho frio não existe mais “benhê”!
— Annie,Annie,você não tem jeito mesmo!
— Eu sei,agora tenho que desligar amiga,só te liguei para contar as novidades e saber das tuas.
— Okay amiga,temos que marcar de nos ver mais,tenho tanto a falar ainda,que tal no domingo?
— Perfeito,no sábado eu descanso do passeio de sexta,que eu terei com o Louis,então,até domingo.
— Até amiga!
— Beijos!
— Beijos,tchau!
Desliguei o telefone,jantei rápidinho e fui dormir.
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Sex 29 Abr - 23:35

Fim do capitulo 11
Gostaram?
Pois é,acho que notaram,uma mudança na formatação do texto,mas precisamente,no tamanho do capitulo.Bem,estou editando os capitulos antigos e em breve (não tenho uma data certa ainda),pedirei a autorização do Admin para excluir este tópico e deixar-me preencher um novo,ou entrarei na fila novamente,para postar a versão re-editada,com o conteúdo melhorado,correção de erros,diminuição do tamanho dos capitulos ... Essas coisinhas,que é sempre bom melhorar.
Fiquem ligados
Até próxima Sexta-feira.
Beijinhos Da Bia ;*
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Sab 7 Maio - 23:10

CAPITULO 12 - Sexta - Feira - 27/07/1990.

Depois de ligar para os seguranças, avisando que eles não precisariam ir trabalhar, estava conversando com a Jess, quando recebi um telefonema.
— Alô!
— Oi maninha, tudo bom?
— Júlia, tudo ótimo mana e com você?
— Tudo bem também ... Vamos almoçar juntas?
— Claro, onde?
— Pode ser naquele restaurante francês?
— Pode sim.
— Então nos vemos lá.
— Okay! Até mais.
— Até! Tchau.
Desligamos e eu segui para o restaurante, que fica à poucas quadras do trabalho dela.
Cheguei e ela já estava lá, vestia um grande casaco de camurça, preto, com um cinto enorme na cintura, num tom de vermelho bem vivo. Uma calça jeans escura, colada no corpo, delineando suas curvas bem desenhadas.
Entramos e nos acomodamos em uma mesa ao fundo.
— Fazia um bom tempo que não vinhamos aqui. - Ela disse olhando em volta.
— Tem razão ... Aqui tá mudado, não é?
— Muito ... Estava fazendo o que em casa? - Ela perguntou.
— Aproveitando o tempo livre, acho que vai ser difícil ter algum, daqui à pouco.
— Ah, é mesmo? - Ela perguntou surpresa.
— É ... Acho que já na segunda-feira começo à trabalhar com o Michael.
— Ah, sério? Olha a sua carreira decolando, hein?
— Ah, eu não aceitei trabalhar com ele pela carreira ... Claro que é inevitável, que minha carreira melhore e tal, mais o maior motivo não foi esse ...
— Sei disso ... - E suspirou.
Fizemos os pedidos e eles logo chegaram. Comemos, conversamos mais um pouco, pagamos e saímos. A Júlia voltou para o trabalho e eu para casa.
Ao chegar, vi um carro estacionado frente à casa.
— Por favor, que não seja o Jared!
Me aproximei do carro, que ainda estava quente.
— Bú! - Uma voz doce e ligeiramente suave, disse, chamando minha atenção.
— Ora! Então é você quem está aí, se escondendo? - Perguntei para aquele anjo, que me olhava sorridente, por trás do vidro escuro do carro.
— Vem cá! - Ele disse me puxando para dentro do automóvel.
Me deu um beijo demorado, deliciosamente apaixonante.
— Uau! Parece que não nos vemos a tempos. - Eu disse, enquanto ele me olhava sorrindo.
— Concordo,estava morrendo de saudades.
— É mesmo?
— É ... Por isso vim te buscar ... Quer passar esse final de semana em Neverland ?
— Hum ... Não sei, você vai estar lá? - Perguntei brincalhona.
— Claro, ficar longe de você é difícil, sabia? - Ele disse dando beijinhos leves à cada palavra.
— Eu que o diga. - Disse beijando-o delicadamente. — Já volto, vou pegar minha mala ... Entra comigo!
— Tá okay! - Ele disse sorridente, pegou um bigode falso, um boné e uma blusa larga e saiu do carro, me acompanhando.
— Jess!
— Oi! - Ela gritou da lavanderia.
— Vem aqui! Temos visita.
Quando ela adentrou a sala, a surpresa tomou conta de sua face.
— Não creio! É ... Você mesmo? - Ela perguntou com olhos brilhantes. Michael sorriu tímido e acentio com a cabeça. Ela se aproximou dele e pediu lhe um abraço. Eles ficaram conversando, a Jess corria sorridente, da cozinha para a sala, oferecia água, café, bolo, doces ... Nunca a vi tão animada.
Preparei minha mala rápidinho, troquei de roupa e desci. Dava para ouvir de longe as gargalhadas do Michael, enquanto a Jess contava as peripécias de Anita, sua netinha de 5 aninhos.
— Vamos? - Perguntei ao descer as escadas. Ele me olhou surpreso e sorriu.
— Vamos! Foi um prazer te conhecer Jessica. - E a cumprimentou.
— Pode me chamar de Jess. - E sorriu feliz.
— Então, Jess ... - Ele disse abraçando-a.
— Até segunda Jess, fica bem e qualquer coisa me liga. Se o celular estiver desligado, liga nesse número ... - Disse deixando um papel na mesinha.
— Tá querida, ligo sim ... Divirtam-se!
— Obrigada ... Tchau!
E fomos para o carro, Freddy colocou minha mala no porta-malas e seguimos, rumo à Neverland. Durante a viagem trocavamos beijos, carinhos ... Foi ótimo.
Ao chegarmos fomos recebidos pela Remy e pela loira fingida,a Elle.
Fomos almoçar e depois pegamos um jeep para que eu pudesse conhecer o resto de Neverland.
Paramos no cinema de lá, que é enorme. Assistimos " O Vento Levou ", foi maravilhoso. Em seguida fomos para o ponto mais alto dalí e ficamos vendo o pôr-do-sol.
— Tenho novidades sobre o caso da Val ... - Michael disse, deitando-se de bruços.
— Sério? - Perguntei esperançosa e me deitei ao seu lado.
— Sim, semana que vem, os advogados entraram com o pedido de adoção.
— Ah, que maravilha … e ela vai ficar mais quanto tempo lá?
— Não sei ao certo, mas, não passará de messes, mais precisamente não passa de cinco messes, se tudo correr bem.
— Ah, não posso acreditar ... Você é demais Michael! Não sabe o quanto isso significa para nós. - Eu disse o beijando.
— Que isso Katie, é meu dever ajudar vocês. - Ele me fez rolar pela grama, me fazendo rir. Parou sobre meu corpo e me olhando fixamente, disse:
— Você é tão linda! - Sorri tímida e disse:
— Você que é lindo Michael, por fora, por dentro ... Você é apaixonante,seu irresistível! - E dei lhe um beijo molhado e ardente, que foi correspondido com carinhos, por todo meu corpo.
— Tá calor, né? - Eu disse olhando pra ele, que gargalhou.
— Tá mesmo ... Que tal um sorvete?
— Huum, seria ótimo.
— Então, vamos! - E me puxou pelo braço, me conduzindo para o jeep.
Ele me levou até o Nestle Lounge(tent).


O item 17 do mapa.

Nunca comi tantas guloseimas na minha vida, Michael parecia uma verdadeira formiga em um açucareiro. Sorvetes, balas, chocolates e mais um monte de doces, nos encheram pela tarde.
Voltamos para mansão já era tardezinha,o sol já havia partido e as estrelas que iluminavam os céus. Ao ver a piscina, não resisti, teria de pular nela, e Michael teria de me acompanhar, já que não era dia, ele não poderia recusar.
— Já volto! - Eu disse.
— Okay! - Ele respondeu ao me ver entrando na casa. Passei pela sala e pude ver a Elle,nos espionando. Ah,vou adimitir que era ótimo “atiçar” aquela falsária.
Coloquei um biquini e desci.
— Gerônimoooo! - Gritei e cai na piscina. Ao me levantar, pude ver a cara do Michael de surpresa, estava boquiaberto e todo encharcado. — Vem pra cá! - Chamei-o.
— Ah, eu tô gripado, da ultima vez em que fizemos isso, a noite não terminou bem pra mim … Tive febre, sabia moça? - Ele disse inconformado.
— Não seja mau baby … Eu cuido de você se você ficar dodói, tá? - Disse me aproximando dele, segurando na beira. Ele sorriu satisfeito, mas logo fez bico.
— Obrigado, mas acho melhor não! - E levantou-se da espreguiçadeira com ar pomposo. Não me virei para olha-lo, quando apenas senti-me ser puxada para o fundo da piscina.
Ao me virar, vejo aquele sorriso caloroso, me recebendo debaixo d’agua e me envolvendo em seus braços, me beijou alí mesmo, naquela gravidade maluca, mas foi algo diferente, melhor do que o normal, para melhor descrever.
— Você é um menino levado Michael! - Disse quando voltamos à superfície.
— Isso eu não posso negar, mas quando estou perto de alguém que provoca minhas brincadeiras, é quase impossível não brincar.
— Ah … Então quer dizer que eu provoco suas brincadeiras?
— De certo modo, sim! - E sorriu ao me ver insatisfeita.
— Ah, mocinho, você não me venha … - E me beijou, interrompendo meu sermão.
— Você fala demais! - Ele disse rindo da minha cara de boba.
— Ah, só me faltava essa! - Eu disse saindo de seus braços e nadando em volta dele.
— Ei, disse que você podia sair? - E me puxou de volta para si, contente. Apenas ri daquele momento, ao pensar, que isso nunca tinha passado pela minha mente, nunca.E hoje, parece até que se eu não tivesse passado tudo isso com ele, seria vazia, incompleta, irrelevante …
Saímos da piscina e ele entrou na casa, pedir para buscarem algumas toalhas para nós. Liguei o chuveiro que alí havia e me molhei, ligeiro, só para tirar o cloro do corpo. Ao me virar o vi, me observando. Daquele jeito que só ele sabe me olhar, que me tira das órbitas, até mesmo quando me olhava discretamente de soslaio, mesmo assim, é só posicionar os olhos sobre mim, que me faz arrepiar todos os pelos de meu corpo, já se tornou algo comum para mim.
Ele então, estendeu uma toalha em minha direção, enquanto olhava para baixo acanhado. Tadinho, não tinha culpa, eu deveria ter levado um biquini maior, mas levei justo o que ganhei da Annie, brasileiro, de maneira alguma, que ria que ele pensasse que isso foi para provoca-lo, não foi, apesar que, é um bocado divetido, ve-lo invergonhado e a soltar aquelas risadinhas que me tiram do sério.
Logo entramos, fomos tomar um banho, cada um em seu quarto.Logo após descemos para o jantar, que foi servido pontualmente às 21:00, em seguida, peguei meu celular e liguei para Júlia, para avisa-la de que eu estava em Neverland e se algo acontecesse, para que me ligasse. Enquanto isso, Michael estava no escritório, vendo alguns papéis e essas coisas.
Pouco depois já era a hora de dormirmos, mas quem disse que o desejo deixou?
Seu quarto era ao meu lado, e lógicamente o meu era ao dele. Bastava um ou dois passos, para que a agônia acabasse e só pairasse sobre nós, a vontade de cada um pelo outro, mas como sempre, eu pensei mais do que agi e quando dei por mim, já estava em sono profundo.
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Seg 9 Maio - 19:14

estou amando cont....
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Qua 22 Jun - 23:13

CAPITULO 13 - Sábado - 28/07/1990.

Desci para a cozinha, tentando não fazer barulho, ao entrar, dou um encontrão em Elle, que me olha com ódio, finji que nem vi e sai andando. Emm seguida Remy entrou na enorme cozinha e me olhou sorridente.
— Já de pé querida?
— Ah, tenho custume de acordar cedo … Bom dia! - E abracei-a forte.
— Bom dia meu bem … - Ela disse virando-se para o fogão.
— Cadê o Michael? - Perguntei me sentando em uma cadeira.
— Ele saiu cedo, disse que volta logo e que não é pra você ir embora, se não ele vai te buscar. - Ela disse dando risadinhas.
— É né, fazer o que? Tenho que obedecer as ordens do Rei. - Disse mechendo nas flores, que haviam em cima da mesa.
Depois de tomar café, subi para o quarto, arrumei minha cama e me vesti. Calça jeans e uma blusa branca, super simples. Ao descer, sou recebida com um anjo, maravilhoso, sentado na escada, que nos levava para a sala. Ele estava de costas pra mim, mexia os pés e batia na madeira do corrimão, formando uma melodia. Fui me aproximando devagar e parei um pouco atrás dele, onde ele não poderia me ver de imediato e fiquei alí, apreciando o som dançante, que ele ia moldando perfeitamente. Fechei os olhos e permaneci imóvel, sentindo a música paírar pelos ares. Apesar de dançante, chegava a ser calma para meus ouvidos e me deixava em estado de transe. De súbito, a música parou e então abri os olhos lentamente, como se estivesse acordando de um sonho. O vi de pé, me olhando com um sorrisinho envergonhado, com o dedo no lábio. Ah, ele estava irresistível.
— Quer dizer que estava me espionando de novo? - Ele disse subindo um degrau mais perto de mim, deixando seu perfume me embriagar.
— De novo? - Perguntei confusa.
— É, não lembra não? Daquele dia no cinema?
— Ahh, lembrei! - E ri sem graça. — Mais, pro seu governo moço, eu não tava te espionando não.
— Ah, não? - E me puxou pela cintura, juntando nossos corpos.
— Não … Eu ouvi um anjo passar por aqui e vim ver … Então, a conclusão é, que eu estava espionando o anjo e não você. - Disse, fazendo bico, com jeito de metida.
— Tá então! - Ele disse me soltando e saindo como quem não ligou.
— E … Eu confesso okay … Você quer isso né? - Eu disse o seguindo. Ele parou na escada, se virou com um bico fofo, me olhando de soslaio.
— Não. - E continuou, em direção ao segundo andar. Não me segurei, corri até ele e o abracei pelas costas.
— Ah, seu menino mimado … O anjo é você, amor! - Eu disse agarrando-me em seu pescoço, ele ria e eu desci.
— Eu sei … - E deu os ombros — Só queria que você falasse. - E saiu sorridente.
— Ah! - Fiquei com cara de táxo, olhando pra ele, alí da escada, como uma boba.
Saí da sala e fui até a entrada da casa, sentei no chão, com as pernas para o lado de fora, pegando um sol, quentinho. Permaneci olhando para todo aquele jardim, colorido pelas diferentes flores, que me chamavam atenção.
— O que quer fazer hoje? - Michael perguntou, me surpreendendo. Se sentou ao meu lado e me olhou sorrindo.
— Não sei … O que você tem em mente?
— Hum … Tem medo de altura? - Ele perguntou levantando as sobrancelhas.
— Ai ai ai … O que é que você vai me aprontar hein, Sr. Jackson?
— Tem medo ou não, amor? - Ah, confesso que quando ele disse “amor”, derreti-me em suspiros, que foram inibidos por um fingir pigarrear.
— Medo? Que nada! - Disse me levantando e olhando para ele, séria.
— Okay, eu não estava pensando em pegar pesado, mais já que você não tem medo … Vamos nessa! - Ele disse e completou com um sorriso largo.
Fiquei com um pouquinho de medo, quando ele falou isso, o que será que ele estava aprontando pra mim? E esse tom aventureiro? Nunca pensei que ouviria o Michael, usando-o. É, pelo jeito, temos algo em comum, não gostamos de ser desafiados, de maneira alguma.


-x-

Tive uns probleminhas com esse capitulo gente, por isso só deu pra postar esse pouquinho
Quando eu puder, posto a continuação.
Beijacksons e obrigada pela compreensão.

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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Qua 22 Jun - 23:16

VOLTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI *-*



Finalmente, depois de um desaparecimento repentino, eu, voltei para os braços do MJIT haushaushaus'
Agora vou explicar a causa de meu sumiço:
Primeiro, meu teclado quebrou, ai meu pai comprou, até ai tudo certo, mas então meu computador teve de ir para um técnico, porque ele estava com um problema super esquisito, ele desligava sozinho quando a cpu esquentava ¬¬'
Bom meninas é isso, agora estou de volta e acho que nesta sexta, já continuarei à postar *-*
O esquema de postagem vai ser o seguinte:
Primeiro, irei postar os dois capítulos e meio para terminar a PRIMEIRA FASE dessa fic, a A Força Do Destino. Em seguida, partirei para o tópico da mini-fic "Uma Noite Inesquecível" e terminarei a postagem por lá. E por ultimo, começarei a postar a segunda fase da AFDD, em outro tópico, mas claro, em meu espaço, para não criar caos e tudo mais.
Então, depois de um tempinho, recomeçarei com novos projetos *-*
Bom pessoas, espero que tenham entendido, muito obrigada por tudo, principalmente paciência e compreensão.
Kuss und bis morgen!
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MensagemAssunto: Re: A Força Do Destino   Qui 30 Jun - 22:58

Bom, pra não ser mais má possível, vim postar um bocadinho, espero que agrade e desculpem por ser pouco, mas a continuação P.R.O.M.E.T.E. *-*


Continuação – Capítulo 13 – Sábado

Depois do almoço, Michael e eu estávamos sentados em um banco de madeira, rodeados pelo verde dos gramados. Eu estava entretende-o, para que ele não se lembrasse do “desafio” que me fez. É eu realmente estava com medo.
De súbito, enquanto eu falava algumas coisas nada interessantes, ele sorriu, olhando para baixo.
— O que foi? – perguntei intrigada.
— Você ta com medo né? – ele perguntou rindo.
— Medo? Eu? Já disse que medo é uma palavra que não existe no meu vocabulário? – perguntei com ar pomposo. Mas meus pensamentos eram bem diferentes, eu tava morrendo de medo.
— Ah, é? Então vamos! – ele disse, me levando pelo braço.
Em seguida, pediu para que eu fosse arrumar algumas roupas de banho, enquanto ele iria falar com o Freddy. Mesmo me roendo de tanta curiosidade, fui escolher meu biquíni. Escolhi meu favorito, preto, de cortininha na parte superior e tradicional na parte inferior, sem lacinhos nas laterais. Vesti um short jeans por cima e uma blusa de alcinha de crochê.
Ao descer, ele estava me esperando, juntos, fomos para o carro e logo já estávamos na auto-estrada.
O tempo passou rápido, quando dei por mim, já havíamos chegado ao tal lugar.
Era uma grande barreira, toda feita por pedras escuras. Sobre elas, havia um pouco de vegetação e água escorria entre as menores pedras. Frente à grande barreira, tinha um homem, ao lado de um carro, nos esperando. Louro, alto, olhos azuis, com um sorriso grande e amigável. Este vestia trajes de mergulho, azul petróleo, bem colados ao corpo.
— Katie, esse é Daniel, ele é mergulhador e também faz escalada… - Michael disse, nos apresentando.
— Prazer em conhecer Daniel! – eu disse e nos cumprimentamos.
— Prazer! – ele disse sorridente. Então se virou para o porta-malas do carro e começou a pegar dezenas de cabos e tudo mais.
— Não me diga que vamos fazer o que eu to pensando? – sussurrei para Michael, que sorriu travesso, e disse também num tom quase inaudível:
— Acho que é exatamente o que você ta pensando… – ele disse e então começou a ajudar Daniel com os equipamentos. Droga! O que estávamos pensando?
— Vocês terão de colocar os equipamentos de escalada por cima dos trajes de banho, ou podem opinar por usar um traje de mergulho, igual o meu… Mas eu sugiro que não usem esse traje… É terrível… – Daniel disse e riu.
— Bom o que demorar menos eu to dentro… – eu disse, querendo terminar logo com meu sofrimento.
— Bom, então vamos! – Michael disse e então, quando percebi já estávamos apenas de trajes de banho, já com os equipamentos de escalada. Quando Michael não estava olhando, enquanto Daniel prendia o equipamento nele mesmo, perguntei:
— Vamos escalar essa barreira não é? – disse baixinho. Daniel sorriu e quando ia responder, senti o perfume de Michael me envolvendo, junto de seus braços.
— Que menina curiosa, não é Dan? – Michael perguntou grudando-se em mim. Eu sorri e Daniel também. — Chega de perguntas… Vamos ou não? – e então começamos a escalar o gigantesco e escorregadio muro de pedras negras. Cuidadosamente e sem presa, chegamos ao topo, por conta do meu medo, que eu tentava esconder, mas não conseguia, demoramos mais do que eu imagina que demoraríamos.
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